Segunda-feira, Setembro 21, 2009

Sunset


A Musica, o corpo, a mente e a alma, são componentes incríveis de facto, o meu pai já me o dizia "a mente pode estragar ou resolver muita coisa senão tudo". E confesso que é nos momentos de desporto e de relativa descontracção que muitas vezes me debruço sobre a minha vida e sobre os planos que quero fazer...e sem dúvida é nesses momentos que me entram as musicas pelo leitor de mp3 e me fazem partir e envolver nos ambientes de saudades mais românticos que possa imaginar, é ali sob um soundtrack que me rodeia e sobre uma vista que me envolve que defino, desenho e imagino, tudo aquilo que a insana saudade me dá vontade de fazer...

"Passara o dia todo estendido no sofá que comprámos no IKEA, andámos meses atrás do mais fofo e agradável, e agora quando posso, reavalio essa decisão deliciando-me num afundar de perguiça e sono nas tardes soalheiras de um fim-de-semana no Seixal.
Estivera a tentar ver um filme mas acabara por adormecer. No otomano a Dharma dorme tal e qual uma princesa, mantendo a postura de esfinge e tendo o seu pelo como que arranjadinho e parecendo uma japonesa com os dois traços a substituir os olhos, a figura é enternecedora, mas só fica completa observando o Greg a um metro de distancia dentro do nosso novo ovinho de verga enrolado em posição fetal ambos completamente perguiçosos, pois estiveram a manhã toda a brincar com a nova casa de 3 andares que lhes oferecemos.
Levanto-me e vou até a varanda regar as flores enquanto o ar fresco do pinhal me vai despertando e vou sonhando a cada avião que passa. Dentro em breve terei de marcar o nosso dia cada avião que passa lembra-mo.
Lancho qualquer coisa, e vou me equipar seguido por dois rabiosques de gato que não me largam na expectativa de brincarmos um pouco.Pego no mp3, chaves de casa e rumo até à Baia do Seixal entusiasmado, pois passaram-se 3 semanas desde que não podia treinar com dores. Hoje finalmente voltarei a sentir a testosterona a fluir e o meu corpo a funcionar de novo como uma maquina de queimar gorduras e fazer musculo, como eu bem preciso...
A música começa a fluir por entre os auscultadores e sou levado a querer começar a correr. O céu pintado de laranja e vermelho só muda com a passagem de um avião, mas deixa-se ficar um pouco como que de uma tela se tratasse para que possa saborear a minha corrida à beira rio. As batidas da musica passam para as minhas pernas e começo a deixar de ouvir o mundo e a ficar preso entre a batida e o meu ofegar...A via da baia está cheia como sempre de um mundo diverso de pessoas que querem correr, passear, andar, namorar ou apenas apreciar, e essa diversidade ajuda-me a passar o tempo sem me aborrecer. Um amigo aqui, um conhecido ali, um vizinho acolá e lá me vou entusiasmando à medida que a musica vai acelerando, e começo a sentir-me cada vez mais vivo, mais ofegante, um pouco mais louco até, mas é esse o efeito da liberdade que nos trás a saúde, pois estivera demasiado tempo sem correr já...
A música muda e passa a slows românticos com dizeres que parecem ser traduções das saudades que tenho de ti. Sei que estás apenas fora à 3 dias, mas o Mundo perde um termo na minha equação de vida quando não estás, e as letras inglesas por serem sabe-se lá porque menos pirosas a cantar que as portuguesas, pois estas ultimas são mais sentidas e mais fortes, fazem-me partir para os planos a médio prazo...fazem-me transportar da beira-rio para a beira-corpo. Imagens de partes dos nossos corpos começam a fazer flashes na minha cabeça, lábios, ombros, suor, cabelo, olhares, tudo vai vindo em segundos de efusão erótica enquanto a musica continua a alimentar o meu extase mental. Dizem que o sexo não é tudo...para nós homens?! Mentira! A química corporal diz-nos practicamente tudo, mostra-nos que aquela é a nossa Mulher, transforma-nos e faz-nos com que cada vez seja como a primeira, com que cada imagem que guardamos é uma imagem que voltamos a saborear nestes momentos. As passadas vão aumentando e o cansaço começa a ser maior que a vontade de correr, a música continua a drogar-me e a fazer-me correr como se estivesse num qualquer filme épico da recuperação de um desportista, o Sol já se pôs e as luzes e o negro do céu irrompem a fazer-me lembrar tudo...o cheiro da tua pele, o sabor dos teus lábios, o teu sorriso matreiro e a imagem matreira do lençol a cobrir-te toda deixando apenas os ombros e o teu trincar de lábio...
Uma guitarrada a solo, uma aceleração final, um refrão em tons altíssimos, um último esforço... e acabo por desacelerar e parar... um grupo de senhoras que passeiam o caozito olham para mim e acabo por sorrir por nao saber porque o fazem, paro o mp3 e então percebo que estou realmente ofegante pelo que entendo então... sorrio de ter conseguido treinar e de estar de volta ao que mais gosto de fazer. Já em casa um banho de agua quente abraça-me e relaxa-me enquanto me delicio com o soltar dos musculos e da tensão.
Já deitado ligo-te e namoramos um pouco ao telefone enquanto vou olhando para mais um pouco da grande viagem que preparo..."

Quinta-feira, Julho 23, 2009

O desejo diferente de desejar-te


Falar de desejo a um homem é algo que sempre me fez confusão, porque o desejo flui na testosterona que viaja pelo corpo todo. Costumo brincar com as parvoíces de estudos psicológicos sobre sexo onde nos tentam colocar no papel de bichos primitivos e parvos dizendo que ao contrario do estudo que diz que os homens pensam em sexo de 30 em 30 segundos eu sou ao contrario de 30 em 30 segundos posso não pensar em sexo 1 segundo apenas para fazer algo, mas rapidamente volto a pensar em sexo. Porque nós somos assim, adoramos ver uma linda mulher, deliramos ao sermos desejados pela nossa, mimados, trespassados por loucura e desejo, arremessados deste mundo para outro mais doce. Não temos de recear, fugir, esconder ou desviar essa sensação! Somos homens! ainda por cima latinos. O resto do Mundo masculino estuda, lê e chega a ter aulas de como ser um "macho latino" e a nós o que nos fazem? Bombardeam-nos com revistas e documentários que até chateam a chamar-nos de homens das cavernas.... Em tempos ouvia amigas nórdicas a queixarem-se da frieza dos seus companheiros, comentava com americanas a necessidade delas "acenderem a relação" e ria-me ao contar que em tempos uma namorada me chamara tarado porque o queria fazer todos os dias (na verdade gostaria de o fazer varias e muitas vezes todos os dias, tive sorte que ela limitou-se a restringir a uma).
A ver se nos entendemos, adoramo-vos bem vestidas, enlouquecemos bem despidas e alucinamos convosco bem juntas...o resto..bem o resto é um touch of heaven feminino que nos tem de alinhar...
Tratem bem do vosso leão e deixem-no "bem alimentado" como diria a Pipa minha colega e verão que não só o leão não caça fora de casa, como também será bem domesticado e com um bom chicote fará o que desejam de uma relação romântica. E sim claro que o sexo não é tudo, mas é ridiculamente importante para nós, não vale a pena dizer que não para parecer bonito (porque acham que todos falam nas suecas e nas de leste? Porque nos inundam de filmes de mulheres avidas de sexo sem enormes complexos de entrega e de auto-destruição).



"O barco estava apinhado de mulheres bonitas, segundo parece era um encontro de ginástica. O Verão ajuda obrigando-as a calções curtos e tops desportivos, um desfile de imagens recheadas aos meus olhos. Ao meu lado o Pedro sorria e levantava-me as sobrancelhas como que a tentar rapidamente avaliar cada uma que passava à nossa frente como que fossemos um júri e a distribui-las imaginariamente entre nós..."ui passava 2 horinhas com aquela perdição...aíii um fim-de-semana de sexta-para domingo eheheh" dizia ele a delirar pela optima distração da viagem de barco "se tivesses uma coisinha daquelas em casa..uiii". Uns minutos depois acabávamos as conversas de putos e rematávamos a conversa com o orgulho masculino de quem tem uma namorada sublinhando que aquilo tudo era bom mas mesmo sendo uns machos claro que tínhamos melhor.Temos sempre de o dizer para que entre o "clube dos gaijos" estejamos bem, como que tivéssemos de justificar porque não andamos a caça e estamos comprometidos...temos de mostrar sempre que a nossa lady é a melhor que poderíamos arranjar, mas que mantemos o gosto pelo sexo oposto... (muitas vezes o não entendimento desta regra sem nexo leva a grandes zangas...)
À chegada ao cais lá estavas, encostada à parede da estação a olhar para o barco e a sorrir...nunca chego a saber se me ves ou se simplesmente fazes um jogo sedutor de sorrir porque sabes que eu te estou sempre a ver...a verdade é que adoro...os teus corçários de ganga realçam-te as curvas com as soquetes e tenis de aerobica a parecerem acabamentos perfeitos para umas pernas desenhadas a rigor. E de repente o puto vira adulto e só me apetece sair dali contigo para algum sitio mais privado...começo a ralhar com a vida por não morar em bora bora e por não estar a chegar num barco para poder partir imediatamente contigo noutro mais pequeno rumo a alguma cabana que só Deus sabe quando sairíamos de lá...
Beijas-me num misto de olá com desejo... e não me contenho em te elogiar com piropos só nossos, entendes o meu corpo e a minha atitude e roubas-me para o que poderia descrever como um doce "olá amor, bem vindo a casa...".
Umas horas depois...lá nos esgueramos para um starbucks e cinema para poder rechear a paixão com um pouco de romantismo, e lá vou eu, o "leão" alimentado e doido por te ter de novo...nos infinitos segundos a pensar em ...bem não sei se lhe chamaria sexo...mas sim...detalhes de uma doce seda...

"


"Poor is the man whose pleasures depend on the permission of another"

Segunda-feira, Julho 20, 2009

A touch of heaven


Há demasiados momentos na vida em que nos sentimos sozinhos mesmo quando perfeitamente acompanhados, é uma estupidez masculina que embirramos em abusar, a de que temos de sofrer sozinhos independentemente de termos um apoio mesmo ali. Esta casmurrice só pode ser rompida com um olhar profundo e persistente que nos faz lembrar de que há alguém ali ao lado e que não vai desistir de nós. É como se estivéssemos em choque e fosse preciso como que um choque para que acordemos. Só que este choque é bem mais suave e mais sério, e por mais ridículo que pareça, se esse choque não existir então acabamos por desistir de quem não permitimos que nos ajudasse à priori...e achamos que a nossa mulher não é Mulher....


" O dia começou com mais uma noticia de rasgar a vida, um sms que apagou a luz do amanhecer, o ar terno do Greg e retirou o ar do quarto, espetando uma vara coração e estômago a dentro. Dejavú .... novamente o corpo já ferido pelo passado começou a querer fechar e desistir, tudo para naquela mensagem que não queremos acreditar estar a ler... tento lutar contra a raiva e a tristeza, mas há demasiadas feridas, o sangue começa a correr mais rápido, os lábios a secar, o ódio a aumentar e a paciência esvai-se em segundos.
Olhas para mim e vês que não estou bem, respondo-te um "ele não está bem..." opaco e apresso-me a vestir-me, à dor física juntara-se agora a dor psicológica de um familiar que sofre, mais uma volta numa historia que conheço horrorosamente bem, e tudo em mim me manda defender, fugir, gritar, bater, a adrenalina começa a fluir e o cérebro a desligar da realidade e a focar-se no medo e na luta que tenho de travar... já não pertenço aqui e já devia lá estar, tenho de ir ao hospital já...
Secretamente desejo que te vistas e te aprontes ao meu lado mesmo que não o diga, por outro lado não quero que me vejas a sofrer e sei que poderei me transformar num monstro que já vira outrora e prefiro ir sozinho... Apercebes-te e deixas-me ir...
Abraças-me, mas pareço gelo, não quero quebrar nem me deixar cair, mas esqueço que te estou a magoar ao não falar no assunto e continuo a tentar arrumar tudo o mais depressa possível, contendo as lágrimas como se estivesse a preparar um cavalo para uma batalha que não sabia se voltava.
Agarras-me e vês-me as lágrimas a lutarem por sair, fitas-me num olhar que diz tudo, que estás lá, que me apoias e que não estou sozinho. Não quebro, apenas aceno com a cabeça e beijo-te num beijo de obrigado rápido e sôfrego e saio porta fora...

Pelo caminho a estupidez humana invade-me e aos receios por outrem são misturadas as feridas do passado, e de repente sinto-me sozinho e relembro quem outrora me falhou como se isso fosse acontecer outra vez, relembro quem me ignorou quando chorei, quem me largou quando pedi que me agarrasse, quem se afastou quando mais precisava de apoio e perco-me num espiral de loucura interna, vestido numa armadura e espinhos que em nada me ajuda e que deveriam ter ficado enterrados para sempre...mas a respiração não mente e expiro cada vez mais forte...

O carro galga quilómetros como se fossem metros, e vou trocando as estações de radio quase de segundo a segundo, como se pudesse arranjar ali algo para me distrair... mas não há hipótese...apenas as musicas mais pesadas e que demonstram dor me ajudam a aguentar...

Passo um dia que mais vale esquecer onde os minutos são lentos e as boas noticias são folegos. À noite quando estaciono o carro e me dirijo a casa pareço mais morto que vivo, entro calado e mudo fico enquanto ajo como se estivesse sozinho em casa e cego. Perdido em mais uma batalha de vida, a matutar que irei sempre ficar sozinho nestas lutas e a acusar as Mulheres de insensibilidade para com os nossos problemas, e a praguejar contra o facto dos votos parecerem promessas eleitorais sem honra, pois acabo sempre só a lutar... e vou-me afogando no meu sangue e vou desistindo de tudo como se isso ajudasse, deixando que os demónios me consumam o pouco que tenho e destruam as poucas defesas que demoraram anos a criar...o passado ganha peso e as dores voltam...o sangue jorra novamente

Aproximas-te, sentas-te ao meu lado, olhas-me nos olhos e percebes que estou a lutar contra demónios pessoais, abraças-me, obrigando-me a descruzar os braços e a respirar, olhas-me e dizes " Aconteça o que acontecer estou aqui, não te esqueças, para o melhor ou pior, deixa-te de merdas e desperta! Tudo vai correr bem, e sê forte porque não estás sozinho, nunca!! E novamente olhas-me nos olhos como que a impor essa vontade. Abraças-me agora por detrás e deixas-me chorar sem me interromperes, não me largas durante minutos, horas, obrigando-me a baixar defesas e a deixar a cólera sair lentamente sem que possa fazer algo mais que não respirar e descontrair...

É então que a raiva passa a medo e o medo a lágrimas e exausto, ciente que o pior passara volto a mim e abraço-te beijando-te ao mesmo tempo que choro, molhando os meus lábios secos nos teus.

o tempo passa e acabo por sair contigo e por passear por Rio Maior com o Putxi a ver se esqueço por momentos o mal do Mundo...

Terça-feira, Junho 09, 2009

Um sonho de mulher uma honra de homem




A sexualidade não é igual nos nos sexos, perdoem-me mas o "sex and the city" é apenas uma comédia, porque a realidade é bem diferente. As mulheres nascem, crescem e vivem para serem princesas e a serie não representa a verdadeira faceta feminina que nós homens amamos. Claro que podem haver seguidoras assíduas, mas lá no fundo sabem que estão a ir contra o que acreditam...
Uma mulher adora sonhar que será tratada como princesa, que será beijada e procurada por um homem loucamente apaixonado e não que terá de sair todas as sextas feiras para uma rapidinha com o tipo que encontrar na esquina e viver sempre assim sem ninguém junto apenas procurando parceiros, o que a médio prazo a destruiria por completo. Não se pode impingir a sexualidade masculina pura e dura nas mulheres, o Mundo não funciona assim (felizmente), o corpo tem um valor ridiculamente superior para a mulher do que para o homem, ele trabalha-o para parecer atraente e desejado, ela respira-o, trata-o, e torna-o a sua imagem da alma. Entrega-lo uma vez é paixao, duas loucura, três passa a ser amor...não funciona como as protagonistas tanto gostam de pregar e fazer de conta que é "saudável e aconselhável".
Não pensem que não gosto da serie, acho-a engraçada, apenas penso que não é a imagem do que as mulheres são... Acho até que elas já sofrem o suficiente por a sociedade e as revistas não as deixarem sonhar à vontade e impingir-lhes a mulher moderna que é excelente mãe, excelente amante, excelente trabalhadora, e que pode programar todos os minutos da vida...bem como lhes rouba a adolescência de bonecas e amores ao atirar-lhes morangos com açúcar, revistas de moda, concursos e outros...
Como homem, quero a mulher que conhece a sua sexualidade como alma de sensualidade, e que me transmite que o seu amor e a sua entrega são algo tão precioso que a sua entrega é a maior honra que posso ter...




