Sexta-feira, Setembro 30, 2011

Saber Amar?

Saber Amar?



Acabara de estacionar o carro por debaixo das árvores que pareciam tapar tudo menos a porta por onde queria sair. Pelo retrovisor podia reparar no muro branco de orla arredondada que parecia deslizar com a estrada e de onde a parta verde metálica se destacava. Envio um sms a dizer que chegara, olho-me ao espelho para ver se estou bonito, mas parece-me ridículo ao mesmo tempo, para quê olhar, agora já não me posso aprontar, não sou uma senhora que retoca a maquilhagem e como tenho cabelo rapado a única coisa que posso confirmar é que a sandes rápida que comi não me tramou o plano. Um barulho,  olho de novo para o retrovisoer r enquanto a porta se abre um labrador acastanhado sobe ao muro para espreitar e imediatamente sem saber porquê, saio para a receber e ao ver apenas ainda a silhueta dela já novamente o meu coração bombeava tudo o que tinha, já passava muito desde que amara e enquanto os meus braços detinham toda a força do mundo, as minhas pernas tremiam e a respiração parecia não existir.
Mas que raio de força era esta, que me atirava do alto do meu monte onde me escondera para ficar imune a tudo isto, onde me defendia de qualquer sentimento para não me magoar, e que me colocava agora ali, indefeso, à sedução e à sensação. Iria voltar a amar? Sim…parecia que sim. Voltaria a saber o que é o amor, voltaria a saber amar uma mulher, iria ter de saber sentir o amor ali…agora.

Mas o que é saber amar? Pode-se saber amar? Penso que se pode saber, mas estranhamente sem aprende, simplesmente quando se ama sabe-se que se sabe amar, eu sei…é estranho. Mas é como saber o que são detalhes de uma doce seda. É chegar e olhar cada centímetro como se fosse um quilómetro, é um lento irritar, em cada palavra que apenas “gasta” o tempo, é dizer tudo e pensar no resto em milésimos de segundo, em segundos, em minutos, horas, dias, meses, anos, vidas e de novo em segundos. É sentir tanto que ele tenta esconder, até os olhos o traírem e ele ter de ceder ao olhar, o olhar para os detalhes, os requintados detalhes. Olhos, lábios, o corpo, o toque, a energia, a vontade…Nunca é o mesmo duas vezes...

Horas passadas de conversa e olhares lá estamos nós, próximos…muito próximos… Depois, há um passo em frente e ela dá um atrás como se alguma vez eu a fosse atacar. Mas o passo é outro... ela olha para o meu ombro, traçado pela alça que o divide entre a paixão e a vontade aos olhos dele. Parado e hipnotizado vê os cabelos caírem, com o inclinar da cabeça, não há vento, mas o movimento é típico dos sonhos de qualquer homem, sedoso o cabelo cai dançando, numa harmonia, que parece uma música tocada por uma harpa mas sem som, só a beleza. O movimento escadeado, dura segundos, mas na minha cabeça passa a câmara lenta.
A alça mexeu-se... Essa visão deveria determinar a palavra sexy...pois um ombro nu vale muitas vezes mais que todos os poemas de beleza...pois ele revela tudo e mostra nada...

Ela levanta a alça e ergue os olhos. Fico parado, quieto, a tremer de uma repreensão por um crime que não cometi, mas ao invés ela estende o braço e eu percorro-o com os olhos até à ponta das unhas que me tocam no peito. Tremo enquanto o Mundo para e levanto eu agora a cabeça e fixo-me nuns olhos mais calmos, mas confiantes, numa espécie de felino que já me conquistou e agora só me resta deixar ir. Mas deveria ser eu a liderar, era suposto ser eu a avançar…não era? Ela desliza a mão até às covinhas dos meus lombares onde já sentia os músculos a tremer mas não de frio e puxa-me sem fazer força. E ficamos a cms...parados apenas pela outra palma dela que ao mesmo tempo que me agarra me impede de a beijar, apenas para me fazer ceder a qualquer pedido, ordem ou tentação. É o culminar do ser feminino, a respiração é ofegante e no entanto trata-se de um ar que ninguém roubou.

Os detalhes acumulam-se e há um beijo forte e rápido, sem sabor pois nenhum está ainda em si, afastamos a cabeça e ela olha para o lado como se um crime cometesse, mas não é crime e ela sabe-o, é o corpo que fala mais alto e aí começa a única dança que não se pratica, não se ensina, não se aprende e não se vê, a de dois corpos falarem sem quase se tocarem e no entanto parece que se conhecem desde que se deveriam conhecer. Logo após este tempo que não consigo contar, vem mais uma descrição do que é saber a amor...saber o que é uma boca num pescoço envolto em vibração calma mas viva, saber o que é sentir os lábios tocarem a pele e ouvir um gemer...um gemer que antecede uma inspiração sôfrega, uma falta de ar e um arranhar nas costas, mesmo que suave acrescido de um agarrar de sede...Sim é uma mordida, mas não doí ou magoa, é doce e possessiva, que transforma um beijo numa seringa, carregada do que há de mais emotivo e forte no ser humano, no que nos liga, nos pode separar, fazer querer viver, fazer mudar...um beijo mordiscado que tem este poder de transformar um momento de prazer em um momento de fazer amar. A seguir... a seguir é ver um pescoço que depois de mordido se revira para ti e o olhar é outro...é sedento. É quase carnal e é sensível a tudo e insensível ao resto. 

Fico impávido e percebo que nunca seremos iguais a elas... Somos físicos e elas emocionais... Sabemos colocar peças mas elas sabem jogar...e aí começam mais segundos de puro prazer visual...Ela sabe que estou preso e diverte-se com a minha loucura, não me importo…deixo-me ver os cabelos caírem ao detalhe quando me afasto do pescoço... e quando a fera que estava dominada vem ao de cima...ela passa a dominar, o que sempre dominou desde o primeiro segundo em que a vi e ela me olhou.

Capitulo 0 - O Primeiro Ano


Porque tudo são detalhes e nunca tudo é igual duas vezes...doce? Sim sempre!... e sedoso como quando em novos apreciamos cada cantinho daquele cobertor, com aquela necessidade de o termos e de o sentirmos...

Peço-lhe que por momentos se deixe ir e tente se imaginar “nele” sem deixar de a ver, a “ela”. Ele não tem nome, é um homem, como tantos outros, por vezes só, outras apaixonado, mas sobretudo sente e sabe como tantos o que é amar, sabe o que é o Éden, de um amor genuíno, verdadeiro, integro, raro e poderoso, e saboreou a dor da falsa promessa e da máscara do teatro real. Ela, também não tem nome, é uma imagem do que pode ser em cada caso, é a origem de todos estes sentimentos nele, é a razão porque ele é carne e mortal, é a representação do melhor que este mundo pode oferecer a um homem, o amor, a paixão e o carinho, verdadeiros de uma verdadeira mulher e tudo o que isso trás.



Quarta-feira, Maio 25, 2011

Desesperos por uma gota de sonho parte I




A vida leva-nos a nós homens a ter reações que nem sabemos ou contamos serem puramente despertadas por vocês mulheres no melhor do nosso ser...Mas ainda bem que assim é, pois é a sensação de alcançar de viver e de sentir que nos faz felizes, ou seja, nos oferece um bilhete para irmos à loucura mas com volta.

Saímos de manhã, o ar está diferente, é Verão e parece que a t-shirt me deixa mais solto, mais energético e sinto-me bem. Saltito pelas escadas a baixo pois estou mortinho por partirmos. Vamos ter com amigos ao Alentejo, será um fim de semana de descanso finalmente depois de meses de trabalho e a ideia de descansar e partilhar um pouco de alegria parece um qualquer reclame que leio num email para adquirir mas sei que não posso comprar/usar porque não tenho tempo; mas agora vou mesmo apreciar com a melhor companhia.
Conseguimos deixar a mala com o Marco na noite anterior e ele vai leva-la de carro, portanto podemos ir de mota o que significa que poderemos ir os dois ainda mais só dois, é essa a sensação da mota. Preparo tudo enquanto cantarolo sozinho e aguardo na sombra à saída da garagem pois tu ainda não desceste. Olho para o céu azul às pintas brancas de nuvens, sorrio, olho para a frente, um casal de gatos está deitado debaixo de um automóvel e olha para mim num ar misto de curiosidade e cumplicidade como se fosse eu o estranho ali, a fazer barulho enquanto eles "curtiam" o sol e o calor.

Apareces vinda da entrada do prédio, em passos de mulher, pequenos e extraordinariamente pacientes em contraste com os meus saltitos, apesar de também tu estares entusiasmada. Vens de top por debaixo do casaco da mota, calças de ganga justas que me fazem desligar do resto do cenário, o cabelo apanhado numa trança que parece desenhada,as sapatilhas parecem sabrinas de bailarina com o teu andar. Quero-te dizer dos gatos e da imagem gira que é vê-los olhar para nós, mas discuto comigo mesmo pois não quero estragar este momento de câmara lenta. Sorrio de novo e tu sorris de volta num flirt de namorados..."olá gaja boa!" digo em tom de brincadeira "olá gajo bom!" respondes e partimos rumo a sul...

O caminho é feito de estrada nacional, bancadas de cerejas e melão,casas rurais, árvores, Sol e brisa. Vamos dançando estrada fora ao som de cantigas que vamos trocando via capacetes. Abanamo-nos na mota como se estivéssemos num qualquer concerto musical e os carros que passam trazem passageiros curiosos com tal cena. Cumprimentamos quem nos vê passar, dizemos "olás" a tudo o que são animais castiços e vivemos um pouco esse nosso momento zen, como se nos tivessem deixado "ir brincar" e pudéssemos agarrar este dia para ganhar energia.