"Falas-me de amor e de união, falas-me de loucura, paixão, falas-me de laços eternos e de compromisso e tudo isso não me incomoda. Espanto-me comigo próprio, será que essa certeza de te amar e de seres a minha primeira mulher a ser a poder ser a ultima consegue finalmente ultrapassar a minha autoestrada de masculinidade que me leva ao sonhos e loucuras que ignoraram isso durante toda a vida. Será que estou preparado, será que conseguirei justificar, será que te consigo dar o dia mais fantastico da tua vida, como serei depois? diferente? igual? - Perco-me em imagens de um casamento à beira-mar, passo por igrejas e acabo num templo budista onde tu te encontras pintada de tal forma oriental que vejo perfeitamente a sombra dos teus olhos e as vestes orientais como se já lá estivesse.
Vou brincando contigo fazendo de conta que me sinto incomodado com a hipótese de casar, mas no fundo lês-me a alma e percebes que te amo tanto que só o olhar o descreve. Empurras-me para que me sente no sofá, deixo os braços semi caídos à espera de te agarrar, baixas a cabeça e o teu cabelo cai deixando apenas o teu olhar matreiro e sensual a ameaçar-me que irás atacar, o teu pequeno top e os calções curtos desenham-te e enlouquecem-me nos segundos que antecedem o teu movimento. Sobes sensualmente até colocares os teus joelhos ao lado do meu corpo deixando o teu peito junto ao meu, agarras-me a face num misto de força e paixão e olhas-me nos olhos enquanto sorris por te aperceberes que me declaro em silêncio. Beijas-me com um inspirar que me arrepia e me faz abraçar-te intensamente. Será preciso dizer mais?... Não...Tu sabes bem que é uma questão de tempo e estaremos a 30000 milhas sobre o oceano rumo às Maldivas, que será uma questão de tempo, até vivermos um dia de segundos vincados para a vida, que será uma questão de tempo até viveres o teu sonho de mulher e eu ter a honra de vivê-lo contigo e para ti.

Deixamo-nos estar até adormecermos, começo a imaginar no que gostaria de te oferecer, mas como consegui-lo? Não sei... mas sei que gostaria de te dar o dia perfeito como o primeiro dia do resto das nossas vidas, até lá, deixo-me andar ao sabor deste vento de paixão que me faz saborear o mar de vida que me invadiu.
São 3 da manhã e já dormes...levanto-me e vou até ao computador..."dream weddings and destinations" e lá vou espreitando se o que imagino pode ser feito...dou por mim a planear algo que julgara impensável à anos e confesso à foto dos meus pais, que lamento não poderem lá estar, mas que os levarei comigo sempre, peço-lhes autorização em mente e sorrio ao imaginar a cara de feliz da minha mãe, o abraço do meu pai e as celebrações que faríamos durante semanas... sento-me, medito, acalmo e tento voltar a dormir fascinado com o poder e valor que um sonho de mulher pode ter em mim...em nós...

Terça-feira, Maio 05, 2009

Momentos de Prazer sem Mundo





Não é fácil para nós homens, olhar um ombro feminino nu, já o disse antes e volto a dizer... é como que uma rampa iluminada de pele acetinada que nos leva até a um doce pescoço... e como se tal não bastasse, um ombro nu, salteado com água do mar, a reflectir os raios solares de uma tarde de Verão...bem é realmente complicado tirar os olhos e muito mais deixar de percorrer aqueles doces centímetros. E se achava que já tinha atingido o limiar do desejo naquela curvinha de tarar então adicione-lhe um olhar confiante e sedutor com uns olhos ainda molhados, com pestanas a "BOLD" e uns lábios húmidos e serrados apenas o suficiente para mal esboçar um sorriso de matar... Assim se delicia um homem em 20 segundos de eterna loucura e sem lhe tocar....

Acordo de manhã ao som do amanhecer típico algarvio, o Greg já se encontra em cima do meu peito e aproveita para me chamar tocando-me ao de leve com a pata três vezes e fazendo a cara à "dewue", faço-lhe umas festas e ele salta imediatamente para o chão em direcção à cozinha onde espera que lhe coloque alguma comida e o deixe ir à varanda, tu suspiras enquanto dormes agarrada ao meu peito e perdida na almofada. Aproveito como sempre para me apaixonar mais um pouco, beijo-te ao de leve ao que respondes com um murmúrio, levanto-me e vou responder aos anseios do pequenote que já mia baixinho por qualquer mimo que possa por à boca. Enfio-me num banho e deixo-me levar pelo descontrair de sensações e pela sensação de liberdade de pesos e preocupações... a agua passa-me nos meus lábios entreabertos e vou deixando-a escorrer pelas costas enquanto me delicio pelo massajar da mesma ao percorre-las. Sei que não sei cantar mas no entanto não deixo de o fazer na minha mente, um acorde de guitarra espanhola num slow, um piano a levar-me, uma gaita de foles, enfim... faço um soundtrack daqueles momentos de relaxe... ainda em toalha vou ate ao quarto onde o Greg já aproveitou para se deitar junto a ti e onde o Sol tenta entrar pelos minusculos buracos da pressiana e apenas te desenha a cores esbatidas. Fico a olhar-te e sorrio ao ver a cara do Greg satisfeito mas ensonado que parece perguntar porque nao vou dormir mais um pouco.

Visto um fato de treino, coloco o ipod e saio para correr um pouco, meto musica ambiente e slows e vou aproveitando o passeio que percorre Quarteira para me deixar ir na musica e desaparecer por momentos do Mundo. Vou apreciando a vida matinal ao longo da praia, os madrugadores que parecem perdidos no areal, os desportistas que ocupam os sitios para fazer ginástica, os corredores solitários e em grupo que viajam no mesmo Mundo que eu e os que simplesmente passeiam para comprarem o jornal da manha ou outros... Percorro 20 minutos de prazer próprio entusiasmando-me com as passadas que há uns meses atrás eram minúsculas, e que agora galgam metros e metros de passeio com um esforço cada vez menor...

De volta ao apartamento, já tens pão, compota, leite,sumo, sorriso,beleza e beijos prontos para me receber...Abraças-me e beijas-me de tal modo que até o Greg pede a nossa atenção com ciúmes. É uma manhã de férias sem dúvida, poucas ou muitas não importa, saboramos todos os momentos desta vida de detalhes...

Quinta-feira, Abril 30, 2009

Fome de Amor... Ansia de Prazer...


Se já sentiu num momento algures, um ataque de ansiedade diferente, daqueles que só lhe apetece voltar a correr para os braços de quem ama e desencantar um daqueles beijos de fome onde queremos sentir o dançar dos lábios a acariciarem-se...então amigo, você encontrou a tal....aquela que o faz acalmar só de a ver a passear la por casa, aquela que o faz encostar a cabeça a um vidro do barco, autocarro, ou mesmo num café...aquela que lhe vem à cabeça quando vê aquela cena amorosa num filme... tudo isso cria a doce dependencia de amar. É... lamento informa-lo, mas aquelas coisas que lhe disseram, quando era novo, que mulheres há muitas e tal... é tudo verdade, até apanhar aquela...aquela que o vai agarrar devagarinho ao inicio e depois o vai enrolando em beijos, mimos e cuidados e que no final você percebe, que voltou a ser criança e já não vive sem ela, pois sente-se bem naquele tratamento que nenhum spa pode comparar...

Lembre-se que essa ansiedade, também lhe indica que é hora de retribuir (aliás é sempre hora de retribuir... )... Bem no fundo o que queria dizer é que essa fome de amor é boa e recomenda-se...essa ansia de prazer pode ser aquela velazinha que colocamos por debaixo do fondue que depois vai derreter tudo até levar ao doce pecado de um imenso prazer...portanto amigo... aproveite-a e aproveite para disfrutar da sorte de ter uma Mulher e não desperdice um cm daquele pedaço de céu na Terra.

Eu tenho tentado abrir a porta, para um segredo do meu destino...e cada estrada que penso ser a resposta leva-me de volta a mim e embirra em me tentar mostrar o que já devia ter visto faz muito tempo: que a resposta está em mim mesmo, e que mesmo com todos os receios e ansias, as asas estão cá e eu estou pronto para voar...

Não vale a pena ficar irrequieto, sem esperança, incompreendido e com vontade de largar tudo... o que tenho dentro do meu espírito dá-me uma força que pode tornar-me em algo que nunca imaginara poder ser.

Assim...eu homem, só tenho de respirar fundo, olhá-la nos olhos e deixar-me partir como um avião que descola, para la das nuvens num evoluir gracioso e aproveitar a vista as sensações e emoções... porque sempre tivera asas, só não sabia que estava pronto para voar...

Sábado, Março 14, 2009

This is no Ordinary Love


Todos vemos cada uma das nossas relações como a única e a mais complexa do Mundo... Todos achamos que temos o melhor de um filme romântico e o pior de um dramático... é assim...é essa a força que a Natureza nos confere para vencermos os contratempos da vida, relação a relação, amor a dissabor...
Para um homem, entregar-se é acima de tudo entregar a sua honra, o seu orgulho e pode não parecer mas são para ele mais importantes que o corpo ou os bens materiais, nós os homens vivemos com a sensação de que queremos e teremos todas as mulheres do Mundo, até que "aquela", nos rouba a vontade, da-nos a realidade e como que na nossa cabeça decidimos trocar todas as outras por o amor e tudo nela. É por isso que por vezes vemos tantas relações acabar sem se perceber muito bem porquê, só poruqe determinada atitude, vestimenta ou situação o evergonhou.

"Apoiado na vedação de madeira, observava o Sol que se estendia ao longo do horizonte e na longa planície da foz do aurelho coberta de plantações de mil cores, onde outrora o Oceano entrava e rodeava o Castelo de Óbidos. O amarelo alaranjado, fazia-me parar para pensar enquanto esperava que chegasses, ali em momentos os sons do mundo desaceleravam enquanto pensava por momentos no passado, no presente e no futuro e o ar entrava no meu corpo para me fazer suspirar e de certa forma me enristecia por ponderar no que não tenho hoje em dia e no que perdera no passado. Mas aquele Sol parecia teimar em me alegrar com a beleza de um por do sol vista daquele lindo castelo, e para me fazer ponderar no que tenho. Abraças-me por trás como se me lesses os pensamentos, passo um braço e movo-te para a minha frente beijando-te com a vontade de me alegrar, percebe-lo e enrolas-te no meu abraço como se tivesses frio e apreciamos os dois o por-do-sol..."estás bem?" perguntas..."sim, a matutar em 30 milhões de coisas como de costume" respondo, e ficamos ali uns minutos que me pareciam horas em ponderações que tento arrumar algures na minha alma na prateleira da personalidade.
Relembro-me que desacredirata no amor não há muito tempo atrás e que de um momento para o outro te dei todo o amor que ainda tinha dentro de mim, que te dei mais do que podia dar...e que o levaste assim...lembro-me que me disseram que um amor assim não dura e que não tinha retorno, mas acreditei... viajei milhares de quilómetros e apostei tudo numa doce loucura, no meu romance. Se calhar nunca to cheguei a dizer, que te dei o meu amor ferido e frio e que mo devolveste vivo e quente e que me continuaste a acreditar que este não era um amor normal, que era o nosso amor e que o teu doce sorriso não era temporário, não era brisa de Verão ou calor de paixão, mas que quanto mais te desse mais teria...-pisco os olhos um pouco mais devagar enquanto esboço um sorriso e aprecio as crianças que saltam e riem junto aos póneis no átrio do Castelo, sentes e voltas a apertar-me como que me lesses- continuo a sorrir por ti, a tentar por ti, a voar por ti e de facto não há nada como tu e eu, e este não é nenhum amor vulgar...
Entramos no Castelo e deliciamo-nos na feira do chocolate, provando doces ainda mais adocicados por sorrisos e caricias entre nós, entre convites mais íntimos e brincadeiras de criança, e só paramos quando avistamos a Clara e o Ruben que ficaram de vir ter connosco, e naquele sorriso estampado nos dois, naquele dar de mão, naquela felicidade quase que acriançada, percebi, que o Sol não nos ilumina só a nós e que também o amor deles não é nenhum amor vulgar... "
Porque sentimos, vivemos, olhamos e imaginamos cada um o nosso amor à nossa maneira, posso arriscar dizer que "this is no ordinary love" e até que quando genuíno " there is no ordinary love".

Sábado, Fevereiro 28, 2009

Porque Amo-te as vezes, sempre, nunca tem de ser dito


Por vezes, vocês mulheres perguntam-nos o que sentimos, puxam-nos e incitam-nos para nos declararmos num "amo-te" directo, num "tive saudades tuas" ou outro detalhe linguístico que sem ele, ficam tão inseguras, tão incertas que por vezes parecem cegas face ao mais óbvio...
Lá por determos um nosso silencio, quando vos vemos, quando vos apreciamos, não significa que o digamos sempre, não é nosso dizer tudo, não o dizemos quando sofremos, e também não é típico dizermos quando estamos mais apaixonados, sentimos sim que quando amamos e vos olhamos, uma sensação típica que a vossa presença nos desliga tudo do mundo e nos liga somente a vós,que vos queremos e estamos naquele momento no lugar do Mundo exacto onde gostaríamos de estar. No entanto é o vosso martírio de incertezas que vos dá a volta, é algo que vos incomoda tanto que nem sei porquê...imagino que seja de cenas de filmes e historias onde impera um estereotipo masculino que não é verdadeiro, onde o silencio significa culpa, negação ou dúvida.
Po vezes, muitas vezes senão sempre, não deveria ser preciso a mim homem dizer amo-te, porque até parece que perde a intensidade corporal e o desejo sentido ao ser dito...não somos iguais a uma mulher onde os sentimentos diluem-se em cada palavra deslizando num dançar de lábios doce e terno, suave e sedoso quando ela se declara. Eu fico impávido, sorridente, perdido em detalhes mesmo que já há muito tempo que repare nela...volto a redesenhar e a apreciar...mas realmente não o digo muito...


" O Sol já raiava no rio judeu, as garças e os flamingos debicam aquilo que para mim são milhares de estrelas em minúsculos reflexos do sol da manhã nos baixios do rio. De mp3 ligado e um slow a correr por entre a minha cabeça, vou abrindo os lábios em sussurros de música, misturando o que canto baixinho com as imagens das ferias passadas...O enorme endredom branco ocupava a cama e descaia para os lados enfeitado pelos nossos dois corpos semi-nus e iluminado pelo sol matinal que raiava pela janela...pouco se ouvia pois estávamos no 9º andar, Nova Iorque já fervilhava la em baixo mas nós continuávamos abraçados a apreciar cada bocadinho de espaço do quarto. Levantei-me e depois de um banho onde a agua me voltava a lembrar o quentinho dos lençóis, vesti-me para ir buscar os baggels da manhã. Ao sair do elevador o porteiro Tom cumprimenta-me e entrega-me o jornal da manhã " Então Sr. Macedo hoje vai ter neve como nunca viu la em Portugal, isto é que estão a ser umas ferias hein? Aqui estão os seus jornais" e de entre sorrisos e confirmações lá vou saindo cortado por um frio típico do Inverno nova iorquino. Na pastelaria, o calor e o cheiro da pastelaria e café convida a ficar, mas o corpo angelical que ficara na cama sobrepunha-se e até convidava a pegar nessas delicias e junta-las num cenário bem mais belo.

Pequeno almoço tomado e equipados para o frio, saímos novamente e vamos ate ao final da rua para passearmos no famoso Central Parque, e aprecio as tuas maças rosadas, lábios tímidos envoltos no teu olhar de sorriso e volto a amar-te mais uma primeira vez... beijo-te sentidamente e não percebes porque, trata-se de um beijo de satisfação mas entende-lo como um beijo sentido apenas e coras ainda mais..." o que foi? que se passa? porque me beijas assim tão maluco?" sorrio apenas para não te responder e claro que não ficas satisfeita com a não resposta, só que um esquilo das centenas existentes no CP aparece, fofo e felpudo para te desviar a atenção e eu fico safo mais uma vez.

A beleza do parque não me deixa sair do cenário continuo de paixão actual, lembranças do que passámos do que estamos a passar e do que gostaria que passássemos...é aquela satisfação tão machista de que acabámos de oferecer o Mundo à pessoa que amamos, logo estamos a cumprir a nossa função... e o meu estômago fica em borboletas, coração aos saltos, lábios secam e o meu olhar perde-se numa visão em 3ª pessoa apreciando todos os segundos e desejando que passem um pouco mais devagar...

O coche desenhava 2 traços na densa neve branca e deixava a nossa marca, abraças-me e vais te perdendo na imagem dos 2 cavalos brancos e das árvores e caminhos a passarem por nós... "Amo-te muito" exclamo baixinho...Apertas-me ainda mais enquanto retribuis um "também te amo muito mor..." e eu dou conta que todo o tempo é pouco tempo e que estes segundos, minutos, horas, dias, anos, são apenas um pouco aqui junto a mim a viver o Mundo a 2, a partilhar opiniões...e antes de me perder de vista na beleza do parque e na complexidade de cores e vivência, olho-te e lembro-me do sortudo que sou em ter uma mulher, em ter-te, em poder imaginar naquele momento uma câmara a sair disparada de nós para o céu sem nunca deixar de nos filmar e a entramos em mais um grande romance onde tudo está bem...Amo-te amo-te amo-te -penso e grito sem nada te dizer...

Sexta-feira, Agosto 29, 2008

Abraça-me...


Estamos habituados a estar habituados...

Acordo de manhã, com pequenas caricias embebidas numa doce perguiça, feliz por estares ali ao lado. O Greg empurra a porta para vir a correr para cima da cama, o Putxi ladra la fora a querer atenção e a Bianca nem sabe o que fazer dentro da casa que lhe acabmos de construir e que colocamos la fora.
Mais um dia de trabalho, e temos mesmo de nos levantar, mas... mais um pouquinho, sim um pouco mais desta sobremesa de caricias matinais que nos enche a barriga depois de uma noite a abraçar os lençois.

Abraças-me colocando a tua cabeça no meu peito e eu imagino-me como quem vê de cima, esta imagem de nós num só... e deixo esta "musica" tomar controlo e abraço-te ficando ali, a apreciar cada segundo como quem se delicia com mais um gole de um saboroso sumo tropical numa manhã de Verão.
Mas temos mesmo de ir e durante minutos parecemos quase, quase apenas companheiros de casa, quase porque a cada cruzar de corpos, vem uma caricia, um beijo , um trocar de olhares, um piropo enamorado que parece convidar a voltar imediatamente para os lençois.

Tomamos o pequeno almoço na varanda tentando fazer das compotas,pão e sumo, uma refeição de reis enquanto nos afundamos no o conjunto que compramos de verga almofadado e que para nós é como que a varanda de um hotel de 7 estrelas. Fazemos daqueles 20 minutos que temos, uma manhã de ferias, e deliciamo-nos com o Sol da manhã no Seixal como se tivessemos todo o tempo do mundo.

Arrumamos e vamos de mão dada até aos barcos, e sentimos o soundtrack da nossa vida a tocar enquanto vamos falando do dia, dos projectos, do que queremos e pensamos fazer...faltam 10 minutos e o katamaran vai chegando pois podemo-lo ver no fundo da rua a serpentear para chegar ao cais do Seixal. "Estás linda hoje... acho melhor voltarmos e aproveitarmos a manhã! " digo-te.." Xiim, voltamos e damos beijos, beijos e beijos..eheh" respondes enquanto vais ficando corada do elogio.

Passamos os 15 minutos de rio a apreciar os raios de sol a bater na agua que vai passando rapidamente, e vamos lendo as noticias da manhã no entretanto no jornal gratuito, sem nunca esquecer uma caricia aqui e ali, pois sabemos que vamos estar ate ao almoco separados e nao queremos perder nem um seguindinho deste nosso louco amor...

Hoje vais partir durante 1 semana e nem sei o que dizer o que fazer...queria-te comprar o mundo para te mostrar as saudades que ja tenho antes mesmo de partires, mas parece-me infantil e impracticavel andares de flores, peluches, cartoes e bonboms a viajar... e deixo ficar o desejo no meu sorriso de pensar nisso, e tu como que o lês pois sorris ao olhares para mim...

Despedimo-nos por uma semana, e os milhares de mimos e beijos que demos nos ultimos segundos nao chegam para apaziguar nem 1 segundo de saudades. Passo os dias e as noites a pensar em tudo e na tua falta... Peço aos deuses e vontades mais que tudo o principio do resto, o primeiro acto de todos, o sinal de que voltaste, peço-lhes..."abraça-me!" abraça-me com a vontade e fogo que temos e queremos, quero já já saltar da partida no comboio para a chegada no aviao...

até lá... abraçameeeeeeeeee

Terça-feira, Junho 10, 2008

A solidão é a maior prova de amor


Acordei suavemente com o som dos vizinhos a sairem apressados , o quente do lençol contrasta logo ali cms para o lado pois tu não estás... levanto-me e parece que passo os minutos da manhã a fazer pelo mínimo, faço o pequeno almoço numa perguiça de Verão e o Sol convida-me aos sumos e torradas na varanda, mas tu não estás, pelo que sinjo-me à tv, sumo e bolachas na cozinha... Fiquei para estudar, mas custa tanto estar aqui sem ti....pego nas chaves desço até à garagem e vou dar uma volta de bicicleta enquanto me perco nas memórias dos dias anteriores...
" Estamos em casa dos teus pais e do olhar que prestas à tv, páras e olhas para um olhar que sempre me derreteu e derreterá, aquele olhar feminino que só voces sabem fazer, aquela magia que nos deixa a garganta seca e paralisados com um feitiço felino. Aproximas-te e os teus cabelos cobrem-me o rosto enquanto só consigo ver os traços dos teus labios a pedirem-me o que eu já instintivamente te vou a caminho de dar... o meu coração grita por mais quando sinto o seco dos labios passar a húmido a cada beijo, quando o ar da tua respiração afaga a minha face e eu te agarro pelas ancas suavemente apenas para que te desenhe, não conseguimos estar muito tempo, pois o Greg pára de se lavar e fica parado a olhar para nós como que a deixar-nos envergonhados pela nossa loucura, e fica com aquela pose de gato intrigado a miar como que a pedir atenção, rimo-nos da situação e decidimos sair para um cappuccino, vamos até ao novo café que o teu irmão nos falara, vamos a pé mas não podemos levar o Putchi, aquele cão é mesmo louco e jamais nos deixaria tomar o café em paz. Descemos a rua e vais falando enquanto te vou fazendo festas com o polegar aproveitando as mãos dadas, a noite isola-nos do mundo e vou aproveitando para de vez em quando me perder na tua beleza sem que dês conta, vou sendo apanhado esta ou aquela vez quando me perguntas em que penso, mas vou respondendo como se do contexto do que falaras se tratasse, vou andando e vivendo um sonho de adolescente, o ter uma namorada linda e passear sem medo de a perder e com o orgulho de a ter. Chegamos ao café, o mundo inteiro fita-nos, mas tentamos fingir que não ligamos, sentamo-nos e escolhemos dois cafés o mais exóticos possível, para que possamos por momentos fingir que estamos longe. Vais falando do dia-a-dia e um pouco de todos os temas e eu vou voando até uma praia longinqua contigo e vou pensando como seria estar ali, na praia a ver-te feliz, louca por alguns penduricalhos a venda por algum vendedor de rua, e vou sorrindo nesta dupla realidade enquanto te oiço... a cidade fecha-se por momentos para o metro quadrado de mesa enquanto saboreámos os cafés, e eu vou continuando a viajar contigo ao colo dentro do mar da tal praia mas ao som da musica que entretanto passa no café, como se de um filme se tratasse... devo ter deixado algo escapar pois inclinas-te e beijas-me e acabamos por falar um pouco mais de tudo até sairmos e voltarmos para casa"
Continuo pela marginal de bicicleta e a Baía do Seixal vai-me apresentando, uma beleza única daqui, os barquinhos típicos, espalhados um pouco por toda a baía e agarrados a pontinhas negras um pouco por todo o lado, as pequenas ondas da baía e um Sol que parece colocado de propósito para dar aquela luz perfeita a todos os detalhes... Paro um pouco e puxo do telemovel para te ligar, preciso ouvir a tua voz, aquela voz que me derrete e sempre me derreteu, preciso saborear o doce da tua saudade nas palavras e sentir o que senti na noite de fim de ano na primeira vez que te ouvi, preciso de saborear esta vontade de estar contigo, esta solidão que só me lembra do quanto te amo... falamos um pouco enquanto vou andando até ao café... volto a casa um pouco depois para estudar um pouco... e vou deixando-me andar só mas enamorado... feliz mas com saudades... até à noite... onde adormeço naquele cantinho, perto do frio do não estares...

Terça-feira, Abril 22, 2008

odeio sentir a tua falta, sofro quando estás e não posso estar


Doi e corta como faca de gume afiado, saber que temos tempo, vontade, sonho e poder para poder estar junto e depois... aquilo que jurámos serem futilidades diárias, como o trabalho ou o assunto que deveriamos resolver,deixarmos intrometer-se nas horas que deviam ser de namoro, vida e paixão...E assitimos à transformação da vida que devia ser a dois, numa prisão de vidros grossos, numa sensação de perto e no entanto longe... que nunca deveriamos ter-nos deixado encarcerar...e que temos rapidamente de sair e destruir...




São 22:00 e estou a acabar o delicioso pedaço de arroz que me preparaste, páro a olhar para os dentes do garfo e sinto o tempo a passar a correr...relembro estes últimos minutos entre o acabar o jantar e este segundo... beijámos, rimos, brincámos, olhámos, namorámos...amámos... e eu deixei que o trabalho invadisse a nossa casa, o nosso lar, a nossa "toquinha"...e olho para a mesa, com medo e vergonha de olhar para ti, pois sei que vou dizer mais uma vez que vou para o escritório, para o computador..."tenho isto para acabar, tenho a tese, tenho aquilo"...como me odeio por me ter deixado entrar neste embaranhado de teias que nunca me deviam prender... olho para ti e estás a olhar para mim, estás a ler-me e percebes o meu sofrimento... tento brincar dizendo-te que não quero trabalhar, mas tu sabes que eu quero acabar e entendes...entendes mais que eu e passas uma doce mão na minha face, viras a cara e as tuas pestanas, olhos, lábios, maçãs de rosto, cabelo, mexem-se devagar numa dança que só acaba com os teus lábios a tocarem nos meus, a soltarem um vulcão dentro de mim a querer mais, uma loucura de vontade de te agarrar, te abraçar, fugir, sair e só parar longe do mundo, longe daqui, longe das teias e das aranhas, junto aos teus braços... a respirar-te...

Puxas-me por uma mão e levas-me até à sala... deitamo-nos nas enormes almofadas castanhas onde a pressão do teu corpo parece proteger-me, "Esquece tudo agora... já pensas nisso"... e os braços e esperanças abraçam-me... fecho os olhos e o Mundo pára outra vez... um dedo, um beijo, uma mão, outro beijo... roubas-me deste mundo e levas-me até ao nosso... as tuas ancas pressionam-me, os teus cabelos vão percorrendo o meu peito e escrevendo frases de deliciosas caricias... respiro fundo e vou-te tocando como se fosse a primeira vez... sentindo-te, sentindo-nos... e vou deixando os meus lábios pedirem-te mais, os meus olhos cerrarem em prazer enquanto dançamos entre doces peles e minuciosos movimentos que fariam inveja aos deuses... abraçamo-nos...e respiramos bem fundo... ficamos ali um pouco...até que me agarras as mãos fortemente, olhas-me nos olhos e dizes..."vai...acaba com este, termina isto tudo porque depois quero-te para mim... e não te preocupes...amo-te muito amor..." e como se partisse num navio qualquer longinquo, vou até ao escritório e luto contra mais uma teia...na ansia de ainda acabar a tempo de termos tempo....

Deitamo-nos, mas nunca adormecemos sem dançarmos mais uma musica...sem selarmos mais esta dor que sentimos... e durmo com a promessa a mim mesmo de que as teias têm de acabar... com a eterna visão desse teu olhar de amar... rezo para que amanhã seja melhor...e nunca mais ter de me afastar...

Quarta-feira, Março 12, 2008

Adormecer ao teu lado, junto a ti..contigo




O valor do que cada um dá ao amor pode ser avaliado de milhões de formas... Os homens são mais físicos, querem sentir a paixão e a loucura da sua mulher, de forma sexy, desejada no momento, sem esperarem, e sentirem que são os "galãns" de mil mulheres numa só... As mulheres são mais aureas, querem ser apaparicadas, com prendas,carinho, devoção, admiração e ua certa loucura, mas...são mais à base dos "botões" certos...
No entanto penso que tanto homens e mulheres, sabem avaliar na intimidade de uma cama a dois, a importância do "respirar" um do outro.
Penso que cada suspiro, inspiração naqueles doces cms de lençois e escurinho, cada batida de coração sentida naqueles tecidos faz-nos sentir vivos e dá-nos uma razão para esquecer o mundo e viver naquela nossa conchinha de prazer puro.




Não faço a minima ideia de que horas serão, vejo o brilhar vermelho dos dígitos na parede, mas não consigo ver o relógio em si...mas também não interessa... estas de lado, costas voltadas para mim e dormes como se sentisses frio, sozinha...puxo-te para mim, mas mal te toco, aninhas-te no meu corpo, como se mesmo dormindo, estivesses à espera toda a noite que te puxasse.
Vagueio pelos teus cabelos, enquanto te abraço, e neste misto de cheiros e veludo, de respirações que selam o silencio dos momentos que partilhamos, no doce sabor de ali estar, perco-me no que fui, no que sou e penso no que serei...Por muito tempo que passe, nunca serei o mesmo, pois cada dia, cada segundo sinto-o, és tu e foste tu, e serás tu sempre sobre quem sonharei, e sei que o meu coração não me deixará em paz até te ter mesmo que te tenha acabado de beijar, e vivo nesta loucura de vida a imaginar o que eu não teria sido sem ti...

Suspiras e o meu abraço torna-se mais forte com o teu enrolar, murmuras frases de carinho e aninhas-te ao meu corpo, volto a sentir-me uno, a ver que naquele momento, anjos e deuses são minusculos pois sou homem e sou amado, sou teu e sou desejado, e ao abraçar-te estou a dizer amo-te mais uma vez, de uma maneira tão meiga e no entanto tão firme que é luz e calor, é alegria e amor, nenhuma chama brilharia mais forte neste momento, que eclude com o doce sabor dos teus lábios sofregos de um selar.

Tentamos voltarmo-nos para dormir e damos as mãos para adocicar o sono. Imagino se não teríamos sofrido os dois demasiado até estarmos juntos, senão estaremos agora a rendermo-nos ao que sempre fugímos pois achamos não existir e nesta noite como as outras, esquecemos amores em perigo, sofridão, solidão, ciúme ou outros, porque nos rendemos um outro, e vivemos mais segundos, minutos, horas de mão dada, de abraço, de beijo, de sorriso de aninhar e de amar...damos a mão e deixamo-nos ir no nosso sono.

Já dormi escondido, frio e só, mas agora não, agora levas-me nesse teu rio, numa gondola aveludada, levas-me à eternidade, num ondular suave de sol reluzente, num rio de eden desenhado, até uma baía, um lugar exotico paradisiaco, onde sei que todos os dias viverei desde que tenha esse louco e vívido amor que me fazes sentir...

Não me apetece adormecer, não quero acordar, adoro viver, adormecer...a teu lado, junto a ti, contigo...

Domingo, Novembro 25, 2007

o altruismo do amor

todos os que amam verdadeiramente sao suficientemente altruistas ao ponto de fazerem o que o amado deseja

Quarta-feira, Novembro 07, 2007

Um olhar sem um beijo é desejo e não passa disso, com ele é amor


Continuo a falar como um simples homem, apenas e só como amor de homem e isso so depende de mim. Há os que receam o amor depois do conhecer, há os que defendem que a paixão so existe na emoção e na altura das borboletas. Mas não...na altura das borboletas há pouco para arriscar e a confiança ainda nem começou...Com o passar do tempo, o medo de perder é o resultado da beleza deste tipo de viver, é esse medo de nós, dos que amamos que faz com que a paixão seja tão viva quando a vemos e sentimos do outro lado. Não receio o amor depois do conhecer...não...jamais, receio apenas o olhar sem o beijar, isso sim. Receio um dia olhar nos olhos de quem amo e sentir que me ama e não a beijar, porque um olhar sem beijo não é nada, é desejo, é sonho, é dor... um olhar com beijo é tudo, é o sentir que continua a fantasia a alegria e o eterno amor ao luar.
Adoro acordar e ver a doce visão de um anjo feminino a dormir, de sentir que sou a protecção a força e a luz de quem amo, adoro sentir que a peça que me completa está ali, sem pressas, sem mais ninguém, a viver comigo, agora, ali, depois, noutro lugar....