As cegonhas vão nos acompanhando caminho fora e o calor vai aumentando a cada placa que passamos e que avisa que estamos a chegar.Reguengos! A praça recebe-nos com uma linda igreja, pequenas árvores uma calçada linda guardada por uma estátua e meia dúzia de locais completam a foto. No café central o Ricardo e a filha Magda acenam-nos com um sorriso contagiante como se não nos vissem à anos e que nos dá vontade de dar logo um grande abraço. Com bebidas para refrescar na mão e uma vista para a praça, resta-nos aguardar o resto dos amigos que estão mesmo a chegar, mas até lá o Ricardo encanta-nos com a historia de Reguengos, da igreja e da praça à qual nos rendemos e imaginamos transportados.

Trocamos olhares depois de 2 horas de viagem, e mesmo sem o dizermos, gritamos a vontade por um beijo e da-mos a mão. Parece tão simples...da-mos a mão, mas fazemos caricias entre dedos e falamos por toque. Tento dizer-te que já tenho saudades, e que ao tocar-te só me desespera, ao olhar para ti e para a luminosidade que se faz, sorrio e faço-te saber por toque que estou a pedir-te um beijo para acalmar-me, que quero que este momento dure, que não te quero deixar ir. Agradeço ao Ricardo e digo-lhe que estou a apaixonar-me pela cidade, na verdade estou mesmo, mas sei no fundo que este tempo em que podemos nos dedicar a nós e à vida me está a contagiar.

Trocamos momentos extraordinários, de historia, amizade, de lições de vida e de avaliações de futuro, e só interrompemos por algo importante...uma fila de carros chega ansiosa por estacionar "São eles! Gritamos!" E ai estavam, o resto do grupo e agora sim...os anúncios, as vontades, os desejos iriam começar, estávamos todos juntos, fora do mundo do stress e num local lindíssimo para nós... para podermos partilhar a amizade.

Ao longe a inconfundível Sara sai do carro, de óculos de sol metidos aparece em cena como se de um filme se tratasse e acena-nos com o ar de quem vai parar o Mundo para reunir-nos a todos e para podermos festejar...segundos depois a Nuria, a Marta, o Marco, o José, a Sofia, a Vânia e a Rosa aparecem cada um saído de um qualquer anuncio de moda, sorrindo, de ar solto e vivo. Braços abertos e mesmo gritando por nós, os 100m que nos separam parecem uma eternidade para poder-mo-nos abraçar e felicitar...parece que foi à tanto tempo...mas ainda ontem estivéramos juntos e hoje queremos voltar a estar...

O Sol está certo, o céu está livre, o vento faz-nos sonhar e nós aceitamos. Vou até ao carro buscar a máquina digital e quando me volto vejo-te no meio de amigos a sorrir para mim e ao mesmo tempo a esticar o braço e mão a chamar-me...enlouqueço...outra vez...

FIM PARTE I

Quinta-feira, Abril 21, 2011

A todos os amigos pedimos para clicarem na imagem abaixo e votarem no nosso casamento :)


Segunda-feira, Março 07, 2011

A História do Homem é feita dos sonhos da Mulher


Todos os dias faço planos para mim, do que gostava de ser, fazer ter, deixar, oferecer...todos os dias esses planos ou já são ou passam a ser dar-te o que tu gostavas de ser, fazer, ter, deixar, oferecer...Imagino que tenha sido assim que o Mundo evoluiu...homens que fizeram o sonho das mulheres que os escreveram na Historia. É um Mundo feito de estórias de mulheres, e não ao contrario do que muitos pensam um mundo de conquistas de homens... ainda bem...porque só me reconheço quando a vejo feliz...só se que construi mais um pouco deste mundo quando ela assim o diz...desgraçado sangue que só me dá força de fazer quando ela o faz correr...



Arrancamos em cima da mota, rente à baía do Seixal, devagar porque não queremos lá chegar, queremos apenas ir até lá juntos. A brisa trás-nos um misto de cheiros entre a maresia, o cheiro a cozinhados dos restaurantes junto à baia e um pouco de cheiro a algas que reivindicam a sua presença.

A cada curva a mota baila, os nossos corpos acompanham, o Sol dá-nos a importancia extrema e nós vamos escrevendo mais um episódio de um mundinho só nosso, como se estivéssemos num filme romantico numa cena representativa da nossa felicidade. Desacelero mais um pouco na curva junto ao ecomuseu, queremos espreitar os gatos que lá moram, e vemos o "Mu" ou a "vaquinha" como lhe chamamos, o garfield, os bébés e deliramos. Oiço-te a gritar no intercomunicador " Olha bébés!!! Tãooooo xirosssssssssssssss!" e só me dá vontade de parar a mota correr atrás deles, colocar-lhes um laço em cada um, embrulha-los e oferecer-tos a todos como se flores se tratassem só por saber a felicidade que tal te traria. Sorrio porque mesmo sem te ver imagino o teu sorriso, os teus olhos, os teus labios e o mexer das tuas maças da cara para uma posição de inocencia marota.

Rumamos pela nacional, porque não queremos nada com a auto-estrada, queremos deliciarmo-nos com cada detalhe do Mundo e ter a oportunidade de andar devagar e parar onde nos convem. E então tal e qual como um relampago que ninguem sabe onde cai, quando vem, dos meus sonhos vem a realidade, e oiço a tua voz a cantar um nanana que reconheço e me vai derretendo, mais um carimbo que estás feliz, mais uma medalha para a maior guerra que tenho como homem, a de te amar e fazer feliz todos os dias sendo quem sou, sem ter de ser outro ou de me fingir outro. Abano a cabeça a dança ao som da tua musica equanto me vou apercebendo que a rapariga da carrinha branca nos observa e ri como se soubesse o que se passa nos nossos capacetes, o velhote do carro castanho fica especado a olhar para nós e o casal que passa na passadeira do semaforo que acabámos de respeitar vai andando mas de olhos fixos em nós. Não sabes mas todo o cenário faz-me sonhar imediatamente e se bem que o que me apetece dizer é um amo-te repetido e sentido, que o que me apetece fazer é encostar, tirar o capacete e lentamente abrir mais um mistério ao apreciar-te a tirares o teu capacete e a soltares o teu cabelo, beijar-te e fazer mais estória.... bem o sonho leva à vontade do que quero e o sangue fala tão alto quanto o desejo e só digo "mor?!, Açores?!" ao que respondes "Xiiiiiiim!! Uma casa puxiwuxies (gatos), uma Mu (vaquita), uma Mé (cabra) e putxies (cães), o Oceano e uma quinta". E tu como mulher não sabes, mas nesse instante a minha vida deixou de ter significado que não fosse dar-te essa realidade, a mota, a rotunda e a placa a dizer Azeitão parecem apenas lidos e vistos pelo meu instinto porque só sonho o como?!, respondo " Pode ser Azeitão, Chá, um jardim de ervas aromaticas e chá, um pomar e mais uns "putos" (animais domesticos)? para já? "
Oiço-te sorrir e dizer que sim, enquanto cobro uma eternidade de noites de amor e paixão em troca sem direito a ver a luz do dia enquanto o suor não ditar tal.

"Morangos!" oiço pelo intercomunicador, " e já sei...morangos é sinonimo de prioridade máxima no estacionamento, pois morangos significa panquecas com xarope de acer (maple sirup) com morangos. Trazes uma caixa e voltas a cantarolar pelas ruas da bela vila de Azeitão, enquanto nos vamos maravilhando com as quintas que vamos vendo e imaginando nossas, " Pintava-a de branco, mudava-lhe a cerca, restaurava-lhe o telhado" vamos ditando o que fariamos se a nós nos pertencessem e lá vamos percorrendo a vila. Passamos o corte para a quinta onde o Diogo e a Clara se casaram e arriscamos ir em frente, sem saber onde a estrada nos levaria, porque aliás foi esse o propósito desde que arrancámos do Seixal, apenas ir.

Sinto as tuas pernas me apertarem, enquanto te vais metendo comigo a ameaçar que os morangos teriam resultados bem mais deliciosos que as panquecas e enquanto me vou deliciando com as tuas brincadeiras de almofada no chão. Houve quem nos declarasse extintos nos primeiros meses em que me perdi na tua alma, e agora ninguém consegue reconhecer as estorias que vamos escrevendo e queremos escrever dentro de nós, ninguém consegue ler o que quero para ti e eu volto a aperceber-me desse poder imenso que é amar-te, essa noção de que mesmo que pense que há razão para fazer uma ou outra coisa, algo me parece dizer que a razão verdadeira é acabar sempre por te ter nos meus braços enquanto me afundo nos teus.

Encostamos numa casa rural que a noite nos esconde para apreciar-mos de manhã, e como já se faz tarde, temos tempo apenas de beber um chá e de provar uns doces que a Dª Amélia e o Sr. Roberto nos deixaram na pequena sala enquanto nos entregaram as chaves e nos disseram boa noite.

Perco-me nos minutos seguintes entre o desfazer a mala , o acender das velas, o acender o incenso e o vestir o pijama e nem me apercebo que te prepararas para seres felina. Sinto o teu dedo indicador entre o meu pescoço e o meu ombro a aterrar lentamente e a anunciar que o resto da mão se prepara para me seduzir, imagino imediatamente a imagem da ponta do dedo a tocar-me e a unha pintada a sobressair como se um prenuncio de sedução e amor estivesse cravado num símbolo que carregas em cada dedo de perdição. Arrepio-me ainda antes sequer de sentir a tua segunda mão ou os teus lábios no meu pescoço, pois parece que já sei o que vem a seguir ao toque do dedo e já me perdi em ti e ainda mal começaste.