O dia começa lentamente a tentar entrar pelos pequenos orifícios da janela para iluminarem o quarto, estou tão mole, tão calmo que apesar de estar já acordado apetece-me deliciar-me com os poucos minutos que tenho para me levantar, mas a cama está tão boa, os lençóis tão sedosos, quentinhos, que parecem sobremesa. Viro-me para dentro e lá está ela, a tocar-me apenas com a ponta das unhas, com a mão em forma de concha como se me quisesse agarrar no caso de tentar fugir, e a face descansa o resto do corpo, mas faz-me sorrir. Por momentos , não sei no que sonha, onde está, o que faz, o que deseja, o que pensa, mas não me interessa, não me interessa quem ela é, de onde vem, se é solitária, carente, louca ou calma demais, porque está ali e eu posso viver mais um dia em que ela acorda ao meu lado, posso viver a minha paixão e o meu amor em visões que me deliciam o ego e me pintam o quarto como um irradiar de arco-íris em mistura com o Sol da manhã. E o meu louco amor, leva-me a seguir os lençóis brancos, do pescoço, pelo tronco, até aos calções, continuando pele sedosa abaixo até aos pés, vou percorrendo o substantivo de mulher da maneira mais lenta possível enquanto ela acorda e se alimenta do meu tributo à sua beleza. O dia começa a andar mais devagar, e recordo em segundos as horas de beijos de lua e de carícias de caramelo e canela, sento-me cruzando as pernas e ela abraça-me pelas costas beijando-me o pescoço. Sou homem, estou apaixonado, sou amado e sinto-me belo, e sei que ela é mulher e lê-me de alto abaixo, entende o que sinto como se vivesse dentro de mim, e do primeiro beijo de carícia ela continua, com beijos de satisfação, pois também sente que é amada.
Nunca vi nada assim tão sedoso, o acordar de duas almas siamesas que dançam, na alvorada como uma balada que começa...

É este o medo que tenho... de um dia perder estas manhãs, de um dia olhar para o lado e não haver olhar, não haver silhueta, não haver camisa de dormir, não haver pernas depiladas e pele macia, não haver cabelo emaranhado de uma noite de amor, não haver lençóis enrodilhados, dedos no meu peito ou olhar angelical... é este o medo de homem, o medo de ter de voltar ao orgulho parvo e estúpido de se querer estar sozinho para não ter apenas sexo e rock and roll.

Quero manhãs, sol, torradas, compota, sorriso, leite quente, chá, luz e sorriso. Quero loucura, apalpões, beijos roubados, dançar a dois atrasados, quero ser eu a passar-lhe o creme depois do banho, quero dizer que vou já já... Quero cantar sem pensar em quem ouve...quero...amar depois de conhecer eternamente!

Quarta-feira, Outubro 17, 2007

This is my confession


Sou homem e mortal confesso... Não sigo os ideais dos solitários e insensíveis, não sinto de forma descartável, apesar de ter em tempos lutado para ser assim, não sou frio e auto suficiente, tal como achei que deveria ser...


Sou humano, sensível, amo e sofro como qualquer pessoa, e como qualquer pessoa tenho o interno e louco desejo de voar, o incontrolável instinto de querer ser feliz e partilhar e esses sentimentos são mais fortes que a dor ou a racionalidade, são fonte de água no deserto, são Sol para flores... são razão de perder a timidez.

E assim la fui perdendo o medo e a dor para te dizer...

Conheci-te em tanto tempo, pouco tempo, ou nenhum...Entraste e nunca mais saíste da minha vida, deslumbrante, linda, sexy, determinada a roubares-me para ti e eu nem sei o que me deu, porque simplesmente fui caindo aos teus braços, doce e suavemente, perdido neste novo termo, o AMOR. Soube então que não o conhecia, pois és fogo, és o desejo, e sem fôlego apaixono-me por tudo... a pele, o cabelo, pernas, seios, ancas, tudo sao apenas peças de um quadro vivo que admiro durante horas, sem pressa, sem tempo, dançando nas tuas palavras, gestos, caricias, continuo a perder-me...

As manhãs são mel, as tardes morango, as noites chocolate, os dias musica, as noites sentidos... e agora a alma pede mais e sorri de felicidade...e o coraçao o unico medo o de algum dia te poder perder...

Diz-me como faço para parar o tempo de desperdiçar-nos, pois quero viver tudo contigo, diz-me como faço para parar esta dor de te deixar partir por pouco que seja... diz-me como faço para me acalmar quando te vejo, porque quando não estou perto o suficiente para beijar os teus lábios, anseio pelo teu toque de anjo...por ti....


confesso, sou um homem como os outros...que sente e que ama

Amo-te verdadeira-louca-profundamente

Quarta-feira, Setembro 19, 2007

Amo uma fada que me ama


Todos os homens deviam ser amados pelo amor verdadeiro de uma mulher, o poder de um beijo de alma supera qualquer toque físico, a força de uma união verdadeira todos os males. Porque na terra um homem so tem força quando amado e uma mulher só se sente mulher quando pode amar. Outrora vazio, vivo e desejo viver sempre a beber desta fonte de vida, de amor e de paixão, onde me deito e sonho, onde vivo e sinto, onde me sinto e entendo, porquê e o quê de ser homem.


Tinha estado a tentar abrir a porta dos segredos do meu destino, mas não encontrava a chave do que se fechou com tal força e bloqueou de tal maneira que me prendeu no quarto mais escuro de todos.Olhava lá para fora, e tentava ser forte, mas os rios eram demasiado secos para haver vida, estava só à demasiado tempo, as estações do ano eram Outono e Inverno sem cor, a vida era dor, sabia que morrera outra vez e não valia a pena estar a tentar vencer uma guerra sem batalhas, uma luta sem causas e quando tudo acabasse, já tinha acabado faz muito.
E tu fada vieste e contigo a luz que precisava no quarto, a resposta que estava escondida dentro de mim,precisava de ser encontrada e trazida, beijaste-me e deste-me vida num sopro de amor e paixão. Assim escondido atrás da Lua, encontraste-me e levaste-me nos teus braços para o teu lugar atrás do Sol para que aquecesse e vivesse, deste-me carinho de agua fresca e calor de corpo presente e ficaste ali sempre, dias e dias, meses e meses, anos sem fim.
Agora as asas que tinha mas não via, começaram a crescer e a ter cor, as feridas a cicatrizar e agora vejo que já não tenho medo e posso descer do Sol, vejo que estou pronto a voar, estou pronto a viver porque estás lá, e não caio porque me seguras. Sou agora eterno no amor de uma mulher que sabe amar, sou agora vida e luz onde fora outrora barco sem mar.

Porque os homens também acreditam em fadas...

Obrigado por tudo

Sexta-feira, Setembro 14, 2007

O Silêncio do teu olhar


Acordo de manhã e vejo-te ainda a dormir, penso no quão sortudo sou em ter um anjo de mulher ao meu lado. A doçura da inocência viva, patente na mulher que amamos, na nossa bela adormecida, é inigualável. Ela é desejo, pecado, inocência, humildade, beleza, loucura e paz num só... e leva-nos...enfim...leva-me a..tocar-lhe lentamente e desenhá-la...a falar-lhe bem baixinho para que oiça sem acordar, leva-me a querer estar apenas ali, pois estou para lá das estrelas, estou no verdadeiro eden, no verdadeiro local onde há um adão e eva, ou seja algures onde duas almas que se amam se encontrem.
Acordas e automaticamente vens me abraçar antes de adormeceres, não esqueces um pequeno beijo de carinho e amor, mas nem abres os olhos. Volto a pensar que é nestes momentos que sabemos que é ELA... esta doce loucura de sabermos que voámos durante o dia que nem crianças em nuvens de algodão doce, que vivemos a vida como golfinhos em mar alto e no final adormecemos como anjos, felizes de estarmos juntos. E nestas manhãs a preguiça é apenas uma vontade de continuar a amar de forma incomum, de ver e dizer o que sempre sonhámos dizer um dia e agora não nos cansamos de repetir pois adoramos o mel de o dizer a sentir...

A montanha está ali, bem junto da janela e distraio-me ao sentir-te no meu peito, o teu ar, o teu cheiro, misturam-se com o teu corpo e prendem-me numa névoa de doçura, paixão, carinho e amor e fico distante, sinto-me o teu protector, o teu amante, o teu namorado, o teu amigo, o teu homem. Sinto a tua mão a virar-me o queixo para que te olhe... estás a sorrir feliz, os teus olhos percorrem-me a face numa caricia sem igual, a tua boca chama-me tímida mas ansiosa, o teu silêncio pronuncia-me palavras que soam mais límpidas que faladas, palavras e carícias que ficam seladas com os longos beijos que trocamos, com a doce loucura que vivemos, com o abraço envolvido por montanhas e um mundo distante... " Amo-te muito amor!" .. " Também te amo muito!", um forte abraço e o mundo pára por instantes, por horas e estamos prontos a voar mais um dia.


A minha boca tem uma interminável sede dos teus beijos, dessa tua agua de amor, paixão, luz carinho e alegria ...

Quinta-feira, Junho 28, 2007

Almas Siamesas

Olá a todos... O Detalhes para já ficará em standby mas ainda não acabou...

O prometido romance já está disponível para começar a ser partilhado.

Espreitem em http://almassiamesas.blogspot.com/ e comentem!!! (espero que gostem...do fundo do coração )

Bruno

Domingo, Maio 27, 2007

Sonhos de criança, vida de homem, esperança de uma alma que sempre te amou

Não sei como explicar, mas a sensação de viver algo intenso com quem amamos não tem comparação… Viver até ao dia em que somos arrebatados com uma luz tão intensa, que nos faz sentir o sangue verdadeiramente correr e saborearmos o significado da palavra vida…


Tal sensação é tão intensa que nos deixamos cair nos nossos desejos mais profundos, nas palavras mais simples que em tempos lhes chamaríamos tontas, nas vontades mais íntimas que sempre achámos nossas e sem dúvida essa sensação só se torna verdadeira pelo facto de se saber que esses desejos, palavras, sonhos são correspondidos, acarinhados, cuidados e realizados por essa nossa alma siamesa e são defendidos até à última, só para nos fazerem felizes.

É nesse momento em que nos apercebemos que alguém entende e vê a forma do nosso coração, que não finge amar mas ama, que não finge se sacrificar, mas sacrifica, que não finge gostar, mas gosta, que não finge se adaptar mas esforça-se…. Quando vemos que esse alguém realmente pensa nos dois antes de pensar nele…que nos apercebemos que podemos, devemos e temos mesmo de viver esse amor com tudo o que temos e é essa a razão pela qual acreditamos nele como a força mais poderosa à face da Terra, a única e verdadeira força invencível quando verdadeira, que trás algo tão indescritível de bonito como uma vida a meias de anos, filhos, um lar ou mesmo uma união inquebrável…

Estranhaste porque não podia falar muito tempo ao telefone, mas sabias que estava cheio de trabalho, pois tinha o meu chefe doente, andara o dia todo a tentar combinar um dos momentos mais marcantes da minha vida, mas não queria que percebesses que preparava algo… era praticamente impossível uma vez que me conheces melhor que ninguém e sempre nos habituamos que não há segredos, ou vidas diferentes entre nós…

Vimos no carro e consigo de certa forma disfarçar o meu nervosismo falando-te de como conseguira passar no exame da Policia Judiciaria estudando apenas 2 dias enquanto havia desgraçados que passaram 4 anos a estudar Direito e não conseguiram passar, falei-te de planos de ferias e fui apenas aconchegando a ideia de quando tivermos outra casa e formos casados um dia que poderíamos fazer isto ou aquilo….No caminho vais fazendo o que sabes melhor, amar-me, acarinhar-me e ao mesmo tempo espicaçando-me, brincando comigo pelo facto de falar em casamento…”Então mor?! Só ameaças…tu…tsts casamento, casamento…mas nada.” “Pois…qualquer dia…corre-te mal...já te disse para não me testares…eheheh” e vamos brincando, mal tu sabes a seriedade com que estava a dizê-lo…

Passamos a margem e quando estamos a passar a baía do Seixal, não deixas de olhar para a mesma e admirar a paisagem criada pelo adormecer de Lisboa, o por do sol, o lago, os flamingos e as pessoas que vão aproveitando para fazer desporto em volta da mesma…

Chegamos a casa, estás estoirada e dizes que não consegues ir correr hoje… passas o hall e cortas para o quarto, exausta da viagem, nem reparas que a porta do escritório está fechada, no quarto paras enquanto te vais para despir, estás cansadíssima, fazes um esforço enorme para que pouses as coisas no sitio mais arrumado possível, exausta não deixas de ser a mulher dos meus sonhos…sacrificaste como sempre e mesmo cansada não te esqueces nunca que estou ali e sem te voltares procuras-me olhando sobre o ombro e esperando um beijo para que possas dar-me um e mostrar que apesar de tudo sabes que estou ali e queres mostrar que também estás… procuras sempre que chegas uma carícia, uma atenção, algo que te diga que estás em casa...

Estes dias têm sido duros contigo tens estado exausta...o trabalho, os estudos, tem arrasado
contigo, é praticamente Verão e tudo o que tens visto são livros, cadernos e apontamentos, dentro de paredes que embirram em afastar-te do mar…mas tu és diferente....tão diferente... alma siamesa, não te esqueces jamais de deixar o trabalho, os problemas e o mundo lá fora e cá dentro seres a rainha do nosso mundo a minha rainha e acarinhares-me e amares-me sempre como se estivesses no pleno das forças…

Junto-me a ti, beijo-te na tua boca que me procurava e começo a despir-te mal te tocando pois estás cansadíssima, faço os possíveis para que não tenhas de te mexer muito...não consigo jamais disfarçar o quanto te amo olhando-te detalhe a detalhe do teu pescoço e ombro e tu parece que vives dessa minha reacção e vais trespassando cansaço para uma doce carência de mimos…as saudades vencem-te e enquanto te dispo a roupa que parece pesar-te quilos, vais te voltando e vais usando a pouca força que te resta para te equilibrares enquanto te vou despindo… abraças-me e vais-me beijando lentamente ou apenas colocando a cabeça no meu ombro, mas sem me atrapalhares...mexes um braço aqui, uma perna ali para me facilitares, encostas-te a mim para que te desaperte o soutien e vais cada vez mais te apoiando no meu corpo…no entretanto vais-te deliciando no meu olhar... Abraço-te e ligo a música para que te sintas cada vez mais relaxada… trago-te até à banheira e coloco uma almofada no extremo onde vais entrando e relaxando num enorme banho de espuma... os primeiros minutos são teus pois volto ao quarto num misto de arrumar tudo e preparar a cama para que te deites e tentar me despir ao mesmo tempo... de toalha ainda passo pela cozinha para fazer chá e tirar para fora as bolachas sortidas...

Volto à banheira pouso o chá e as bolachas no banco de verga e vou apenas mais uma vez lá dentro para buscar a flor da semana…desta vez uma rosa cor de pêssego… ao entrar na casa de banho vou pousando a toalha e tentando verificar se não me esqueci de nada para também eu poder relaxar...mas é por pouco tempo pois vais-me chamando baixinho e docemente para te envolver...

Ficamos tempos perdidos a contar como foi o dia, num misto de massagens, beijos e preguiça...tentas falar do meu sonho na praia…adoraste-o mas estás mesmo de rastos e a água quente só te torna mais mole...encostas-te no meu peito e deixas-te ficar um pouco até começares a beber o chá...acabas mesmo por deixar as bolachas…

As velas um pouco por todo o lado vão fazendo o tempo andar mais devagar, a noite já vai alta... e tu não sabes mas tens um voo amanha pelas 14:00 e temos de estar no aeroporto pelas 12... deixo-te deliciares-te ao máximo na banheira... saio da banheira e fico de turca aberta à tua espera, envolvo-te e tu abre-la e puxas-me para dentro dela de forma a envolver-me no teu corpo, na tua pele e na tua boca…

Já na cama coloco-te uma turca debaixo da cabeça e com outra vou-te secando… começo a passar-te o hidratante ao mesmo tempo que te vou massajando e o ar condicionado vai sendo ensurdecido pelo CD que criaste com as nossas músicas, completamente deliciada, estás num misto de cansaço e prazer e vou continuando a massajar-te o corpo…Detalhe a detalhe, membro a membro, cm a cm, vou como que espelhinho o cansaço e a dor e deixando a moleza e a preguiça...no final...estás no meu peito perdida de sono e acabas por adormecer minutos depois de um beijo carregado de amor e carinho...e de uma perna cruzada sobre as minhas pernas.