A lareira faz o cenário, as velas fazem a musica e perdemo-nos entre cobertores a lua que finalmente chegou com a primavera e que ousa espreitar-nos pela janela que nos sobrou fechar. Ainda consigo respirar fundo e apreciar uma perna a deslizar de entre os cobertores e a minha coxa, ainda consigo levantar um pouco o olhar entre o decote e o teu pescoço, mas não consigo muito mais antes de nos aninhar-mos em nós...

um arrepio na espinha... um deslizar de arranhar pelas costas... agora volto a respirar fundo quando o suor me deixar...



Terça-feira, Fevereiro 15, 2011

Segunda-feira, Dezembro 06, 2010

Fenix



Por vezes precisamos de ser pequenos, minúsculos, indefesos, quase quase a fazermo-nos de mortos para podermos ter um vislumbre da vida, dos amigos e do eterno aclamado amor verdadeiro. Esqueço-o durante o dia, ignoro quando leio e oiço no cinema e livros que o importante é viver e ter amigos e saúde, mas ao tê-lo vivido, ao tê-lo sentido acordei...é assim a vida de uma Fénix.


"Pois é a situação não é boa, terá de esperar pela consulta para saber o resultado e o que fazer- diz-me a técnica com uma calma que contrastava com o meu nervosismo e o meu descambar do Mundo. Em poucos segundos percorri a minha vida toda desde a infância até ao momento em segundos e coloquei em cheque o futuro desde o casamento, passando pelos filhos e a velhice em outros tantos poucos. Saí, a Lina estava longe e longe estava de imaginar que pudesse estar uma lástima, pelo que agarrei o telemóvel e enviei apenas uma mensagem a avisar que teria de ir a uma consulta e continuei o meu caminho, branco e a pensar apenas nos meus pais.
As duas semanas que se seguiram foram altos e baixos, raiva e medo, dor e paz e lá andava a contar minutos até ao dia...ao café a Marisa e o Pedro falavam e trocavam experiências connosco, durante a conversa a Marisa troca segredos e tenta-me acalmar...e então o dia que não chegava, chegou e rapidamente chegou também o quarto do hospital, o wc onde me troquei e à troca de olhares que temia ser a última.
Queria abraçar o Ricardo, beijar a Lina e chorar à vontade, não por medo mas por raiva de estar cansado de estar cansado, de me sentir um soldado após 100 anos de guerra e por parecer um ciclo sem fim de batalhas desde que perdera os meus pais. Limitei-me a olhar e a sorrir para que ficassem menos mal...
Passaram-se 4 horas e para mim foram minutos, olhei e do medo ficaram apenas as dores, era só recuperar agora...era tudo o que queria saber era que tinha corrido bem e voltara ao activo mesmo que fraco agora. Então voltaram os mesmos pensamentos dos segundos em que me diagnosticaram, o passado, o presente e o futuro...mas com outra perspectiva...aquela em que parece que nos agarraram e nos gritaram o que já deveríamos ter feito.
Olho para o lado e a doce e linda Lina beija-me para me aconchegar e começar a recuperação, "amo-te muito" penso mas não consigo dizer...não foi preciso...ela percebeu...O Ricardo entra e as lágrimas voltam, "Captain my captain" é tudo o que me ocorreu...ele sorri e eu faço o mesmo, mais uma batalha juntos...As horas seguintes foram de união e de companhia, o gelo do exame contrastava agora com o carinho dos amigos e de quem me acompanha agora para sempre.
As semanas seguintes foram lentas mas de recuperação e de ponderação na vida com o culminar numa tarde de chá com os amigos. Entre panquecas, scones, doces, lareira, jogos, sorrisos, abraços, fotos e loucura eu fui feliz acima dos ultimos meses..e durante horas parei n vezes a pensar e a olhar que aquilo era a vida, o amor, a amizade, o carinho e a felicidade...tudo isso conta no momento em que o terror ataca. Olhei n vezes para a Lina e agradeci aos meus pais por me guiarem o destino, amei-a sem lhe tocar, beijei-a sem a beijar, mas ela sentiu e devolveu com beijos beijados, e amor abraçado.
Foram meses em que valeu o sangue que tenho e a vida que com sorte consegui...foram horas que me arrebataram para o caminho certo de onde me desviara."

Segunda-feira, Junho 28, 2010

Dream

















No meio de uma loucura de mundo, qual não será a maior sanidade que aquela loucura que é partilhada a dois e que nos isola do resto?! Qual não será a maior benção que aquela que provem do abraço de união!? A frase é esta e não a outra " A mulher quer, o homem sonha e a obra nasce" porque não há razão de força maior que o verdadeiro amor de uma mulher a correr nas veias de um homem amado.


Tinham sido dias horriveis, dias em que o tempo nos roubava o carinho, o toque, o olhar e a luz. Chegaramos a enraivecer as petalas de dentes de leão por voarem ao vento, e no final soubemos parar... soubemos ver para lá do nevoeiro e da chuva, e expreitar o sonho a dois.
Chegaramos ao Almada e sorriamos por fora, mas por dentro estavamos exaustos de semanas de trabalho e de deprivação de sono...a vida da cidade maldita tinha finalmente nos arranhado e as feridas sangravam. " Vamos, vamos vamos..." repetimos sem sentido em escaços segundos...como se fugissemos de algo e quisessemos chegar algures...a ansiedade chegara aos dois. E neste tempo de medo onde as precesses parecem ter sentido e a esperança começa a querer rasgar, as tuas lagrimas rasgam-me o coração ao responderes "calma mor! bolas passaste o dia todo a embirrar com tudo", calo-me...tinhas razão e no entanto ca dentro acusava-te do mesmo, tinhamos acabado de cair os dois no veneno da cidade e uma pequena voz cá dentro começava a querer falar enquanto parava no vazio... abraçamo-nos e perdoamo-nos mas eu já estava destroçado...seguimos passeamos, compramos, sentamo-nos a beber café e no meio mostras-me uma revista de viagens e sorris...escaparamos por minutos da cidade ao sabor de um caramel machiatto e nas asas de simples fotos de lugares que não aquele.
Sou homem, a minha unica razão de viver é amar-te e aos nossos,a minha unica razão de ser é proteger-te e fazer-te feliz...e de repente na minha cabeça o som da gaita de foles ao longe ecoou como se estivesse num épico e fosse a banda sonora, o meu coração começou a bater mais forte e a pequena voz soltou-se..."Bruno??! o que tens!? estás distante..." oiço-te ao longe enquanto a voz cá dentro começa a dizer-me que temos de fazer o que temos de fazer...."Bruno?!, Bruno?!..." - "Estou bem mor...estou bem" respondo enquanto os meus lábios vão começando a virar de baixo para cima, os dentes a deixarem de se serrar e o meu peito começa a funcionar como se fosse já a seguir a proxima decisão. Flores, um espetáculo no Atlantico, umas férias no Mexico e pegar em tudo para começar a preparar o sonho.
Partimos directos a bilheteira para comprarmos os bilhetes mas ves que não vais poder assistir, volto-me para as flores mas já estavam fechadas, compramos o passe para o México e faço de imediato umas chamadas para preparar o sonho... rodopias como se estivesses de saias de um lado para o outro entusiasmada com a adrenalina mas sem perceber se é resultado ou só vontade louca, mas ves que tudo vai avançando...
Arrancamos do Almada ao sabor do vento, a mota vai deslizando como que a dançar e eu vou sonhando acordado... Amo-te, e isto vai acabar esta dor que o veneno de cidade teima em nos pregar...
Liberto-me de mim ao sabor do vento e ao som do motor da mota como se um turbilhão de emoções se traduzissem no motor. Abraças-me e sinto-me mais forte sorris e sinto-me mais único.
A noite acaba conosco, o Greg e a Dharma aninhados no sofá, eu deixo-me ficar um pouco mais para poder pesquisar sobre o "Pedido" online, vais-te deitar e eu amo-te um pouco mais por saber que estou a construir o nosso sonho, o nosso Avalon e que em breve estaremos imunes ao veneno, longe das unhas, perto do vento, junto ao Sol, lá onde podemos ser nós e não outros, onde trabalhmos apenas para viver e não vivemos para trabalhar.

Amar a nossa mulher é sem dúvida uma razao de viver mais forte que qualquer outra e transforma-nos em quem sempre quisemos ser, retirar esse brilho nos olhos, essa alegria no olhar esse nervossismo do "SIM!" na nossa princesa, rainha, pedaço de céu é cortar-nos o ar, a razão e o querer. Assim aconselho-me/vos... a sairem de vós, a irem até ao cimo do monte, a olharem para essas asas presas por debaixo do fato e da máscara e a quererem voar, sonhar...SER...

PS: Se este texto vos parecer estranho, pensem no sonho de querer estar e ser e voltem a lê-lo...de certo compreenderão ;)

Porque te amo um pouco loucamente, talvez muito perdidamente, não ainda mais...mais que à loucura de te amar :)

Domingo, Maio 30, 2010

Shine

Sentado no cinema o filme teima em não começar e tu precisas de sair um pouco antes pois ainda queres pipocas. Ali sozinho de repente parece que toda a gente na sala olha para mim, quando sei que não é verdade. Puxo do ipod e começo a ouvir a primeira musica que apareça, é um slow, daqueles que nos marca os momentos em que estamos sozinhos, no ecrã, um reclame romântico vai passando com paisagens paradisiacas, beijos, bocas, abraços e close ups...e a minha mente dispara imediatamente para o nosso futuro proximo, apagando repentinamente qualquer plateia que possa existir e alargando os segundos para minutos.
Imagino-me no local que penso usar para te propor em casamento, nervoso, ansioso que tudo corra bem, imagino as casas, as varandas, as ruas, os empregados, os jovens que percebem e sorriem sentados, imagino-te a chegar calma e deslumbrantemente já desconfiada que algo se passa e que aquele sitio não é apenas um local de férias. Imagino o que imagino na altura: "Vivi a vida num quarto isolado, escondendo as cicatrizes de uma unica ferida que teima em me marcar, sonhei sonhos que achara impossiveis, quero que hoje seja o dia, a tarde, a noite, em que sou alguem especial, em que não interessa que não seja perfeito, mas que sei que haverá sempre alguem especial à minha espera algures, que os meus pais estarão felizes e abraçados, tristes por não poderem me abraçar e ajudar a preparar, mas radiantes que consegui avançar." O teu vestido esvoaça no pouco vento, o teu cabelo desenha-te e o teu sorriso pinta o resto desta tela viva, o meu coraçao bate enquanto tento racionalizar o que fazer, disfarçar os nervos, agir normalmente na altura mais fora do comum da vida a dois....mas o meu sorriso foge-me e o meu olhar torna-se humilde perante a luz e a situação...volto a imaginar tudo a minha volta como se desenha-se rapidamente cada detalhe, dos gatos a dormir, ao relogio da igreja, das esplanadas, às crianças a brincar, por ultimo imagino-me a dar uma última olhada no anel... -------- Apareces e sentas-te, o filme vai começar, "o que foi mor?!" perguntas, "nada...estava a espera das pipocas e estes tipos aqui ao lado nao se calam...escuta esta música que estou a ouvir no ipod..." digo-te....sorris e percebes que não é bem isso que pensara, mas deixas passar...beijas-me, olhas-me e com um sorriso matreiro perguntas "Tás nervoso? Já decidiste onde?!" ris-te e voltas-me a beijar apenas a tempo do filme começar...


"I'm ready to fly..."

Segunda-feira, Setembro 21, 2009

Sunset


A Musica, o corpo, a mente e a alma, são componentes incríveis de facto, o meu pai já me o dizia "a mente pode estragar ou resolver muita coisa senão tudo". E confesso que é nos momentos de desporto e de relativa descontracção que muitas vezes me debruço sobre a minha vida e sobre os planos que quero fazer...e sem dúvida é nesses momentos que me entram as musicas pelo leitor de mp3 e me fazem partir e envolver nos ambientes de saudades mais românticos que possa imaginar, é ali sob um soundtrack que me rodeia e sobre uma vista que me envolve que defino, desenho e imagino, tudo aquilo que a insana saudade me dá vontade de fazer...

"Passara o dia todo estendido no sofá que comprámos no IKEA, andámos meses atrás do mais fofo e agradável, e agora quando posso, reavalio essa decisão deliciando-me num afundar de perguiça e sono nas tardes soalheiras de um fim-de-semana no Seixal.
Estivera a tentar ver um filme mas acabara por adormecer. No otomano a Dharma dorme tal e qual uma princesa, mantendo a postura de esfinge e tendo o seu pelo como que arranjadinho e parecendo uma japonesa com os dois traços a substituir os olhos, a figura é enternecedora, mas só fica completa observando o Greg a um metro de distancia dentro do nosso novo ovinho de verga enrolado em posição fetal ambos completamente perguiçosos, pois estiveram a manhã toda a brincar com a nova casa de 3 andares que lhes oferecemos.
Levanto-me e vou até a varanda regar as flores enquanto o ar fresco do pinhal me vai despertando e vou sonhando a cada avião que passa. Dentro em breve terei de marcar o nosso dia cada avião que passa lembra-mo.
Lancho qualquer coisa, e vou me equipar seguido por dois rabiosques de gato que não me largam na expectativa de brincarmos um pouco.Pego no mp3, chaves de casa e rumo até à Baia do Seixal entusiasmado, pois passaram-se 3 semanas desde que não podia treinar com dores. Hoje finalmente voltarei a sentir a testosterona a fluir e o meu corpo a funcionar de novo como uma maquina de queimar gorduras e fazer musculo, como eu bem preciso...
A música começa a fluir por entre os auscultadores e sou levado a querer começar a correr. O céu pintado de laranja e vermelho só muda com a passagem de um avião, mas deixa-se ficar um pouco como que de uma tela se tratasse para que possa saborear a minha corrida à beira rio. As batidas da musica passam para as minhas pernas e começo a deixar de ouvir o mundo e a ficar preso entre a batida e o meu ofegar...A via da baia está cheia como sempre de um mundo diverso de pessoas que querem correr, passear, andar, namorar ou apenas apreciar, e essa diversidade ajuda-me a passar o tempo sem me aborrecer. Um amigo aqui, um conhecido ali, um vizinho acolá e lá me vou entusiasmando à medida que a musica vai acelerando, e começo a sentir-me cada vez mais vivo, mais ofegante, um pouco mais louco até, mas é esse o efeito da liberdade que nos trás a saúde, pois estivera demasiado tempo sem correr já...
A música muda e passa a slows românticos com dizeres que parecem ser traduções das saudades que tenho de ti. Sei que estás apenas fora à 3 dias, mas o Mundo perde um termo na minha equação de vida quando não estás, e as letras inglesas por serem sabe-se lá porque menos pirosas a cantar que as portuguesas, pois estas ultimas são mais sentidas e mais fortes, fazem-me partir para os planos a médio prazo...fazem-me transportar da beira-rio para a beira-corpo. Imagens de partes dos nossos corpos começam a fazer flashes na minha cabeça, lábios, ombros, suor, cabelo, olhares, tudo vai vindo em segundos de efusão erótica enquanto a musica continua a alimentar o meu extase mental. Dizem que o sexo não é tudo...para nós homens?! Mentira! A química corporal diz-nos practicamente tudo, mostra-nos que aquela é a nossa Mulher, transforma-nos e faz-nos com que cada vez seja como a primeira, com que cada imagem que guardamos é uma imagem que voltamos a saborear nestes momentos. As passadas vão aumentando e o cansaço começa a ser maior que a vontade de correr, a música continua a drogar-me e a fazer-me correr como se estivesse num qualquer filme épico da recuperação de um desportista, o Sol já se pôs e as luzes e o negro do céu irrompem a fazer-me lembrar tudo...o cheiro da tua pele, o sabor dos teus lábios, o teu sorriso matreiro e a imagem matreira do lençol a cobrir-te toda deixando apenas os ombros e o teu trincar de lábio...
Uma guitarrada a solo, uma aceleração final, um refrão em tons altíssimos, um último esforço... e acabo por desacelerar e parar... um grupo de senhoras que passeiam o caozito olham para mim e acabo por sorrir por nao saber porque o fazem, paro o mp3 e então percebo que estou realmente ofegante pelo que entendo então... sorrio de ter conseguido treinar e de estar de volta ao que mais gosto de fazer. Já em casa um banho de agua quente abraça-me e relaxa-me enquanto me delicio com o soltar dos musculos e da tensão.
Já deitado ligo-te e namoramos um pouco ao telefone enquanto vou olhando para mais um pouco da grande viagem que preparo..."

Quinta-feira, Julho 23, 2009

O desejo diferente de desejar-te


Falar de desejo a um homem é algo que sempre me fez confusão, porque o desejo flui na testosterona que viaja pelo corpo todo. Costumo brincar com as parvoíces de estudos psicológicos sobre sexo onde nos tentam colocar no papel de bichos primitivos e parvos dizendo que ao contrario do estudo que diz que os homens pensam em sexo de 30 em 30 segundos eu sou ao contrario de 30 em 30 segundos posso não pensar em sexo 1 segundo apenas para fazer algo, mas rapidamente volto a pensar em sexo. Porque nós somos assim, adoramos ver uma linda mulher, deliramos ao sermos desejados pela nossa, mimados, trespassados por loucura e desejo, arremessados deste mundo para outro mais doce. Não temos de recear, fugir, esconder ou desviar essa sensação! Somos homens! ainda por cima latinos. O resto do Mundo masculino estuda, lê e chega a ter aulas de como ser um "macho latino" e a nós o que nos fazem? Bombardeam-nos com revistas e documentários que até chateam a chamar-nos de homens das cavernas.... Em tempos ouvia amigas nórdicas a queixarem-se da frieza dos seus companheiros, comentava com americanas a necessidade delas "acenderem a relação" e ria-me ao contar que em tempos uma namorada me chamara tarado porque o queria fazer todos os dias (na verdade gostaria de o fazer varias e muitas vezes todos os dias, tive sorte que ela limitou-se a restringir a uma).
A ver se nos entendemos, adoramo-vos bem vestidas, enlouquecemos bem despidas e alucinamos convosco bem juntas...o resto..bem o resto é um touch of heaven feminino que nos tem de alinhar...
Tratem bem do vosso leão e deixem-no "bem alimentado" como diria a Pipa minha colega e verão que não só o leão não caça fora de casa, como também será bem domesticado e com um bom chicote fará o que desejam de uma relação romântica. E sim claro que o sexo não é tudo, mas é ridiculamente importante para nós, não vale a pena dizer que não para parecer bonito (porque acham que todos falam nas suecas e nas de leste? Porque nos inundam de filmes de mulheres avidas de sexo sem enormes complexos de entrega e de auto-destruição).