Mal consigo dormir...estou a meditar no que farei no dia a seguir…Começo a lembrar-me no que era antes de ti, no que era quando te conheci e no que nos tornámos após este tempo todo… Começo a pensar que de facto és o que sempre sonhei e que só deveria fazer o que quero fazer… Milhares de lembranças das nossas viagens, aventuras, loucuras, sacrifícios vêm-me à cabeça e tendo a sorrir enquanto o meu coração vai acelerando…

A meio da noite tento fugir do teu braço que instintivamente me prende à cama, sempre o fez e sempre me fez corar… reages como se eu próprio te estivesse a tirar algo que é teu, o meu corpo a minha presença… vou ate à sala onde me visto, e acabo por me ajoelhar a falar com os meus pais e com Deus...confesso-lhes o que quero fazer e explico-lhes o quanto te amo…

Do escritório tiro as malas que estão arrumadas, passo pelo quarto para mais uma ou outra peça e carrego o carro, colocando as malas de viagem na bagageira...

Volto à sala para ir buscar a peça mais importante... Dentro da caixa das tuas cartas que me ofereceras nos primeiros tempos de namoro retiro uma pequena caixa de veludo vermelha, o anel que escolhera demorara-me mais de 2 meses a escolher e horas de indecisões... fizera questão de escolher um que tirasse o fôlego, mas ao mesmo tempo fosse pratico suficiente para usares durante o dia-a-dia...escondo-a no meio de um estojo de higiene e vou até à Internet onde telefono para o hotel a confirmar tudo, as flores, a orquestra, o meu poema em papiro, o teu vestido, novo, os sapatos, o cabeleireiro…tudo para que quando chegues esteja À tua espera…do outro lado confirmam...

Telefono ao PC… “Tou mano… desculpa sei que é tarde,estavas a dormir..?!” “Achas?! Tava na net ehehe já me conheces… quando a KJ adormece eu venho para aqui..” “Era só para aguentares o pessoal cá e avisares os teus pais e dela que não há probs…vá fica bem que vou tentar dormir…” “Hasta mano..boa viagem…” ….

Vou até à cama, deito-me e automaticamente me abraças e me envolves... acabo por adormecer até dois minutos antes das nove e meia...

Digo-te bom dia e perdemo-nos num amor típico de quem passou uma noite de preguiça e sem loucura...faço-te o pequeno-almoço e entretanto começas a perguntar por esta ou aquela peça que não vais encontrando... vou fugindo às perguntas e peço-te apenas que vistas algo prático, mas tragas as coisas de viagem pois temos de ir até Guimarães...recebi um SMS a Carina vai ter o bebé e quero que o vamos ver...odeio mentir...mas tem de ser neste caso... é a única maneira…nunca te poderia levar de viagem sem saberes onde e para o quê…

Faço questão de ser eu a arrumar as coisas no carro para que não vejas as malas, seguimos em direcção a Lisboa, corto para a segunda circular e pensas que vou pela A1 para o Norte... paro na bomba de gasolina sobre pretexto de ter de abastecer e vou até à casa de banho onde telefono à Raquel que confirma que já está à minha espera à porta do aeroporto...

Seguimos viajem e começas a estranhar porque corto em direcção ao aeroporto, algum atalho pensas mas não falas... ao avistares o edifício e a placa de partidas, começas a falar...”mor... tu não estás a inventar alguma pois não...!?” “Não mor... “ respondo tentando não sorrir... mas nunca te consegui mentir... “mor?!....morrrrr... diz-me...eu conheço-te..eu sabia! Pela tua reacção ontem e pela história do SMS…!” começas a rir-te e a agarrar-me a perna..vais-me seduzindo e perguntando “onde vamos mor…?! Diz-me!!!”... consigo chegar à entrada onde a Raquel aparece e tu percebes logo que estou a inventar alguma...” MOR!! Quê isto?” ris-te enquanto perguntas...” Minha senhora! Não pode saber tudo limite-se a cooperar...os seus pais já foram avisados pelo que limite-se a sair e a acompanhar-me...”... “OI migo!!! Oi Oi sra rainha..peço desculpa mas não posso falar consigo só dar-lhe 2 beijinhos! “ diz a Raquel enquanto lhe passo a chave do carro... vou até à mala e em segundos tenho as malas de fora e a Raquel arranca para não ter de explicar enquanto se ri... “Raquel o que anda ele a inventar!? Diz-me!!miga “ perguntas…mas a Raquel nada…

Estás em pulgas.. e vais tentado saber tudo “ mor fico chateada contigo...diz-me onde vamos...” .. “3 minutos e ficas a saber” enquanto vamos entrando no aeroporto...

Estamos em frente ao balcão 33 para o Canadá e deliras...pensas que é uma simples viagem e deliras de alegria... e no entanto vais reclamando “mor! Uma viagem...podias ter dito tinha-me preparado e tudo..” “Mas quem disse que já sabes o que vais fazer?!” respondo sorrindo... nos minutos a seguir sou alvo de beliscões, beijos, seduções, pequenas fitas a imitar crianças a fazer birra e palmadas de uma fúria divertida de quem quer saber tudo e eu não lhe conto... fica assegurado segredo...só mais um pouco..” mor…promete-me que não perguntas e eu prometo-te que vais adorar..mas tem de ser assim..não perguntes…só esta vez..”…acenas finalmente e aceitas…

Horas depois...

Saímos do aeroporto e vais direita à paragem de autocarros e táxis na esperança de ver os preços para algures que nem sabes onde é... “mor...aqui!!!” chamo-te e nem queres acreditar... uma limusina espera-nos de porta aberta..aceno com a cabeça ao condutor e ele imediatamente entraste sem falar ...entramos e lá dentro um ramo de rosas brancas espera-te…bem como uma garrafa de champanhe… como o vidro separa-nos do condutor e mal consegues distinguir o que se passa lá fora pois é noite...não consegues lhe perguntar onde vamos e ele arranca tipo robô como se soubesse...

Ao chegar abro-te a porta e gritas de alegria... Niágara... as cataratas fazem um barulho único e a beleza envolvente tira a respiração... entramos no hotel e agora já vais abraçada a mim mas sempre a deliciares-te com a paisagem, o hall as escadas, o elevador, os empregados …tudo parece tirado do melhor romance.. até os centro das mesas que ficavam na sala pareciam bonitos.. peço-te para te sentares enquanto vou tratar do quarto.. e mando te servirem algo para beberes...



Ao entrares no quarto a janela dá para a catarata, ao lado da cama um enorme jacuzzi, uma lareira, uma chase longue entre outros delírios… O vermelho sobressai por todo o lado... a tua cor favorita…champanhe, chocolates, fruta, abundam...mas não é tudo...estranhas não te deixar me beijar e me tomar de imediato, “mor não podemos..ainda..” deixo-te para ir ao armário e trazer uma caixa de laço traçada...”abre...” ao abrires um lindo vestido vermelho sobressai, ainda não acabaras de falar e já te apresentava mais duas caixas, eram os sapatos e um colar... “ “espera…ainda não podes..” vou até à porta , abro-a e entra logo uma senhora toda arrebitada que se dirige a ti “HI my name is Kelly i’ll be your beauty fairy for the next hour….you mister…please leave us alone..this is girl business!”, ainda não acreditas.. “Mor tens de te vestir…e preparar temos um jantar e baile à nossa espera...” Saio do quarto enquanto a estilista/cabeleireira te empurra para o WC.

Vou até ao quarto ao lado visto o fato preto que encomendara e escondo o anel num dos bolsos...olho-me ao espelho e falo comigo próprio a convencer-me que era o dia…

Vou até ao hall onde peço um black russian e vou tentando fazer passar o tempo a olhar para as cataratas…

“Mor…” oiço… Viro-me e os meus olhos voltam a ficar em delírio…o vestido vermelho simplesmente abraçava-te do peito à cintura e dançava numa linda onda até ao chão tapando os sapatos que só pude ver ao dares a primeira passada… os teus longos cabelos estavam brilhantes.. a tua cara angelical… o colar ficava-te lindíssimo…até a carteira parecia feita de propósito para aquele vestido… ainda nem conseguia falar, já tu tinhas percebido que estavas linda e acabas por me embaraçar sendo tu a elogiares-me primeiro…” Estás lindo mor…” “gostas?..tu também mor…estás simplesmente rainha…” respondo num gaguejar corado…” vamos?!”

Descemos em direcção à saída e reparas que ao passarmos pelo salão do hotel para a rua os empregados estavam todos alinhados e a olhar-nos… apercebes-te que parecia que o hotel todo conspirava na minha loucura… mesmo à porta, a Kelly estava a entrar para um taxi “Congratulations my dear…you look wonderfull…and you..you take care of that princess you hear…see you in Portugal…”, sorrimos e trago-te pela mão… notas perfeitamente que estou nervoso,mas pensas tratar-se de tanta loucura programada… vamos andando até ao coche que nos esperava de lado no hotel… Continuas num sem fim de pequenos gritos e saltos de alegria… ao subires para o coche fechado de cortinas sentes-te realmente princesa e eu sinto-me o homem mais feliz do mundo…

O coche vai andando e lá dentro beijas-me e agarras-te a mim enquanto espreitas pela janela.. andamos num caminho iluminado por candeeiros medievais e colocados de propósito até um ponto do penhasco com vista para a Catarata...ao fundo um pequeno coreto iluminado abriga uma pequena orquestra… o coche para em frente a uma tenda elevada cheia de cortinas e flores e apenas com uma mesa uma vela e duas cadeiras... sentamo-nos e o garçon vai-nos servindo copos de champanhe…

Parece que estamos sozinhos no mundo e ainda tentas perguntar quanto custou tudo isto e porquê...mas acabas por te deixar viver no sonho e por deixares de conseguir falar...

O garçon volta para trás com o pedido e os teus olhos brilham enquanto eu vou ficando cada vez mais nervoso e mais calmo ao mesmo tempo... estive enamorado tanto tempo contigo que pensei que já tinha sentido tudo, mas tu tratas-me tão loucamente e apaixonadamente que neste momento mágico consigo ultrapassar ainda mais esse amor... os teus olhos estão radiantes, os teus lábios lindos e húmidos dum misto de batom e de sonho de mulher, a sombra dos olhos, o blush, as unhas, o colar, o deslumbrante vestido…tudo…tudo se encaixa... passo de uma para duas as mãos que te seguro em cima da mesa e peço-te para fechares os olhos pois tenho de pedir uma surpresa ao garçon e não quero que vejas pois digo-te que a vou desenhar e nao falar...fechas os olhos e o garçon trás dois carrinhos de mão cheios de rosas brancas, côr de pêssego, vermelhas...enfim um misto de cores que nos envolvem num circulo...a banda para de tocar e sai... as luzes são apagadas e só fica a luz da vela... o meu coração dispara e eu perco-me na visão de estares a fazer um esforço para estares de olhos fechados mas a estranhares tanto burburinho e de repente silêncio...

Imagino o que se passará a seguir em segundos mas acabo por te chamar...” mor...”

“ Os sábios sempre disseram que só os loucos cometem loucuras...e eu adoro ser louco por ti... e eu... eu não consigo passar um dia em que não consiga me apaixonar por ti cada vez mais...será pecado amar-te assim tanto…?” tentas interromper com um também te amo...mas coloco-te um indicador na boca e peço-te que me deixes continuar...” Deus traçou-nos um caminho que não pode ser descruzado, e tal como um rio flui certamente para o mar, amor também nós fluímos um para o outro...como algumas coisas que são mesmo destinadas a ser... amor.. leva o meu corpo , alma, leva a minha vida... pois eu não consigo deixar de te amar cada vez mais... olho-te de manhã e apaixono-me por tudo o que és e representas, olho-te ao deitar e agradeço a Deus por tal visão… iluminas-me a vida e pintas-me de cor qualquer cinzento que tente me empalidecer… escuta-me agora amor… amo-te e de corpo e alma, quero-te cada vez mais minha e eu cada vez mais teu…dois em um, unos em tudo…quero viver cada detalhe desta nossa doce seda nos próximos 100 anos… Estás-me a ouvir!?” fixo-te nos olhos...e os teus estão parados a brilhar... e já tremes como se antevisses..

Ajoelho-me e digo o teu primeiro e ultimo nome em tom mais serio enquanto vou pegando no anel...” queres passar o resto da vida ao lado de alguém que só te saberá amar, mimar e viver deste amor e não saberá fazer mais nada pois não se cansa de olhar e não sabe parar de te amar…? Queres quebrar os limites do tempo unidos não como duas simples almas gémeas mas como almas siamesas unidas pelo coração…?!” volto a dizer novamente o teu primeiro e último nome completados de “queres casar comigo?...”

Por momentos nem falas, foram segundos mas para mim uma eternidade…e parece que o meu corpo esfria um medo que sempre pensei nunca ter...pois aqueles 2 segundos parecem uma eternidade... Como um efervescente vulcão....tentas falar a princípio mas só consegues começar a chorar... “ SIM!!! SIM quero!!...” e fazes um esforço sobrenatural para te aguentares quieta enquanto te coloco o anel lentamente e vou sorrindo de alegria...vives segundos onde és a mais real rainha e princesa do mundo, até corares tanto e me puxares pelas mãos para cima para me beijares um beijo sem igual...

Ficamos abraçados e a beijarmo-nos por minutos até eu fazer sinal e vir o jantar...do jantar veio a banda e dançámos os dois músicas que sabia que gostavas, todas as que uma maneira ou outra nos marcaram...sempre no cenário da catarata e do hotel e do escuro da noite...

Já com a noite alta voltámos ao quarto e fizeste questão de ter uma noite bem diferente e
memorável...soltas o mais íntimo de ti e entramos em tamanha loucura de amor e paixão que parecem ser uma faísca do vulcão de fogo que te apetece me queimar de felicidade...

Da cama, passamos pelo jacuzzi apenas para parar já madrugada dentro abraçados em frente à lareira onde adormeces depois de olhares tempos e tempos o teu novo anel…

E eu fico ali a olhar para a lareira e para a catarata…loucamente feliz por te ter conhecido, loucamente feliz por me amares…perdidamente feliz por te estar a abraçar…absurdamente feliz por irmos…casar.



Por ti...por nos... por tudo obrigado amor...



Sexta-feira, Maio 18, 2007

Amor é... sentir-te ao detalhe


O amor verdadeiro, não define sexos, fronteiras, idades ou limites quando verdadeiro.... é a união de 2 almas numa só...é o gosto de viver da entrega exclusiva e mútua, da partilha do carinho com aquela pessoa especial e insubstituível...

Adoro ficar perdido a kms de distância dentro da alma de quem amo... adoro acreditar que ela me sente e tenho tanta fé que a sinto mesmo e ela me sente a mim...sou louco por viver vertiginosamente perdido num mar de pétalas e de amor sedutor e detalhado... adoro sorrir quando me apercebo o quão apaixonado estou... vibro ao sentir-te, ouvir-te, ver-te depois da ausência...adoro ser o teu cavaleiro de armadura brilhante...ser o protagonista desta vida em Avalon e, fazer da nossa vida o teu conto de fadas onde tu és a princesa, a actriz principal...




Saí do serviço direito ao Saldanha, na paragem de autocarro apanho o Carlos da biblioteca que desespera pois não vem nenhum... acompanha-me e vamos falando das casas que tenho visto à venda e da vida dele desde que chegou a Lisboa comparando vidas e levando os seus sermões castiço de "no meu tempo...". De S. Bento ao Saldanha é num instante pois perdemo-nos na conversa, entre semáforos, o serviço e este ou aquele problema do país e claro o futebol, pois o campeonato está ao rubro e no final... ao chegar ao Atrium Saldanha, coloco o carro no estacionamento e vou com o meu colega até à paragem de autocarro onde falamos mais um pouco... não consigo parar de pensar no que seria se em vez do Carlos fosses tu... certamente o caminho seria outro... e estaria já derretido com a tua mão na minha e a caminho de algum lugar que teríamos acordado visitar, ou algum museu...mas vou tentando ser um actor de uma série qualquer...sério, dedicado, autónomo e confiante... e até o conseguiria ser caso ele não perguntasse por ti e quando é que estaria contigo... Não foi preciso responder... segundo ele o meu sorriso da historia que ele acabara de contar mesmo antes da pergunta, deu lugar a uma expressão de um misto de timidez e tristeza... mesmo assim tentei trocar... e colocando o orgulho à frente da dor da saudade... tento soltar uma frase coerente... “ Ela tem muito trabalho... esta semana será a última...e logo logo estará de volta”... ele como é mais velho percebeu que não estava à vontade e desviou a conversa e tratou de se aproximar da estrada para apanhar o autocarro que o levaria à estação de Entrecampos...


O autocarro parte e eu sinto-me de repente sozinho... o que é ridiculo uma vez que tantos anos vivi sozinho e já devia estar habituado, no entanto sentia-me oco...perdido sem ti...tão sozinho... e trato de voltar para o centro comercial para tratar da minha via-verde... as passadeiras cheias de gente onde me estaciono para tentar chegar ao meu destino...parecem ser vultos brancos que ignoro...o telemóvel vai recebendo SMS a convidar para jantar, mas estou tão perdido que nem noto...


Parado na passadeira os segundos de vermelho, dão-me para fugir numa eternidade íntima, escondo-me dentro de mim...sento-me dentro da minha cabeça a olhar para fora pelos meus olhos, e procuro-te em visões que vão aparecendo mais como desejo, e vou ganhando sonhos dentro de mim pois vejo o meu reflexo interior... e a minha mão começa a suar à procura da tua..., o meu estômago a virar-se e a encher-se de borboletas...e a tua cara a tua pele..pára-me o Mundo e eu peço a Deus para te abraçar mais uma vez...o sinal vira verde e não sei porquê, sem sentido sinto-me feliz, envergonhado, insano, apaixonado, saudoso...num misto de dor de peito...oiço-te brincar e espicaçar-me na minha mente "gajo bomm...mor... já te disse que te amo muito...mesmo muito muito? axim muitooo?" e a tua voz faz-me cego até à porta da loja...


Concentro-me a tratar do assunto, depois de parecer meio-surdo e autista nas respostas monossílabas que dei à rapariga da loja, de tão distante e aluado a pensar que surpresa te poderia fazer...saio em procura do que irei jantar...penso em responder aos SMS, mas não estou com apetite de saídas e respondo a pedir desculpa, mas que não iria dar... a minha solidão não era de pessoas ou amigos era tua... passo por uma loja de roupa para tentar me distrair no que tenho de comprar...estou perdido a transformar o casal do poster em nós...em trocar o beijo que a mulher emprega no pescoço do homem, por ti e mim...em tons de castanho e um cinzento brilhante, quando oiço em voz de troça alguem que fala em tom bem alto "tá apaixonado e perdido.... olha para ele tá aparvalhado a olhar para o poster...tão romantico...!" olho finalmente e vejo que era o Rodrigo que me chama de longe... enfim só o Rodrigo não era a patrulhinha como lhes chamo... um grupo de amigos do mais louco e divertido dos que tenho, lutadores numa sociedade que não os entende...


Rodrigo é um homem super divertido, inteligente e com um dom para as artes como poucos, trocara o emprego como director de uma grande loja de roupa para se juntar com o namorado também ele escultor e pintor como freelancers... O Daniel, o namorado é mais tímido, no entanto igualmente brilhante nas artes, saíra do Brasil para vir viver com o Rodrigo..o outro casal namorados, o Leandro um excelente professor, pintor e sei lá mais o quê...é um autentico dom de artista, simplesmente em tudo o que toca com as mãos transforma em arte, desde moveis às paredes da própria casa e claro o Rafael o namorado, um produto fino tirado da moda e da fotografia, também ele dotado de uma capacidade louca de calma, olhar de fotografo e um gosto invulgar mas excelente de moda... vinham contentes com as habituais amigas que os acompanham para tudo a Andreia e a Sílvia...e lá vinham imponentes face aos olhares das pessoas que lá estavam e que jamais os aceitarão...


Tento disfarçar num olá alegre e esconder de alguma maneira o meu delírio, mas não consigo... eles sabem o valor do amor, e como fazia pouco tempo que estivéramos os dois em casa deles reparam que estou a morrer de saudades...tentam me animar e querem me levar para jantar e sair... tento por tudo explicar que não estou com disposição de sair e que só quero ir para casa, mas é impossível com aquela patrulha... tratam de me arrastar para dentro de lojas a darem palpites de roupa e prendas para ti, jantamos por ali e depois arrastam-me até ao ateliê do Rodrigo e do Daniel para o visitar... ao chegar bebemos refrescos e eles vão descrevendo as lindas peças para a exposição deste ano... é um misto de figuras religiosas mas de aspecto divertido, bonecos, quadros e um infindável numero de coisas que só apetece encher uma casa com... Ao olhar para o ateliê lembro-me do Verão passado onde estivera a trabalhar com eles para a feira de artesanato a ter os meus primeiros passos na arte da escultura e onde passara tardes a comer e beber e a rir-me das loucas historias de todos...


Quando decidem ir para casa do Leandro, recebo uma chamada tua...quero falar contigo a todo o custo e a sós para estar à vontade... então peço ao Rodrigo para ficar no ateliê que depois o fecho e vou lá ter a casa...eles concordam e saem todos ficando apenas eu o pda e a tua voz...vou até às traseiras onde me sento a olhar o céu e a falar-te, a ouvir-te e a tentar esconder que estou triste por não estares comigo... não gosto de te entristecer quando estás longe...e quero que saibas que estarei ao teu lado e te apoiarei a todo o custo no que puder...mas que morro de saudades e de tristeza por não podermos viver todos os detalhes desta vida juntos...mas vou disfarçando pela maneira como me amas e derrentendo-me pela tua conversa de saudade,de desejo e amor por mim...

Passamos uma meia hora a rir e a tentar dispersar, a viver a doce loucura de viver a nossa paixão...dando tudo de nós e do nosso amor... e quando desligo... apesar de saber que tenho de esperar e entender... dói-me...dói-me demais. É doce a vida contigo junto...e saber que não te posso ter ali... trás uma tristeza tão grande que me sento e continuo a rodar o PDA e a ver a luz que tem o teu nome e numero de telefone e indica o tempo da chamada, apagar e passar à tua foto... ligo o PDA e meto a tocar baladas enquanto vou apreciando as peças do atelier...excelentes..cuidadas, detalhadas, parecem mostrar o que ia na alma na altura que foram feitas...vou até à bancada onde o gesso e a agua estão depositados... e no aumentar da musica, ganho coragem para uma loucura que me pode fazer perder amigos... mas eu quero libertar-me quero ter-te junto a mim... quero-te numa vida a dois, tanto... mas tanto... que esqueço-me e cometo uma loucura...

Envio um SMS ao Daniel a dizer que vou demorar só mais um pouco, tiro a t-shirt, coloco uns farrapos por cima das calças de ganga, lavo a cara e os braços...sento-me no banco de madeira e começo a preparar um bom pedaço de gesso, água entre outros... olho para a nossa foto no PDA e a musica vai me puxando... vou relembrando as milhares de imagens de te abraçar, beijar, percorrer, mimar numa só... encho o peito de ar..suspiro de saudade, coloco as mãos no gesso e deixo-me fechar os olhos ao som da melodia e começo a moldar-te com as mãos...




Quem me visse diria que parecia louco...com a cabeça a percorrer o corpo que moldava, parecia que te estava a acariciar, pois tal proximidade fazia lembrar um doce cheirar da tua pele, e de facto na minha mente estava a relembrar-te... as tuas covinhas que me derretem na tua face, os teus suaves olhos, a tua face perfeita e delineada levando sempre a minha boca e mãos para a tua boca, o teu nariz que só me apetece beijar pois faz-te fechar os olhos e sentir-me, o teu queixo que me perco a trincar, pescoço que me derrete, de ter uma pele tão suave e viva, os teus ombros onde não paro de ver as alças com que me espicaças, os teus braços de doce pele ciciante e de cheiro de mel...o teu peito onde me perco, aninho, vivo, abrigo..o teu umbigo que me liga a ti sempre que o vejo, as tuas ancas que me tocam e me prendem de paixão, volto a peça e continuo a moldar umas costas cm a centímetro, e um rabinho que me leva à loucura só de imagina-lo numa manhã em cuecas a percorrer o quarto, sempre a descrever a tua loucura... e de olhos fechados ia-te vendo abraçando a escultura e moldando-a, apenas sentindo a água espessa a percorrer-me a mão e a descair para cima da bancada e para os braços...sentir o gesso a tentar secar para não te sentir, mas não conseguindo, pois os meus movimentos são lentos e delineares, tão próximos à peça que sinto o meu respirar voltar para mim...




Pedido no tempo e em ti, acabo porque a música pára e mesmo antes de abrir os olhos, já me percebi que estaria atrasado...e que teria acabado de cometer um crime de certa forma, a massa de gesso seria para fazer peças para vender na exposição dentro de um mês e aquele gesso é caríssimo bem como raro...o PDA não para de tocar...abro os olhos e és tu em gesso...mesmo inacabado o teu corpo e face estão ali e vejo-te...atendo o telemóvel sem tirar os olhos da estátua e peço desculpa prometendo sair logo, logo...estão furiosos e começam a desconfiar que estarei a fazer mais do que falar contigo ao telemóvel...o Daniel vem aí para me buscar... em pânico... volto a olhar para a estátua e pouca ou nenhuma coragem tenho de a estragar, no entanto a buzina do carro lá fora alerta-me que poderei perder amigos à custa de tal loucura... coloco a estátua na banheira de solução para a amolecer, mas prometo-me a mim próprio que farei outra... peço-te desculpa e dirijo-me à porta para sair já com t-shirt e mãos encharcadas de agua as quais sacudo nas calças de ganga e sorriso no rosto deparo-me com o Daniel a entrar de rompão ateliê a dentro...




Antes que ele pudesse ver-te na estatua, dou-lhe uma palmada nas costas e digo “vamos então?!..olha tenho de te pedir uma coisa...hás de me deixar fazer uma estátua...a seguir a feira pode ser? ” e saio sorridente e aéreo por ter cometido tal insanidade, por me relembrar a mim próprio o quanto te amo... e numa promessa de fazer uma estatua mais perfeita de futuro, fico no entanto feliz por ser tão louco por ti e por tudo o que me fazes despertar dentro de mim...por de certa forma ter estado contigo e nos ter relembrado num sonho a 3d


Em casa outros amigos já se juntaram e passamos a noite entre a peça de Teatro do Rafael e do Leandro, das pinturas do Leandro e do Daniel, das esculturas do Rodrigo, das roupas que a Tati desenha, as fotos dos jardins em Sintra que a Sílvia trata e claro das aventuras e desventuras amorosas e profissionais da Andreia e claro como não podia de ser... entre os casais hetero e homo que lá estavam sobrava eu sozinho...pelo que um dos temas tinha e só podias ser tu... a minha Deusa, a minha luz e fonte de vida... mas como uma criança que comera um doce...aguentei...pois de certa forma teria descarregado alguma da minha dor...


Passamos o resto da noite a comer crepes até cada um ir para sua casa... quanto a mim... voltei a sonhar-te num duche de saudade e visões e a chamar-te no frio dos lençóis...contente apenas de mais uma noite ir passar e menos um dia ter de esperar por ti...feliz por o teu amor me fazer tão grande e tão louco...

Quinta-feira, Maio 10, 2007

Sonho Parte-II


‘Tento acordar... estou fraco...só consigo ver uma praia enublada ao longe, a madeira, o Sol, e a água que vai me encharcando partes do corpo... não sei onde estou só me sinto a arder...sem forças...sede...cheio de sede... sem vontade de viver...perdido algures num mar que me fustigou durante tempos....adormeço... febril... volto a acordar por segundos ao sentir algo diferente das farpas de madeira...é algo mais mole e no entanto mais estável...é areia..devo estar a sonhar ou então a caminho do Elísio...deitado algures numa praia, sinto-me a ser arrastado porque me doem os braços ao pegarem-me...no entanto só consigo ver-me a afastar da areia e não tenho forças para virar a cabeça e tentar identificar quem pega em mim...só consigo ver a areia a passar debaixo de mim enquanto continuo a sangrar gotas de sangue misturadas com gotas de mar...



Não sei quanto tempo passou... só sei que estou nos teus braços...sinto os teus peitos encostados à minha cabeça...vejo o antebraço...uma pele perfeita...quem será que me está a salvar?....não consigo ainda olhar para cima, olho um pouco para baixo e vejo que me estás a lavar o corpo com um pano húmido...e a tratar de feridas...mas volto a adormecer... não me aguento a febre é mais forte que eu... passa-se mais tempo e volto a abrir os olhos...sinto que estou sentado, encostado a uma palmeira...vejo luz...muita luz...um anjo a aproximar-se...é linda... de vestes em forma de top e saia brancas aproxima-se da luz e mal a consigo definir... o sorriso... eu consigo ver um lindo sorriso... e a voz... 'Olá!' uma doce e suave voz que me faz arrepiar... tento falar mas ainda não consigo... és linda! e de anjo passas a uma mulher que me segura novamente, me abraça e continua a tratar nos momentos em que me consigo manter acordado e vou vendo os dois braços a continuarem a tratar de mim...



Não sei quanto tempo passou mas parece-me que deverão ter sido dias...ao acordar reparo que estou nuns lençóis branquíssimos, estou nu... olho à volta...a cama de quatro mastros e de cortinas brancas abraçadas...dá lugar a uma linda casa de madeira no meio da floresta...não sei onde estou...mas estou perfeito...sem feridas, de barba feita e limpíssimo...

A casa está absurdamente arrumada e bem decorada para o que deveria ser uma humilde cabana... levanto-me enrolando o lençol à volta da minha cintura...não vejo a minha roupa em lado nenhum...retiro uma toalha branca que encontro e substituo o lençol... a casa é lindíssima...deverá ser do anjo que me salvou... olho em volta mas apenas os pássaros de mil cores que vão esvoaçando e pousando no alpendre parecem me querer falar... ando até à porta onde vejo um lindo labrador branco levantar-se de um sonho preguiçoso, me ladrar como se estivesse alegre mas ao mesmo tempo estupefacto por estar acordado e a desatar a correr por um caminho em frente a casa rumo a uma cascata que se avistava ao fundo...



Dei uma pequena volta e não encontrei ninguém...desci as escadas da entrada e caminhei na fofa terra preta em direcção à cascata apenas vestido com a toalha e ainda fascinado com o sol que trespassava as altas árvores e raiava entre verdes e amarelos toda a clareira em frente à casa mesmo antes do caminho...


Passando o caminho, chegara à cascata... do labrador não havia sinal... apenas aquela vida selvagem me continuava a criar o ambiente... a cascata era lindíssima, de parede de pedra cinzenta em forma de concha para a receber, a água caía de tal forma perfeitamente distribuida que fazia um repuxo principal para o centro do lago em baixo enquanto deixava uma cortina de branco cair logo para baixo... no meio o lago era perfeito, como se desenhado e arrumado por gigantes... as árvores em volta soltavam braças que mais pareciam querer beber da pura e límpida água, em todo o lago uma ou outra grande pedra junto à margem criava como que sofás onde se podia sentar, deitar e que criavam um toque perfeito...



Ao aproximar-me do lago conseguia ver peixes de mil cores a serpentear em danças perpendiculares à corrente... e a relva guiava-me até mesmo ao lago como se fosse plantada de propósito para nos convidar a mergulhar... baixo-me para beber um pouco de água... junto as mãos e bebo-a em pequenos goles... ao levantar a cabeça...reparo no labrador que está sentado em cima de uma rocha a olhar para a cascata... sigo o olhar dele e na cascata um vulto começa a desenhar-se... o meu peito de repente parece parar, o meu coração disparar e nem sei como está o resto do meu corpo pois apenas os meus olhos parecem ter alguma vida e mesmo assim controlada por algo que não eu... sais de debaixo da cascata...lindíssima... de corpo desnudado diriges-te até ao chuveiro de água e aproveitas para te deliciares enquanto lavas o cabelo...abaixas-te e entras na água num mergulho lento mas ao mesmo tempo tão perfeito que parece que nasceras ali...tento me mexer...fugir pois não sei como reagiras...da agua emerges e ficas de cabeça a olhar para mim... ignoras o facto de eu estar tapado e tu não... sorris... e eu não sei porque sinto-me nervoso...muito nervoso e parado de fascinado... começas a caminhar para mim enquanto vais saindo da agua... não sei porque haveria de me sentir mal em te estar a seguir a silhueta enquanto de desenhas ao saíres, ora afinal de contas eu estivera nu e foras tu que tratas de mim...mas de certa forma queria tentar respeitar-te sendo tu uma senhora...tens um corpo perfeito aos meus olhos... e no entanto não consigo apesar de tudo desvia-los do teu sorriso confiante e sensual ao mesmo tempo..apertas o cabelo lateralmente para lhe retirares toda a água...e começas a andar lentamente para mim... apenas me sinto a ficar cada vez mais imóvel e a aumentar quer o ritmo cardíaco quer a respiração...sinto que te conheço à anos...e no entanto sei que é a primeira vez que te vejo... chegas-te perto de mim... e apenas me abraças molhada e ficas a olhar para mim a cms dos meus olhos...a cms da minha boca... 'Relaxa e esquece o passado..não oiças as trevas meu amor...todos temos os nossos fantasmas e medos, e apesar de as vezes parecer ser impossivel passar a estrada da escuridão e da miséria...há sempre uma luz para te guiar e te proteger...tu apenas precisas de acreditar, de amar e de ver no espelho de cada um...os olhos...o que eles sentem por ti e apenas por ti...eu estou aqui em cada passagem que precisares de fazer...estou aqui para te trazer para fora por cada vez que entres na escuridão...estou aqui para te mostrar quão linda a vida pode ser..." e nisto o mundo pareceu parar...a vida congelar e eu náo consegui ouvir mais nada...só ver os olhos de mel olharem para a minha boca e depois para os meus... se aproximarem enquanto se iam fechando e o abraço descer enquanto se tornava mais forte... e enquanto a toalha me caía... uma pequena,doce e quente boca começava-me a beijar enquanto também os meus se fechavam e os meus braços automaticamente te abraçavam...