"O barco estava apinhado de mulheres bonitas, segundo parece era um encontro de ginástica. O Verão ajuda obrigando-as a calções curtos e tops desportivos, um desfile de imagens recheadas aos meus olhos. Ao meu lado o Pedro sorria e levantava-me as sobrancelhas como que a tentar rapidamente avaliar cada uma que passava à nossa frente como que fossemos um júri e a distribui-las imaginariamente entre nós..."ui passava 2 horinhas com aquela perdição...aíii um fim-de-semana de sexta-para domingo eheheh" dizia ele a delirar pela optima distração da viagem de barco "se tivesses uma coisinha daquelas em casa..uiii". Uns minutos depois acabávamos as conversas de putos e rematávamos a conversa com o orgulho masculino de quem tem uma namorada sublinhando que aquilo tudo era bom mas mesmo sendo uns machos claro que tínhamos melhor.Temos sempre de o dizer para que entre o "clube dos gaijos" estejamos bem, como que tivéssemos de justificar porque não andamos a caça e estamos comprometidos...temos de mostrar sempre que a nossa lady é a melhor que poderíamos arranjar, mas que mantemos o gosto pelo sexo oposto... (muitas vezes o não entendimento desta regra sem nexo leva a grandes zangas...)
À chegada ao cais lá estavas, encostada à parede da estação a olhar para o barco e a sorrir...nunca chego a saber se me ves ou se simplesmente fazes um jogo sedutor de sorrir porque sabes que eu te estou sempre a ver...a verdade é que adoro...os teus corçários de ganga realçam-te as curvas com as soquetes e tenis de aerobica a parecerem acabamentos perfeitos para umas pernas desenhadas a rigor. E de repente o puto vira adulto e só me apetece sair dali contigo para algum sitio mais privado...começo a ralhar com a vida por não morar em bora bora e por não estar a chegar num barco para poder partir imediatamente contigo noutro mais pequeno rumo a alguma cabana que só Deus sabe quando sairíamos de lá...
Beijas-me num misto de olá com desejo... e não me contenho em te elogiar com piropos só nossos, entendes o meu corpo e a minha atitude e roubas-me para o que poderia descrever como um doce "olá amor, bem vindo a casa...".
Umas horas depois...lá nos esgueramos para um starbucks e cinema para poder rechear a paixão com um pouco de romantismo, e lá vou eu, o "leão" alimentado e doido por te ter de novo...nos infinitos segundos a pensar em ...bem não sei se lhe chamaria sexo...mas sim...detalhes de uma doce seda...

"


"Poor is the man whose pleasures depend on the permission of another"

Segunda-feira, Julho 20, 2009

A touch of heaven


Há demasiados momentos na vida em que nos sentimos sozinhos mesmo quando perfeitamente acompanhados, é uma estupidez masculina que embirramos em abusar, a de que temos de sofrer sozinhos independentemente de termos um apoio mesmo ali. Esta casmurrice só pode ser rompida com um olhar profundo e persistente que nos faz lembrar de que há alguém ali ao lado e que não vai desistir de nós. É como se estivéssemos em choque e fosse preciso como que um choque para que acordemos. Só que este choque é bem mais suave e mais sério, e por mais ridículo que pareça, se esse choque não existir então acabamos por desistir de quem não permitimos que nos ajudasse à priori...e achamos que a nossa mulher não é Mulher....


" O dia começou com mais uma noticia de rasgar a vida, um sms que apagou a luz do amanhecer, o ar terno do Greg e retirou o ar do quarto, espetando uma vara coração e estômago a dentro. Dejavú .... novamente o corpo já ferido pelo passado começou a querer fechar e desistir, tudo para naquela mensagem que não queremos acreditar estar a ler... tento lutar contra a raiva e a tristeza, mas há demasiadas feridas, o sangue começa a correr mais rápido, os lábios a secar, o ódio a aumentar e a paciência esvai-se em segundos.
Olhas para mim e vês que não estou bem, respondo-te um "ele não está bem..." opaco e apresso-me a vestir-me, à dor física juntara-se agora a dor psicológica de um familiar que sofre, mais uma volta numa historia que conheço horrorosamente bem, e tudo em mim me manda defender, fugir, gritar, bater, a adrenalina começa a fluir e o cérebro a desligar da realidade e a focar-se no medo e na luta que tenho de travar... já não pertenço aqui e já devia lá estar, tenho de ir ao hospital já...
Secretamente desejo que te vistas e te aprontes ao meu lado mesmo que não o diga, por outro lado não quero que me vejas a sofrer e sei que poderei me transformar num monstro que já vira outrora e prefiro ir sozinho... Apercebes-te e deixas-me ir...
Abraças-me, mas pareço gelo, não quero quebrar nem me deixar cair, mas esqueço que te estou a magoar ao não falar no assunto e continuo a tentar arrumar tudo o mais depressa possível, contendo as lágrimas como se estivesse a preparar um cavalo para uma batalha que não sabia se voltava.
Agarras-me e vês-me as lágrimas a lutarem por sair, fitas-me num olhar que diz tudo, que estás lá, que me apoias e que não estou sozinho. Não quebro, apenas aceno com a cabeça e beijo-te num beijo de obrigado rápido e sôfrego e saio porta fora...

Pelo caminho a estupidez humana invade-me e aos receios por outrem são misturadas as feridas do passado, e de repente sinto-me sozinho e relembro quem outrora me falhou como se isso fosse acontecer outra vez, relembro quem me ignorou quando chorei, quem me largou quando pedi que me agarrasse, quem se afastou quando mais precisava de apoio e perco-me num espiral de loucura interna, vestido numa armadura e espinhos que em nada me ajuda e que deveriam ter ficado enterrados para sempre...mas a respiração não mente e expiro cada vez mais forte...

O carro galga quilómetros como se fossem metros, e vou trocando as estações de radio quase de segundo a segundo, como se pudesse arranjar ali algo para me distrair... mas não há hipótese...apenas as musicas mais pesadas e que demonstram dor me ajudam a aguentar...

Passo um dia que mais vale esquecer onde os minutos são lentos e as boas noticias são folegos. À noite quando estaciono o carro e me dirijo a casa pareço mais morto que vivo, entro calado e mudo fico enquanto ajo como se estivesse sozinho em casa e cego. Perdido em mais uma batalha de vida, a matutar que irei sempre ficar sozinho nestas lutas e a acusar as Mulheres de insensibilidade para com os nossos problemas, e a praguejar contra o facto dos votos parecerem promessas eleitorais sem honra, pois acabo sempre só a lutar... e vou-me afogando no meu sangue e vou desistindo de tudo como se isso ajudasse, deixando que os demónios me consumam o pouco que tenho e destruam as poucas defesas que demoraram anos a criar...o passado ganha peso e as dores voltam...o sangue jorra novamente

Aproximas-te, sentas-te ao meu lado, olhas-me nos olhos e percebes que estou a lutar contra demónios pessoais, abraças-me, obrigando-me a descruzar os braços e a respirar, olhas-me e dizes " Aconteça o que acontecer estou aqui, não te esqueças, para o melhor ou pior, deixa-te de merdas e desperta! Tudo vai correr bem, e sê forte porque não estás sozinho, nunca!! E novamente olhas-me nos olhos como que a impor essa vontade. Abraças-me agora por detrás e deixas-me chorar sem me interromperes, não me largas durante minutos, horas, obrigando-me a baixar defesas e a deixar a cólera sair lentamente sem que possa fazer algo mais que não respirar e descontrair...

É então que a raiva passa a medo e o medo a lágrimas e exausto, ciente que o pior passara volto a mim e abraço-te beijando-te ao mesmo tempo que choro, molhando os meus lábios secos nos teus.

o tempo passa e acabo por sair contigo e por passear por Rio Maior com o Putxi a ver se esqueço por momentos o mal do Mundo...

Terça-feira, Junho 09, 2009

Um sonho de mulher uma honra de homem




A sexualidade não é igual nos nos sexos, perdoem-me mas o "sex and the city" é apenas uma comédia, porque a realidade é bem diferente. As mulheres nascem, crescem e vivem para serem princesas e a serie não representa a verdadeira faceta feminina que nós homens amamos. Claro que podem haver seguidoras assíduas, mas lá no fundo sabem que estão a ir contra o que acreditam...
Uma mulher adora sonhar que será tratada como princesa, que será beijada e procurada por um homem loucamente apaixonado e não que terá de sair todas as sextas feiras para uma rapidinha com o tipo que encontrar na esquina e viver sempre assim sem ninguém junto apenas procurando parceiros, o que a médio prazo a destruiria por completo. Não se pode impingir a sexualidade masculina pura e dura nas mulheres, o Mundo não funciona assim (felizmente), o corpo tem um valor ridiculamente superior para a mulher do que para o homem, ele trabalha-o para parecer atraente e desejado, ela respira-o, trata-o, e torna-o a sua imagem da alma. Entrega-lo uma vez é paixao, duas loucura, três passa a ser amor...não funciona como as protagonistas tanto gostam de pregar e fazer de conta que é "saudável e aconselhável".
Não pensem que não gosto da serie, acho-a engraçada, apenas penso que não é a imagem do que as mulheres são... Acho até que elas já sofrem o suficiente por a sociedade e as revistas não as deixarem sonhar à vontade e impingir-lhes a mulher moderna que é excelente mãe, excelente amante, excelente trabalhadora, e que pode programar todos os minutos da vida...bem como lhes rouba a adolescência de bonecas e amores ao atirar-lhes morangos com açúcar, revistas de moda, concursos e outros...
Como homem, quero a mulher que conhece a sua sexualidade como alma de sensualidade, e que me transmite que o seu amor e a sua entrega são algo tão precioso que a sua entrega é a maior honra que posso ter...