Os dois corpos tocaram-se e eu sinto o teu calor disparar o meu...os teus suaves seios tocam no meu peito e as tuas pernas afagam as minhas ficando sem qualquer sentido racional o meu corpo vai dançando nesta magia pura e sem comparação... agarras-me as duas mãos enquanto me beijas e começas a recuar e a levar-me para o lago... lentamente vamo-nos aproximando da cascata onde me voltas a puxar para longos beijos sobre uma água que nos envolve e no entanto não nos arrefece... perco-me durante um tempo sem conta em beijos e caricias sob a cascata até...pararmos a olhar um para o outro e nos abraçarmo-nos sem quase falar... afasto-te um pouco e coloco a minha mão direita na tua face, e automaticamente te recostas olhando-me com uma ternura sem comparação...'Obrigado por tudo...salvaste-me a vida...leste-me...e pegaste nesta alma ferida e abraçaste-a, trataste-a juntaste-a à tua e voltas-te a repartir o todo por nós os dois...Amo-te...amo-te até ao meu último suspiro de corpo e alma...' digo-te...e a minha fome pelo teu toque disparou... parecendo que me percebias...respondes...' também te amo meu amor.. ' e os deuses disparam o teu amor...para mim e beijamo-nos outra vez...intensamente...até me levares pelo caminho fora...atravessando a sala e parando apenas na branca cama, mas agora de cortinas já a fecharem-na e a envolverem-nos num mundo de branco e de pele...



Perdido no teu olhar e rendido ao teu toque...unimo-nos de tal maneira que és ceu, mar, terra, luar, luz, cor e magia dentro de mim...atravessas-me em beijos, toques e carícias que te vou respondendo da mesma maneira e vamo-nos perdendo em loucura, paixão e amor indescritíveis...

No final só te vejo de cabeça no meu peito, de perna cruzada sobre as minhas e mão a acariciar-me todo o corpo...e volto a confirmar... que és tu... o meu anjo, a minha alma gemea, a minha siamesa e faço-te juras de eternidade e de quebras de limites de tempo..."


Acabo de te contar o sonho... e só respondes... "oh mor... " a tua voz..denota que choras de alegria... e eu pareço explodir de vontade de te propor já ali... naquele dia...mas não... tenho de me aguentar...ligo o carro...arranco da Caparica rumo a casa... à chegada estás no carro em frente à mesma...saio do carro e vens a correr de lágrimas nos olhos... abraço-te levantando-te e beijando-te ao mesmo tempo... e repetimos os dois 'amo-te amo-te amo-te' cruzados e no meio de beijos...

entramos para dentro de casa e passámos horas aninhados em frente à tv e a sonhar com o futuro mas sobretudo a apreciar o momento e a proximidade e a agradecer por estarmos ali...finalmente juntos...depois de tudo o que sofremos...e eu vou continuamente pensando... como e quando te vou propor...



PS: Este sonho é sinceramente uma boa imagem daquilo que sinto... o amor verdadeiro e genuíno de uma mulher cujos caminhos se cruzaram comigo e que me faz acreditar todos os dias que o amor verdadeiro e genuíno existe e que eu posso amar como homem que sou...que somos um agora e para sempre, que a batida é a mesma a alma é a mesma...

obrigada por tudo amor... tudo o que possa escrever, dizer ou fazer jamais conseguirá mostrar ao mundo o quanto te amo...

amo-te amo-te amo-te

O Sonho Parte-I



No carro, estou no trânsito, bem por baixo do aqueduto, o Sol da tarde tenta acariciar-me mas recuso-me a ser tocado sem ser por ti...troco a estação de rádio continuamente porque não consigo parar de sentir tanta saudade… lembro-me os tempos de outrora em que vagueava sem ti por estas estradas…. tudo era diferente… cinzento…sonhos esquecidos e valores que tinha posto em causa até ao dia do inicio da nossa revolução a dois… até ao dia em que nos lemos…

Minutos depois estou a passar a ponte, olho entre os cabos grossíssimos vermelhos de aço da ponte, avisto o Cristo Rei à esquerda, calmo e indiferente à loucura do transito apenas cumprindo o seu papel e presenteando Lisboa com um enorme abraço, começo finalmente a sorrir pois relembro a primeira vez que me disseste que querias ir lá...num flash a música, a ponte, os pequenos brancos das mini-ondas do rio, os veleiros, os iates e o próprio fluir do trânsito, fazem-me sentir uma saudade diferente… deixo aquela dor de ausência para uma mais calma e nostálgica...são 23:00h a nossa hora… e é como se me estivesses a acalmar… então o nosso elo liga-se e sei que neste momento o que sinto também tu estás a sentir...e sei que quando estou assim a sonhar, também tu sonhas... e começo a sorrir, longe de qualquer pensamento negro agora, vou rodando a aliança de namoro na mão direita, não consigo ver mas vou lendo o teu nome que está inscrito por dentro e vou-me lembrando o amor e emprenho que empregámos na compra delas… o mesmo valor e empenho que vamos dando a tudo o que fazemos… O vermelho dos faróis do carro da frente vai-me afastando por segundos de ti e sei que hoje te vais demorar pois tiveste de ir a casa dos teus pais pelo que este interromper, acaba por me aborrecer… logo à saída decido ocupar o tempo…não quero ir para casa já… vou me sentir demasiado só sem ti lá…corto para a praia e sigo com uma vontade enorme de parar e sonhar um pouco para que o tempo passe depressa…

Na longa recta entre Almada e a Caparica, enquanto conduzo vou-me lembrando do sonho bom que tem sido estar contigo, no feliz e sortudo que sou em ter alguém como tu...na pessoa incrível e extraordinária que te mostraste ser… no genuíno e verdadeiro amor que realmente sentimos um pelo outro…

Encosto na Caparica e deixo-me estar entre o Sol que começa a tentar se esconder, os desportistas, as vendedoras, o mar e os cafés…ia para sair…mas não…em vez disso recosto-me no banco e vou continuando a rever em episódios este nosso namoro lindo e começo a sorrir cada vez mais...’Pois é...não tarda nada tens de fazer o que tens de fazer… tens de a propor… só isso faz sentido… a casar com a mulher da tua vida...afinal ela existe e está contigo... e comprova-o todos os dias...sim sim...tu terás o que sempre sonhaste…um amor como o dos teus pais, incrível um amor como o dos pais dela... e poderás preencher mais um lindo e grande capítulo deste romance que não mais termina….’ E vou magicando cada detalhe do que penso ser a melhor maneira de propor…

Entre o calor e a sofagem do carro que não me consegue arrefecer...adormeço pensado no quão a minha vida mudou… no quão importante para os dois foi termo-nos cruzado e no quanto perdido estava antes de te conhecer... antes de ter o teu amor…

Acordo minutos depois com o teu telefonema…vens a caminho… começas-me a derreter com o teu jeito de dizeres que estás com saudades e perguntas-me o que faço... ainda ensonado, explico-te no que pensara antes do sonho…e acabo por te contar o sonho, pois não deixas que o conte depois…ehehe e começo a explicar-te que no sonho… essa salvação de te ter encontrado é trespassada para uma fantasia ….

Terça-feira, Maio 08, 2007

Mundos de Mulher



Já não é novidade para ninguém que não se consegue nem se deve tentar perceber uma Mulher... elas são universo e grão de areia, são vontade, amor,paixão ,humildade e nobreza sem espaço definido...mas não é para perceber... nunca foi...
O meu espaço como homem, é apenas lapidar o diamante, com pequenos cortes e ajustes, mas nunca lhe tocar com força a mais, nunca o polir sem ser com amor, porque ele é frágil e pode rachar, é deixá-lo rodar e ganhar brilho....

Ser amado por uma mulher é isso mesmo... deixar-se ser amado... é deixa-la sonhar, viver, sentir , e deixa-la navegar, num nosso mar de amor, é deixa-la crescer ganhar cor e ser flor eterna...e aí quando ela sentir que já pode com o mundo que pode navegar todas as marés, ela vai-se acalmar, vai-se voltar e lá bem dentro dos olhos dela ela mostrar-te-á os filhos ainda não nascidos e o amor em gema e quando nos apercebemos....estamos nos braços do ser mais poderoso deste universo...que não precisa de qualquer força física para nos proteger e tornar frageis.... e nesse sentimento quando se sente o calor, a paixão, a dedicação e o amor em cada pequeno gesto...aí então sabemos que temos o nosso diamante...fonte de vida e razão de viver do homem amado

Fui treinar a correr com o Putchi até às salinas...o por-do-sol não é o mesmo sem ti, e o putchi parece que sabe...nem me atrevi a perguntar-lhe pela dona, pois odeio vê-lo ainda mais triste, corremos um bom pedaço, paralelamente ao dia que se ia escondendo por detrás das ventoinhas das centrais eolicas....oiço-me a respirar e nem as loucuras do putchi que não para de inventar aos zig-zags e a tentar perseguir tudo o que lhe possa parecer um gato, me fazem rir... estou a correr mas estou a pensar constantemente em ti...

Passo por pessoas que passáramos no último passeio que ali deramos, estavas linda como sempre, falámos de tudo e aquela passadeira que agora percorro em poucos minutos parecia ter intermináveis doces kilometros contigo...cumprimentávamos toda a gente e continuavamos a sonhar em cada passo, susurravamos promessas de amor intimas, ou comentavamos quem passava enquanto nos perdíamos no toque das mãos dadas ou nos beijos que íamos roubando um ao outro, e os raios de sol que passavam entre as àrvores , o mesmo por-do-sol que deveria estar enquanto corria, criava focos, como velas que nos iam iluminando o caminho e nos iam traçando focos de luz laranja, castanha e amarelada apenas para realçar os nossos sonhos...

Paro junto à nova estação rodoviária, e sento-me na orla branca do edifício, enquanto aprecio o resto do por-do –sol, o Putchi aproveita para brincar no pequeno arvoredo junto à rede que separa o parque das habitações e da escola lá em baixo... e vens como a aurora após a noite e iluminas-me esta saudade como o Sol irrompe pelas montanhas e vejo-te ali... a beijar-me...a tocar-me.... a falar-me... e o meu coração volta a gritar que te ama e te quer aqui já...
Continuo a correr até tua casa... deixo o Putchi e sigo para nossa casa...entro e ainda nem dei dois passos e já te vejo a correr da sala, não dizes nada, só sorris e saltas para o meu colo ignorando o quanto possa estar suado...dou um passo atrás e agarro-te enquanto tento sorrir e beijar-te ao mesmo tempo... entre beijos e cumprimentos explico-te que acabo de correr, mas ignoras pois as saudades são muitas... continuo contigo ao colo e saímos porta fora... não está muita luz, mas também não está frio...alcanço as luzes do pátio traseiro deito-te lentamente junto À beirada da piscina e ficamos sobre as luzes irrequietas do reflexo sobre a àgua e ficamos ali a beijarmo-nos como se tivéssemos começado o namoro mesmo ali... levantamo-nos e num deambular sem nos largarmos vamo-nos esquecendo do mundo por completo...o luar vai chegando e com ele partindo as roupas em lentos mas fortes movimentos de desejo... e entre montanhas e muros, vamos entrando em casa rumo à banheira...
Indefinido tempo depois...estou-te a passar creme hidratante em todo o corpo enquanto te vais derretendo na cama...perco-me em cada milímetro do teu corpo enquanto me vais contando o dia,sonhos, desejos e vontades...no final de cada paragrafo de pensamentos, o costume...a vontade de mulher, o desejo de princesa...uma pergunta...sempre uma pergunta “fazemos mor?!” ou “vamos mor?” ou um “não é mor?” sem faltar o “ vamos lá mor?” e claro...a resposta de um homem perdido e cego de um amor tão puro e perfeito vem com uma resposta o mais elaborada possível de adjectivos e mimos, apenas para confirmar...


Deito-me ao teu lado e lembro-me das saudades que sentira horas atrás, da loucura compensatória de há poucos minutos e delicio-me na felicidade de te ter ali e agora...no meu peito de mão dada à minha e perna cruzada como só tu sabes...

Quarta-feira, Maio 02, 2007

Saudade de amor...nao é saudade como as outras



Saudade, sentir saudade pode-se sentir de um amigo, mas sentir falta, sentir uma saudade de amor, é algo diferente, implica sempre carência, uma certa dor, introspecção, e uma vontade louca de estar com essa pessoa... é uma saudade que não se partilha, mas que se sente...é nessa altura que sabemos tão bem que amamos, e quão importante é aquela pessoa que nos completa, é nessas alturas que nos tornamos poetas e heróis de uma epopeia, que cometemos todas as loucuras de e por amor... é nessa altura que compreendemos que os nossos olhos perdem brilho a cada segundo que não vêem os seus pares... saudade de amor...é aquela em que dizemos que não nos importa como, nem o que se tenha de fazer... só queremos estar junto...perto... e já... porque cada segundo é demais... não importa como só importa que a pessoa volte depressa, porque precisamos dela, tanto, tanto, tanto...que rescrevemos amor e paixão em cada suspiro...

Acordei durante a noite, mas desta vez não estava suado... finalmente a febre dos últimos dias acabara de passar... era apenas um mau jeito...voltei-me e a luz da manhã bateu directamente na foto do meu pai que está sobre a mesinha de cabeceira...e ele olha directamente para mim...sorrio para que tanto ele como a minha mãe saibam que estou bem e que o pior já passou... fico mais um segundo a pensar que devo colocar sem falta uma foto dos dois...mas ainda não consigo admitir que perdi a minha mãe...a dor ainda está presa e não a quero deixar sair, pois ainda é cedo...pisco-lhe o olho e volto-me de barriga para baixo, abraçando o máximo que posso a cama, solto um grande suspiro e olho poucos centímetros à minha frente... não estás lá... e volto a respirar bem forte...custa sempre...tento adormecer e acabo por conseguir, pelo menos até poucos minutos das 10 da manhã, é sempre assim, é genético, quando não estou doente consigo acordar a um ou dois minutos antes da hora que preciso, mesmo a tempo de desligar todos os despertadores antes que me aborreçam... espreguiço-me o máximo que consigo, e rio-me sozinho por o poder fazer a vontade sem estar preocupado com a educação, deslizo para fora da cama e para dentro dos chinelos... com o comando ligo a aparelhagem e o pequeno lcd da cozinha para ir passando as noticias e eu poder ir vendo os títulos, dou de comer à Bianca e vou até à casa de banho para me aprontar... um banho rápido e uma barba feita à pressa sem grandes perfeições... sim porque enquanto estás fora sou um desleixado na barba, contigo tenho de a ter sempre feita, pois senão deixo-te toda vermelha com o mais pequeno beijo, lavo o lavatório e sorrio de tanta barba, nota-se logo quando estás fora... vou até a cozinha tenho toda a roupa encharcada de tê-la lavado toda após a febre, passo-a a ferro na tentativa de a secar... os minutos vão correndo e enquanto vou tentando me despachar a nossa música começa a tocar... ‘all over again’ e eu lembro-me de dizeres que foi a primeira que tocou no autocarro... sem dúvida que somos siameses, sem dúvida que escrevemos a mais bela história de amor... canto-a descontraído pois estou sozinho e deixo-me levar neste sonho lindo que é amar-te... olho para o portátil...tenho de te falar..de te ouvir..qualquer coisa...mas não tenho mesmo tempo ...envio-te um sms a dar bom dia e a explicar o porquê da pressa...

Pego no aftershave, nas chaves do carro, numa barra energética, enfio os telemóveis e o portátil na mochila e saio a pressa... no carro vou acabando por por o aftershave, o perfume, comendo a barra e colocando tudo a jeito... o meu irmão já deve estar a chegar vindo do fim-de-semana surpresa que a minha cunhada lhe preparou e eu estou mesmo a tempo... paro na bomba de gasolina para por apenas 10€ sim....porque depois atesto o depósito no Fórum Montijo lá é mais barata...