"Falas-me de amor e de união, falas-me de loucura, paixão, falas-me de laços eternos e de compromisso e tudo isso não me incomoda. Espanto-me comigo próprio, será que essa certeza de te amar e de seres a minha primeira mulher a ser a poder ser a ultima consegue finalmente ultrapassar a minha autoestrada de masculinidade que me leva ao sonhos e loucuras que ignoraram isso durante toda a vida. Será que estou preparado, será que conseguirei justificar, será que te consigo dar o dia mais fantastico da tua vida, como serei depois? diferente? igual? - Perco-me em imagens de um casamento à beira-mar, passo por igrejas e acabo num templo budista onde tu te encontras pintada de tal forma oriental que vejo perfeitamente a sombra dos teus olhos e as vestes orientais como se já lá estivesse.
Vou brincando contigo fazendo de conta que me sinto incomodado com a hipótese de casar, mas no fundo lês-me a alma e percebes que te amo tanto que só o olhar o descreve. Empurras-me para que me sente no sofá, deixo os braços semi caídos à espera de te agarrar, baixas a cabeça e o teu cabelo cai deixando apenas o teu olhar matreiro e sensual a ameaçar-me que irás atacar, o teu pequeno top e os calções curtos desenham-te e enlouquecem-me nos segundos que antecedem o teu movimento. Sobes sensualmente até colocares os teus joelhos ao lado do meu corpo deixando o teu peito junto ao meu, agarras-me a face num misto de força e paixão e olhas-me nos olhos enquanto sorris por te aperceberes que me declaro em silêncio. Beijas-me com um inspirar que me arrepia e me faz abraçar-te intensamente. Será preciso dizer mais?... Não...Tu sabes bem que é uma questão de tempo e estaremos a 30000 milhas sobre o oceano rumo às Maldivas, que será uma questão de tempo, até vivermos um dia de segundos vincados para a vida, que será uma questão de tempo até viveres o teu sonho de mulher e eu ter a honra de vivê-lo contigo e para ti.

Deixamo-nos estar até adormecermos, começo a imaginar no que gostaria de te oferecer, mas como consegui-lo? Não sei... mas sei que gostaria de te dar o dia perfeito como o primeiro dia do resto das nossas vidas, até lá, deixo-me andar ao sabor deste vento de paixão que me faz saborear o mar de vida que me invadiu.
São 3 da manhã e já dormes...levanto-me e vou até ao computador..."dream weddings and destinations" e lá vou espreitando se o que imagino pode ser feito...dou por mim a planear algo que julgara impensável à anos e confesso à foto dos meus pais, que lamento não poderem lá estar, mas que os levarei comigo sempre, peço-lhes autorização em mente e sorrio ao imaginar a cara de feliz da minha mãe, o abraço do meu pai e as celebrações que faríamos durante semanas... sento-me, medito, acalmo e tento voltar a dormir fascinado com o poder e valor que um sonho de mulher pode ter em mim...em nós...

Terça-feira, Maio 05, 2009

Momentos de Prazer sem Mundo





Não é fácil para nós homens, olhar um ombro feminino nu, já o disse antes e volto a dizer... é como que uma rampa iluminada de pele acetinada que nos leva até a um doce pescoço... e como se tal não bastasse, um ombro nu, salteado com água do mar, a reflectir os raios solares de uma tarde de Verão...bem é realmente complicado tirar os olhos e muito mais deixar de percorrer aqueles doces centímetros. E se achava que já tinha atingido o limiar do desejo naquela curvinha de tarar então adicione-lhe um olhar confiante e sedutor com uns olhos ainda molhados, com pestanas a "BOLD" e uns lábios húmidos e serrados apenas o suficiente para mal esboçar um sorriso de matar... Assim se delicia um homem em 20 segundos de eterna loucura e sem lhe tocar....

Acordo de manhã ao som do amanhecer típico algarvio, o Greg já se encontra em cima do meu peito e aproveita para me chamar tocando-me ao de leve com a pata três vezes e fazendo a cara à "dewue", faço-lhe umas festas e ele salta imediatamente para o chão em direcção à cozinha onde espera que lhe coloque alguma comida e o deixe ir à varanda, tu suspiras enquanto dormes agarrada ao meu peito e perdida na almofada. Aproveito como sempre para me apaixonar mais um pouco, beijo-te ao de leve ao que respondes com um murmúrio, levanto-me e vou responder aos anseios do pequenote que já mia baixinho por qualquer mimo que possa por à boca. Enfio-me num banho e deixo-me levar pelo descontrair de sensações e pela sensação de liberdade de pesos e preocupações... a agua passa-me nos meus lábios entreabertos e vou deixando-a escorrer pelas costas enquanto me delicio pelo massajar da mesma ao percorre-las. Sei que não sei cantar mas no entanto não deixo de o fazer na minha mente, um acorde de guitarra espanhola num slow, um piano a levar-me, uma gaita de foles, enfim... faço um soundtrack daqueles momentos de relaxe... ainda em toalha vou ate ao quarto onde o Greg já aproveitou para se deitar junto a ti e onde o Sol tenta entrar pelos minusculos buracos da pressiana e apenas te desenha a cores esbatidas. Fico a olhar-te e sorrio ao ver a cara do Greg satisfeito mas ensonado que parece perguntar porque nao vou dormir mais um pouco.

Visto um fato de treino, coloco o ipod e saio para correr um pouco, meto musica ambiente e slows e vou aproveitando o passeio que percorre Quarteira para me deixar ir na musica e desaparecer por momentos do Mundo. Vou apreciando a vida matinal ao longo da praia, os madrugadores que parecem perdidos no areal, os desportistas que ocupam os sitios para fazer ginástica, os corredores solitários e em grupo que viajam no mesmo Mundo que eu e os que simplesmente passeiam para comprarem o jornal da manha ou outros... Percorro 20 minutos de prazer próprio entusiasmando-me com as passadas que há uns meses atrás eram minúsculas, e que agora galgam metros e metros de passeio com um esforço cada vez menor...

De volta ao apartamento, já tens pão, compota, leite,sumo, sorriso,beleza e beijos prontos para me receber...Abraças-me e beijas-me de tal modo que até o Greg pede a nossa atenção com ciúmes. É uma manhã de férias sem dúvida, poucas ou muitas não importa, saboramos todos os momentos desta vida de detalhes...

Quinta-feira, Abril 30, 2009

Fome de Amor... Ansia de Prazer...


Se já sentiu num momento algures, um ataque de ansiedade diferente, daqueles que só lhe apetece voltar a correr para os braços de quem ama e desencantar um daqueles beijos de fome onde queremos sentir o dançar dos lábios a acariciarem-se...então amigo, você encontrou a tal....aquela que o faz acalmar só de a ver a passear la por casa, aquela que o faz encostar a cabeça a um vidro do barco, autocarro, ou mesmo num café...aquela que lhe vem à cabeça quando vê aquela cena amorosa num filme... tudo isso cria a doce dependencia de amar. É... lamento informa-lo, mas aquelas coisas que lhe disseram, quando era novo, que mulheres há muitas e tal... é tudo verdade, até apanhar aquela...aquela que o vai agarrar devagarinho ao inicio e depois o vai enrolando em beijos, mimos e cuidados e que no final você percebe, que voltou a ser criança e já não vive sem ela, pois sente-se bem naquele tratamento que nenhum spa pode comparar...

Lembre-se que essa ansiedade, também lhe indica que é hora de retribuir (aliás é sempre hora de retribuir... )... Bem no fundo o que queria dizer é que essa fome de amor é boa e recomenda-se...essa ansia de prazer pode ser aquela velazinha que colocamos por debaixo do fondue que depois vai derreter tudo até levar ao doce pecado de um imenso prazer...portanto amigo... aproveite-a e aproveite para disfrutar da sorte de ter uma Mulher e não desperdice um cm daquele pedaço de céu na Terra.

Eu tenho tentado abrir a porta, para um segredo do meu destino...e cada estrada que penso ser a resposta leva-me de volta a mim e embirra em me tentar mostrar o que já devia ter visto faz muito tempo: que a resposta está em mim mesmo, e que mesmo com todos os receios e ansias, as asas estão cá e eu estou pronto para voar...

Não vale a pena ficar irrequieto, sem esperança, incompreendido e com vontade de largar tudo... o que tenho dentro do meu espírito dá-me uma força que pode tornar-me em algo que nunca imaginara poder ser.

Assim...eu homem, só tenho de respirar fundo, olhá-la nos olhos e deixar-me partir como um avião que descola, para la das nuvens num evoluir gracioso e aproveitar a vista as sensações e emoções... porque sempre tivera asas, só não sabia que estava pronto para voar...

Sábado, Março 14, 2009

This is no Ordinary Love


Todos vemos cada uma das nossas relações como a única e a mais complexa do Mundo... Todos achamos que temos o melhor de um filme romântico e o pior de um dramático... é assim...é essa a força que a Natureza nos confere para vencermos os contratempos da vida, relação a relação, amor a dissabor...
Para um homem, entregar-se é acima de tudo entregar a sua honra, o seu orgulho e pode não parecer mas são para ele mais importantes que o corpo ou os bens materiais, nós os homens vivemos com a sensação de que queremos e teremos todas as mulheres do Mundo, até que "aquela", nos rouba a vontade, da-nos a realidade e como que na nossa cabeça decidimos trocar todas as outras por o amor e tudo nela. É por isso que por vezes vemos tantas relações acabar sem se perceber muito bem porquê, só poruqe determinada atitude, vestimenta ou situação o evergonhou.

"Apoiado na vedação de madeira, observava o Sol que se estendia ao longo do horizonte e na longa planície da foz do aurelho coberta de plantações de mil cores, onde outrora o Oceano entrava e rodeava o Castelo de Óbidos. O amarelo alaranjado, fazia-me parar para pensar enquanto esperava que chegasses, ali em momentos os sons do mundo desaceleravam enquanto pensava por momentos no passado, no presente e no futuro e o ar entrava no meu corpo para me fazer suspirar e de certa forma me enristecia por ponderar no que não tenho hoje em dia e no que perdera no passado. Mas aquele Sol parecia teimar em me alegrar com a beleza de um por do sol vista daquele lindo castelo, e para me fazer ponderar no que tenho. Abraças-me por trás como se me lesses os pensamentos, passo um braço e movo-te para a minha frente beijando-te com a vontade de me alegrar, percebe-lo e enrolas-te no meu abraço como se tivesses frio e apreciamos os dois o por-do-sol..."estás bem?" perguntas..."sim, a matutar em 30 milhões de coisas como de costume" respondo, e ficamos ali uns minutos que me pareciam horas em ponderações que tento arrumar algures na minha alma na prateleira da personalidade.
Relembro-me que desacredirata no amor não há muito tempo atrás e que de um momento para o outro te dei todo o amor que ainda tinha dentro de mim, que te dei mais do que podia dar...e que o levaste assim...lembro-me que me disseram que um amor assim não dura e que não tinha retorno, mas acreditei... viajei milhares de quilómetros e apostei tudo numa doce loucura, no meu romance. Se calhar nunca to cheguei a dizer, que te dei o meu amor ferido e frio e que mo devolveste vivo e quente e que me continuaste a acreditar que este não era um amor normal, que era o nosso amor e que o teu doce sorriso não era temporário, não era brisa de Verão ou calor de paixão, mas que quanto mais te desse mais teria...-pisco os olhos um pouco mais devagar enquanto esboço um sorriso e aprecio as crianças que saltam e riem junto aos póneis no átrio do Castelo, sentes e voltas a apertar-me como que me lesses- continuo a sorrir por ti, a tentar por ti, a voar por ti e de facto não há nada como tu e eu, e este não é nenhum amor vulgar...
Entramos no Castelo e deliciamo-nos na feira do chocolate, provando doces ainda mais adocicados por sorrisos e caricias entre nós, entre convites mais íntimos e brincadeiras de criança, e só paramos quando avistamos a Clara e o Ruben que ficaram de vir ter connosco, e naquele sorriso estampado nos dois, naquele dar de mão, naquela felicidade quase que acriançada, percebi, que o Sol não nos ilumina só a nós e que também o amor deles não é nenhum amor vulgar... "
Porque sentimos, vivemos, olhamos e imaginamos cada um o nosso amor à nossa maneira, posso arriscar dizer que "this is no ordinary love" e até que quando genuíno " there is no ordinary love".

Sábado, Fevereiro 28, 2009

Porque Amo-te as vezes, sempre, nunca tem de ser dito


Por vezes, vocês mulheres perguntam-nos o que sentimos, puxam-nos e incitam-nos para nos declararmos num "amo-te" directo, num "tive saudades tuas" ou outro detalhe linguístico que sem ele, ficam tão inseguras, tão incertas que por vezes parecem cegas face ao mais óbvio...
Lá por determos um nosso silencio, quando vos vemos, quando vos apreciamos, não significa que o digamos sempre, não é nosso dizer tudo, não o dizemos quando sofremos, e também não é típico dizermos quando estamos mais apaixonados, sentimos sim que quando amamos e vos olhamos, uma sensação típica que a vossa presença nos desliga tudo do mundo e nos liga somente a vós,que vos queremos e estamos naquele momento no lugar do Mundo exacto onde gostaríamos de estar. No entanto é o vosso martírio de incertezas que vos dá a volta, é algo que vos incomoda tanto que nem sei porquê...imagino que seja de cenas de filmes e historias onde impera um estereotipo masculino que não é verdadeiro, onde o silencio significa culpa, negação ou dúvida.
Po vezes, muitas vezes senão sempre, não deveria ser preciso a mim homem dizer amo-te, porque até parece que perde a intensidade corporal e o desejo sentido ao ser dito...não somos iguais a uma mulher onde os sentimentos diluem-se em cada palavra deslizando num dançar de lábios doce e terno, suave e sedoso quando ela se declara. Eu fico impávido, sorridente, perdido em detalhes mesmo que já há muito tempo que repare nela...volto a redesenhar e a apreciar...mas realmente não o digo muito...


" O Sol já raiava no rio judeu, as garças e os flamingos debicam aquilo que para mim são milhares de estrelas em minúsculos reflexos do sol da manhã nos baixios do rio. De mp3 ligado e um slow a correr por entre a minha cabeça, vou abrindo os lábios em sussurros de música, misturando o que canto baixinho com as imagens das ferias passadas...O enorme endredom branco ocupava a cama e descaia para os lados enfeitado pelos nossos dois corpos semi-nus e iluminado pelo sol matinal que raiava pela janela...pouco se ouvia pois estávamos no 9º andar, Nova Iorque já fervilhava la em baixo mas nós continuávamos abraçados a apreciar cada bocadinho de espaço do quarto. Levantei-me e depois de um banho onde a agua me voltava a lembrar o quentinho dos lençóis, vesti-me para ir buscar os baggels da manhã. Ao sair do elevador o porteiro Tom cumprimenta-me e entrega-me o jornal da manhã " Então Sr. Macedo hoje vai ter neve como nunca viu la em Portugal, isto é que estão a ser umas ferias hein? Aqui estão os seus jornais" e de entre sorrisos e confirmações lá vou saindo cortado por um frio típico do Inverno nova iorquino. Na pastelaria, o calor e o cheiro da pastelaria e café convida a ficar, mas o corpo angelical que ficara na cama sobrepunha-se e até convidava a pegar nessas delicias e junta-las num cenário bem mais belo.

Pequeno almoço tomado e equipados para o frio, saímos novamente e vamos ate ao final da rua para passearmos no famoso Central Parque, e aprecio as tuas maças rosadas, lábios tímidos envoltos no teu olhar de sorriso e volto a amar-te mais uma primeira vez... beijo-te sentidamente e não percebes porque, trata-se de um beijo de satisfação mas entende-lo como um beijo sentido apenas e coras ainda mais..." o que foi? que se passa? porque me beijas assim tão maluco?" sorrio apenas para não te responder e claro que não ficas satisfeita com a não resposta, só que um esquilo das centenas existentes no CP aparece, fofo e felpudo para te desviar a atenção e eu fico safo mais uma vez.

A beleza do parque não me deixa sair do cenário continuo de paixão actual, lembranças do que passámos do que estamos a passar e do que gostaria que passássemos...é aquela satisfação tão machista de que acabámos de oferecer o Mundo à pessoa que amamos, logo estamos a cumprir a nossa função... e o meu estômago fica em borboletas, coração aos saltos, lábios secam e o meu olhar perde-se numa visão em 3ª pessoa apreciando todos os segundos e desejando que passem um pouco mais devagar...

O coche desenhava 2 traços na densa neve branca e deixava a nossa marca, abraças-me e vais te perdendo na imagem dos 2 cavalos brancos e das árvores e caminhos a passarem por nós... "Amo-te muito" exclamo baixinho...Apertas-me ainda mais enquanto retribuis um "também te amo muito mor..." e eu dou conta que todo o tempo é pouco tempo e que estes segundos, minutos, horas, dias, anos, são apenas um pouco aqui junto a mim a viver o Mundo a 2, a partilhar opiniões...e antes de me perder de vista na beleza do parque e na complexidade de cores e vivência, olho-te e lembro-me do sortudo que sou em ter uma mulher, em ter-te, em poder imaginar naquele momento uma câmara a sair disparada de nós para o céu sem nunca deixar de nos filmar e a entramos em mais um grande romance onde tudo está bem...Amo-te amo-te amo-te -penso e grito sem nada te dizer...

Sexta-feira, Agosto 29, 2008

Abraça-me...


Estamos habituados a estar habituados...

Acordo de manhã, com pequenas caricias embebidas numa doce perguiça, feliz por estares ali ao lado. O Greg empurra a porta para vir a correr para cima da cama, o Putxi ladra la fora a querer atenção e a Bianca nem sabe o que fazer dentro da casa que lhe acabmos de construir e que colocamos la fora.
Mais um dia de trabalho, e temos mesmo de nos levantar, mas... mais um pouquinho, sim um pouco mais desta sobremesa de caricias matinais que nos enche a barriga depois de uma noite a abraçar os lençois.

Abraças-me colocando a tua cabeça no meu peito e eu imagino-me como quem vê de cima, esta imagem de nós num só... e deixo esta "musica" tomar controlo e abraço-te ficando ali, a apreciar cada segundo como quem se delicia com mais um gole de um saboroso sumo tropical numa manhã de Verão.
Mas temos mesmo de ir e durante minutos parecemos quase, quase apenas companheiros de casa, quase porque a cada cruzar de corpos, vem uma caricia, um beijo , um trocar de olhares, um piropo enamorado que parece convidar a voltar imediatamente para os lençois.

Tomamos o pequeno almoço na varanda tentando fazer das compotas,pão e sumo, uma refeição de reis enquanto nos afundamos no o conjunto que compramos de verga almofadado e que para nós é como que a varanda de um hotel de 7 estrelas. Fazemos daqueles 20 minutos que temos, uma manhã de ferias, e deliciamo-nos com o Sol da manhã no Seixal como se tivessemos todo o tempo do mundo.

Arrumamos e vamos de mão dada até aos barcos, e sentimos o soundtrack da nossa vida a tocar enquanto vamos falando do dia, dos projectos, do que queremos e pensamos fazer...faltam 10 minutos e o katamaran vai chegando pois podemo-lo ver no fundo da rua a serpentear para chegar ao cais do Seixal. "Estás linda hoje... acho melhor voltarmos e aproveitarmos a manhã! " digo-te.." Xiim, voltamos e damos beijos, beijos e beijos..eheh" respondes enquanto vais ficando corada do elogio.

Passamos os 15 minutos de rio a apreciar os raios de sol a bater na agua que vai passando rapidamente, e vamos lendo as noticias da manhã no entretanto no jornal gratuito, sem nunca esquecer uma caricia aqui e ali, pois sabemos que vamos estar ate ao almoco separados e nao queremos perder nem um seguindinho deste nosso louco amor...

Hoje vais partir durante 1 semana e nem sei o que dizer o que fazer...queria-te comprar o mundo para te mostrar as saudades que ja tenho antes mesmo de partires, mas parece-me infantil e impracticavel andares de flores, peluches, cartoes e bonboms a viajar... e deixo ficar o desejo no meu sorriso de pensar nisso, e tu como que o lês pois sorris ao olhares para mim...

Despedimo-nos por uma semana, e os milhares de mimos e beijos que demos nos ultimos segundos nao chegam para apaziguar nem 1 segundo de saudades. Passo os dias e as noites a pensar em tudo e na tua falta... Peço aos deuses e vontades mais que tudo o principio do resto, o primeiro acto de todos, o sinal de que voltaste, peço-lhes..."abraça-me!" abraça-me com a vontade e fogo que temos e queremos, quero já já saltar da partida no comboio para a chegada no aviao...

até lá... abraçameeeeeeeeee

Terça-feira, Junho 10, 2008

A solidão é a maior prova de amor


Acordei suavemente com o som dos vizinhos a sairem apressados , o quente do lençol contrasta logo ali cms para o lado pois tu não estás... levanto-me e parece que passo os minutos da manhã a fazer pelo mínimo, faço o pequeno almoço numa perguiça de Verão e o Sol convida-me aos sumos e torradas na varanda, mas tu não estás, pelo que sinjo-me à tv, sumo e bolachas na cozinha... Fiquei para estudar, mas custa tanto estar aqui sem ti....pego nas chaves desço até à garagem e vou dar uma volta de bicicleta enquanto me perco nas memórias dos dias anteriores...
" Estamos em casa dos teus pais e do olhar que prestas à tv, páras e olhas para um olhar que sempre me derreteu e derreterá, aquele olhar feminino que só voces sabem fazer, aquela magia que nos deixa a garganta seca e paralisados com um feitiço felino. Aproximas-te e os teus cabelos cobrem-me o rosto enquanto só consigo ver os traços dos teus labios a pedirem-me o que eu já instintivamente te vou a caminho de dar... o meu coração grita por mais quando sinto o seco dos labios passar a húmido a cada beijo, quando o ar da tua respiração afaga a minha face e eu te agarro pelas ancas suavemente apenas para que te desenhe, não conseguimos estar muito tempo, pois o Greg pára de se lavar e fica parado a olhar para nós como que a deixar-nos envergonhados pela nossa loucura, e fica com aquela pose de gato intrigado a miar como que a pedir atenção, rimo-nos da situação e decidimos sair para um cappuccino, vamos até ao novo café que o teu irmão nos falara, vamos a pé mas não podemos levar o Putchi, aquele cão é mesmo louco e jamais nos deixaria tomar o café em paz. Descemos a rua e vais falando enquanto te vou fazendo festas com o polegar aproveitando as mãos dadas, a noite isola-nos do mundo e vou aproveitando para de vez em quando me perder na tua beleza sem que dês conta, vou sendo apanhado esta ou aquela vez quando me perguntas em que penso, mas vou respondendo como se do contexto do que falaras se tratasse, vou andando e vivendo um sonho de adolescente, o ter uma namorada linda e passear sem medo de a perder e com o orgulho de a ter. Chegamos ao café, o mundo inteiro fita-nos, mas tentamos fingir que não ligamos, sentamo-nos e escolhemos dois cafés o mais exóticos possível, para que possamos por momentos fingir que estamos longe. Vais falando do dia-a-dia e um pouco de todos os temas e eu vou voando até uma praia longinqua contigo e vou pensando como seria estar ali, na praia a ver-te feliz, louca por alguns penduricalhos a venda por algum vendedor de rua, e vou sorrindo nesta dupla realidade enquanto te oiço... a cidade fecha-se por momentos para o metro quadrado de mesa enquanto saboreámos os cafés, e eu vou continuando a viajar contigo ao colo dentro do mar da tal praia mas ao som da musica que entretanto passa no café, como se de um filme se tratasse... devo ter deixado algo escapar pois inclinas-te e beijas-me e acabamos por falar um pouco mais de tudo até sairmos e voltarmos para casa"
Continuo pela marginal de bicicleta e a Baía do Seixal vai-me apresentando, uma beleza única daqui, os barquinhos típicos, espalhados um pouco por toda a baía e agarrados a pontinhas negras um pouco por todo o lado, as pequenas ondas da baía e um Sol que parece colocado de propósito para dar aquela luz perfeita a todos os detalhes... Paro um pouco e puxo do telemovel para te ligar, preciso ouvir a tua voz, aquela voz que me derrete e sempre me derreteu, preciso saborear o doce da tua saudade nas palavras e sentir o que senti na noite de fim de ano na primeira vez que te ouvi, preciso de saborear esta vontade de estar contigo, esta solidão que só me lembra do quanto te amo... falamos um pouco enquanto vou andando até ao café... volto a casa um pouco depois para estudar um pouco... e vou deixando-me andar só mas enamorado... feliz mas com saudades... até à noite... onde adormeço naquele cantinho, perto do frio do não estares...

Terça-feira, Abril 22, 2008

odeio sentir a tua falta, sofro quando estás e não posso estar


Doi e corta como faca de gume afiado, saber que temos tempo, vontade, sonho e poder para poder estar junto e depois... aquilo que jurámos serem futilidades diárias, como o trabalho ou o assunto que deveriamos resolver,deixarmos intrometer-se nas horas que deviam ser de namoro, vida e paixão...E assitimos à transformação da vida que devia ser a dois, numa prisão de vidros grossos, numa sensação de perto e no entanto longe... que nunca deveriamos ter-nos deixado encarcerar...e que temos rapidamente de sair e destruir...




São 22:00 e estou a acabar o delicioso pedaço de arroz que me preparaste, páro a olhar para os dentes do garfo e sinto o tempo a passar a correr...relembro estes últimos minutos entre o acabar o jantar e este segundo... beijámos, rimos, brincámos, olhámos, namorámos...amámos... e eu deixei que o trabalho invadisse a nossa casa, o nosso lar, a nossa "toquinha"...e olho para a mesa, com medo e vergonha de olhar para ti, pois sei que vou dizer mais uma vez que vou para o escritório, para o computador..."tenho isto para acabar, tenho a tese, tenho aquilo"...como me odeio por me ter deixado entrar neste embaranhado de teias que nunca me deviam prender... olho para ti e estás a olhar para mim, estás a ler-me e percebes o meu sofrimento... tento brincar dizendo-te que não quero trabalhar, mas tu sabes que eu quero acabar e entendes...entendes mais que eu e passas uma doce mão na minha face, viras a cara e as tuas pestanas, olhos, lábios, maçãs de rosto, cabelo, mexem-se devagar numa dança que só acaba com os teus lábios a tocarem nos meus, a soltarem um vulcão dentro de mim a querer mais, uma loucura de vontade de te agarrar, te abraçar, fugir, sair e só parar longe do mundo, longe daqui, longe das teias e das aranhas, junto aos teus braços... a respirar-te...

Puxas-me por uma mão e levas-me até à sala... deitamo-nos nas enormes almofadas castanhas onde a pressão do teu corpo parece proteger-me, "Esquece tudo agora... já pensas nisso"... e os braços e esperanças abraçam-me... fecho os olhos e o Mundo pára outra vez... um dedo, um beijo, uma mão, outro beijo... roubas-me deste mundo e levas-me até ao nosso... as tuas ancas pressionam-me, os teus cabelos vão percorrendo o meu peito e escrevendo frases de deliciosas caricias... respiro fundo e vou-te tocando como se fosse a primeira vez... sentindo-te, sentindo-nos... e vou deixando os meus lábios pedirem-te mais, os meus olhos cerrarem em prazer enquanto dançamos entre doces peles e minuciosos movimentos que fariam inveja aos deuses... abraçamo-nos...e respiramos bem fundo... ficamos ali um pouco...até que me agarras as mãos fortemente, olhas-me nos olhos e dizes..."vai...acaba com este, termina isto tudo porque depois quero-te para mim... e não te preocupes...amo-te muito amor..." e como se partisse num navio qualquer longinquo, vou até ao escritório e luto contra mais uma teia...na ansia de ainda acabar a tempo de termos tempo....

Deitamo-nos, mas nunca adormecemos sem dançarmos mais uma musica...sem selarmos mais esta dor que sentimos... e durmo com a promessa a mim mesmo de que as teias têm de acabar... com a eterna visão desse teu olhar de amar... rezo para que amanhã seja melhor...e nunca mais ter de me afastar...