Chego ao Fórum sem chamadas dele..aproveito para ligar à tua mãe que tem sido como minha de tão preocupada e de me tratar tão bem estes dias em que tenho estado doente, e desde que tens estado fora... mas ela não atende... envio um sms a descansar a Maria a mãe do PC... e volto a enviar-te um pois não consigo aguentar tanto tempo sem te falar sem ter uma resposta tua... o telemóvel toca... é a minha cunhada... eles estão na entrada...saio do carro e vou até lá...a Sofia a minha sobrinha vem a correr a mais de 100 metros... um sorriso rasgado...uma alegria que só a família pode explicar... e por momentos a minha tristeza passa por um momento menos mau, varrida por tamanha alegria e amor de uma criança que tem o meu sangue... e aquele pequeno abraço e simbólico beijo, enche-me de força e de vontade para o futuro e faz-me lembrar que há vida para alem da morte e sorrio...um sorriso que diz tudo e o meu irmão parece percebe-lo pois cumprimenta-me com um aperto e um abraço bem forte...’Tás bom murcão?!’ é tudo o que me diz como se entendesse perfeitamente o que se tinha passado...’Tou fixe e voces?! Então o meu Sporting...tsts uma vergonha... o teu Porto la se vai safando...’ e continuamos com a Sofia sempre agarrada a mim metro a metro, com uma mão e com outra a segurar o meu PDA prontinha para começar a descarregar a bateria em todos os jogos que lá possa encontrar.

Entramos, e reparo que nem estou a prestar atenção a ninguém... perdido entre ti e a minha família... a Cristina decide ir ver umas lojas enquanto eu e o Paulo nos perdemos nos projectos da semana que passou e desta semana e enquanto ele me mostra as fotos das mini-ferias e eu vou tirando ideias para nos dois...’Olha esta! Aqui estava o gnu azul...’ ‘e esta...’ ele ia falando e eu ia vivendo dois mundos... o que via e o que nos imaginava ali....e assim foi enquanto demos uma pequena volta ao centro comercial, mesmo antes de almoçarmos...ao fundo havia um repuxo , era um repuxo simples, apenas assíncrono na emissão de agua no entanto foi o suficiente misturado com a saudade para me fazer lembrar de ti.... sorri pois só me lembrava da noite louca em que decidimos ir ver bailado à EXPO....

Ficámos até tarde ...tão tarde que acabámos por passear no Parque Expo na esperança de vermos o nascer do Sol... eu de fato, tu de vestido...bêbados de sono, vimos o tímido Sol nascer enquanto nos íamos beijando e falando de quão fantástico tinha sido o espectáculo...de volta ao carro caminhámos a tentar jogar à macaca com o passeio...era ridículo fazê-lo de pois estávamos vestidos a rigor ...mas pior..pior foi o que se seguiu...quase que me querias matar.... ainda me lembro como se fosse hoje... disse-te que te queria contar um segredo e arrastei-te até bem perto dos repuxos de água e comecei por te molhar um pouco de salpico... fizeste um ar sério e de quem não ia gostar de estar molhada ‘ Pára! Não estas a ver que nos podemos constipar’ dizias enquanto de rias.. mas como sabia que não irias resistir a uma grande loucura agarrei-te ao colo enquanto gritavas e levei-te bem para debaixo dos repuxos num pequeno salto onde ficámos os dois bem debaixo...e o que começou com um grito a meias de agua fria pelo corpo abaixo, com palmadas de irritada por estar presa...acabou abafado no primeiro de longos beijos e num grande abraço a que se seguiriam muitos debaixo dos mesmos.....a agua tornava tudo tão louco...os beijos tão sôfregos que fomos obrigados a sair mesmo assim.... apenas vistos por um ou outro corredor madrugador que ficava a olhar para nós...encharcados...acabámos ir directos para o carro e do carro para casa onde nos enfiámos num banho quente de imediato e continuámos o que os beijos apenas tinham prenunciado...

Subi as escadas rolantes e parámos no restaurante chinês que o meu irmão tanto queria ir... o telemóvel tocou...era a tua mãe... a muito custo lá a consegui convencer de que estaria a 100% e que iria ao médico mesmo assim... depois.... depois veio logo uma mensagem tua... expressas o que sinto e cá dentro pareço uma criança à espera do Natal em Novembro...louco louco louco que o tempo passe o mais depressa possível...

Acabamos de almoçar e eles seguem para Norte...eu...eu dou a volta e meto-me a caminho de casa para me ligar à net e ver se te vejo, se te oiço...se te sinto.... no caminho o rádio vai tocando músicas que não vou aguentando pois estou perdido em tanta saudade....desligo-o e fico apenas a ouvir o barulho do motor do carro, a chuva que entretanto começara e o vento que vai fazendo...nada mais...e de repente começo-me a sentir mais intimo comigo mesmo... o cinzento do céu de nuvens cinzentas e negras vai escondendo este Sol de Primavera que parece me entender...parece que sabe que também eu sei que é Primavera e que devia estar mais feliz... mas não consigo...preciso de ti para ver o mundo da nossa maneira...preciso do teu sorriso em cada vista linda, preciso da tua mão...oh a tua mão... olho para o banco do acompanhante e mesmo não estando lá estás...ainda estendo a mão e toco no tecido...mas confrontado com a realidade que estava vazio e que não estaria lá a mão que nunca larga a minha... coloco a mão na alavanca de velocidades...para estar distraída, mesmo assim sinto o frio do topo da mão, faz-me falta a tua mão que a tapa, a acaricia, aquece, e que tantos kms fez junta... tento me concentrar... ultrapasso o único carro que encontro na auto-estrada... mas logo a seguir... não consigo parar de pensar onde estarás e tento sentir-te... o silêncio do vento que abrandara..faz com que de certa forma te sinta... pois o meu coração bate com mais força, a minha respiração fica mais lenta...a mão menos fria por um momento... e o Sol como que sabendo irrompe de entre duas nuvens... e rasga a estrada o meu carro e os campos com uma luz que só pode querer dizer algo... e então...penso...que se tiver de esperar toda a minha vida por ti... então que o seja... se tiver de sofrer cada segundo na ânsia do teu calor...na procura do teu toque, na vontade do teu amor... então que seja...porque eu para sempre te amarei e para sempre serei teu... e por cada momento contigo um século é pouco... cada memória de nós dois a sós é um dobrão de ouro na mais preciosa arca que eu possa ter ... algo que não nos podem tirar e que valeu cada ano de espera... olho novamente para o banco e não consigo ver o banco...só a ti... a sorrir... e a inclinares-te para me dares um beijo na face para que não me distraia a conduzir... continuo a conduzir até casa com uma sensação de calma invulgar...

Chegado a casa ligo-me a net e pouco tempo depois estás me a dizer olá...Dizes que estiveras a ver um filme e a ver se aparecia... e eu só me lembrava de não ter passado um segundo em que não pensasse em ti...passamos o tempo a jogar jogos e a conversar para estarmos de certa forma a partilhar algo e para que o tempo passe mais depressa mas sempre juntos...ligamos a webcam e perco-me nos teus gestos...no teu olhar... ainda estou a tentar descrever a tua beleza na minha cabeça e já tu me derretes com elogios e frases de amor e saudade... como se isso não bastasse de sofrimento bom fazes os gestos e olhares tão nossos que acabo por ficar perdido de tanta saudade e sem jeito na fala...acabas por pedir para ouvir a minha voz...tentamos umas vezes mas parece que a net não quer ajudar e começa a ir abaixo... não hesitas e ligas-me para o telemóvel...é caríssimo mas queres ouvir a minha voz da mesma forma que anseio ouvir a tua e... então num ‘olá mor!’ perco as forças e deixo-me sentar mesmo onde estava....encosto as costas ao balcão da cozinha e sentado no chão..encosto-me ao telemóvel e deixo-me perder no teu amor...não perdoas...da melhor maneira que Deus criou a Mulher...falas-me de uma maneira tão doce, tão sentida, tão amorosa, tão tua.. que começo a flutuar nas tuas declarações de saudades, amor e sonhos de futuro e não consigo me imaginar numa vida sem o teu amor... mesmo o para sempre que é nosso parece tão pouco...que parece que só me apetece agarrar ao telemóvel e rezar para que não tenha de desligar até ao dia em que voltas... falamos muito tempo...não sei quanto mas muito... pouco para mim, para nós...mas tens de dormir e apenas dizes ‘ olha mor...’ e eu já sei.. o meu estômago aperta-se tens de ir... respondo-te logo que já sei... e passamos mais minutos só a tentar despedir... desligamos... e fico de braços cruzados sobre os joelhos encolhidos a pensar no quanto te amo e no quanto queremos que o tempo passe depressa para estarmos juntos... levanto-me mais feliz por te ter falado... já é noite... já é menos um dia... e eu já ouvira a tua voz... e como sempre cada vez que me amas da maneira que amas ,falas e dizes as coisas que dizes eu fico como sem ar... não resisto... o meu coração volta a bater de uma maneira que só vou disfarçando com música...

Tão perdido neste teu amor... vou tentando pensar que também eu devia ir dormir...descansar para que possa recuperar de vez desta gripe... respondo ao sms do PC que pergunta como estou...acabo por arrumar tudo e enfio-me na cama...

Sexta-feira, Abril 27, 2007

Love is...


Qual é o verdadeiro valor da palavra amor? Porque é que amar é tão importante? Penso tão diferente das correntes ‘modernas’ ...se pensasse o que faz do amor o Amor!? Porque temos ciúmes, choramos, sentimos arrancar-nos o coração só de pensar perder aquela pessoa?! Penso outra vez... Porque é que Romeu e Julieta são tão diferentes , porque é que uma mulher não é igual a outra, porque é que um casal não é igual a outro...porque é que apenas uma vez na vida pude dizer que me o Destino me cruzou com a minha siamesa, com quem amo, louca e perdida mente?!

No meu ponto de vista...é a..... dedicação inequívoca, a exclusividade de certos sentimentos e aspectos, a escolha daquela pessoa apenas e só para partilhar a nossa vida... é por isso que o amor verdadeiro é tão diferente... é por isso que apenas no amor verdadeiro a palavra AMO-TE conta... porque é um AMO –TE um Te de a TI e mais ninguém, nem pouco nem muito, apenas a ti...não acredito em 2 amores, partilhas ou divisões... o sentimento genuíno é poderoso e molda coração, vida vontade...amor genuíno faz-nos sonhar 24h, torna-nos loucos, insanos, alegres, vivos, faz-nos querer voar, saltar, ser fortes e fracos ao mesmo tempo... Para mim...o meu Amor é oferecido apenas e só aquela pessoa que me completa,para o resto do mundo...ofereço carinho, compaixão... mas guardo o melhor de mim para ela... é isso que no meu ponto de vista faz do amor verdadeiro diferente dos outros...o saber-se e sentir-se que podem vir todas as tentações do mundo que não cedo um milimetro e faço ver às ‘ameaças’ a forma como amo e como defendo a minha Rainha...

Noutros casos claro que pode haver paixão, a carência, a troca física, a atracção, a vontade animal, o conforto mas isso não é amor e todos nós sabemos como isso só empata e corrói e nada trás de bom...claro que no mundo actual o romântico antigo, aquele como os autistas o entendem... parece estar a ficar rarefeito...um autista quando ama tem de ficar ‘afogado ‘ no amor da cara-metade, de tal maneira que nada na liberdade de ser amado, tem de respirar uma confiança, dedicação e orgulho no que partilha e exaltá-la ao mundo, mostrar que aquele amor faz dele inquebrável e diferente de tudo...porque se não seriamos como qualquer animal...mesmo assim quando pendo nisto....lembro-me que a melhor definição de Amor para mim agora é até bem simples....Amor é ...Ela... “a tal” e eu estou com ela... a minha Deusa...a minha Rainha...a minha Siamesa...eh eh enfim tudo o que há de bom em mim...

Acordas de manhã, estás no carro junto à praia, ontem estivéramos até tarde na discoteca e a beber e optámos por vestir os fatos de banho e andar pela praia mesmo de madrugada e acabámos por adormecer por ali...viras-te para trás para pegar no casaco e vês a rosa cor de laranja no banco detrás...sorris pois sabes que a escondera e a deixara de propósito para ti, tal como faço todas as semanas...uma flor diferente ou uma surpresa....aprecia-la, cheira-la e deixa-la no banco como se estivesse a descansar...sais de casaco sobre os ombros...a praia está deserta...mesmo sem se saber parece que deverá estar todo o mundo a dormir...o vento penteia-te e faz-te sair pequenas lágrimas dos olhos, cruzas os braços como se estivesse frio, mas nem está... deixas as botas no carro e vens descalça até à cerca de madeira que dá vista para a praia... eu estou a olhar la cima... vestira a camisola branca que comprara no Senegal e as minhas calças de linho branco... descalço pareço distante...abraças-me beijando-me o pescoço... “ Bom Dia amor...como tá o meu menino?!” perguntas enquanto inspiras fortemente e me abraças num misto de carinho e espreguiçar.... demoro a responder...quando volto a cara estou de olhos avermelhados de estar a chorar, mas não estou triste, nem serio, apenas distante... “Bom Dia amor...estou bem... “, “mor?!... que foi?!” perguntas, “ Tenho saudades amor... sinto tanto a falta deles... há tanta coisa boa e linda que queria partilhar com eles...” e calo-me porque a voz trai-me e o peito aperta...agarro-te as mãos com muito mais força, “ eles estão contigo amor... lá em cima, à tua volta, dentro de ti e especialmente aqui” e o teu indicativo pressiona levemente o meu coração... não me aguento e volto a chorar enquanto sinto o vento a limpar-me as lágrimas... odeio que me vejas assim pelo que me mantenho a olhar o mar....mas não de deixas...com a mão fazes-me virar a cara e estas tu também a chorar... mas sorrindo para que me sinta seguro... beijas-me um beijo de conforto, intenso, forte, calorento e especialmente energisante e calmante ao mesmo tempo... abraças-me pela frente encostando a tua cabeça ao meu peito...baixo a cabeça enquanto te abraço e só vejo o saiádo de praia que vai oscilando,... levanto-te e coloco-te ao meu colo...” Amo-te Amo-te Amo-te” e beijo-te outra vez... começando a sorrir...” bem amor... vamos tenho uma surpresa para ti e estamos atrasados...”...”já vi! A Rosa!” respondes...”não amor...outra...”

Seguimos em direcção a casa dos meus pais...arrumamos tudo e vamos direitos à auto-estrada...pensas que vamos para Lisboa, mas a surpresa começa a revelar-se ao veres que corto para Sintra...”Sintra mor?!” perguntas a rir... “é essa a surpresa?!” continuas “não revelo surpresas” respondo-te em tom autoritário... rindo-me...” Ai não?! De certeza?!” e começas a acariciar-me e beijar-me para que não resista e te conte...”Posso acusa-la de assedio sexual... nada me fará falar..fui treinado para estas situações de guerra e torturas...”, “ Ah é?! Isso é o que vamos ver..” continuas com algo mais picante e claro que acabo por me rir e ceder....”pronto eu falo eu falo... batoteira...” queixo-me... “quem eu?! Nã....xou uma rapariga tão inocente....” “ Sim vamos a Sintra...mas deixa-me fazer-te a surpresa ok?!”...

À chegada encosto o carro junto ao Hotel, saímos e digo-te para irmos buscar um mapa que há sempre nos hotéis...mas à entrada vês que os teus pais já lá estão a falar com os meus irmãos e com a família do PC... sorris... e quando pensas que está tudo ali... o Paulo, a Sandra, e a espanhola Cláudia e o agora marido Roberto a quem assistimos ao casamento no inicio do Verão aparecem-te de rompão...nem queres acreditar...está ali toda a gente! , Saltas de alegria e saímos todos... cá fora alugamos uns luxuosos coches e damos a volta à serra...passamos pelo Castelo dos Mouros e exploramos o Palácio da Pena, em seguida vamos até ao restaurante que fica pouco acima do centro e que é dentro de uma requintada quinta... o ar monárquico fascina-nos e temos um requintado almoço... da parte da tarde continuamos a ver a linda vila e as suas paisagens deslumbrantes...explorando cada canto ... ao final do dia...todos têm de partir... e eu chego mesmo a fazer-te crer que vamos seguir para nossa casa, ligando o carro...mas apenas o ligo para te levar por outro caminho até a um outro parque...um outro jardim... um outro restaurante para jantarmos...agora com o cair do dia a iluminação é outra... “mor... não tenho roupa para isto...” respondes apesar de entusiasmada...” disparate...tens tens so tens de te trocar...” e encosto o carro tirando da mala do carro o meu fato que compráramos entretanto e o teu vestido vermelho de gala e o teu colar que compraras em tempos e os sapatos...nada como combinar tudo com os teus pais..., nem queres acreditar... Levo-te até ao Hotel de volta...”vá anda temos o quarto 531 para nós, vais subir...trocar-te, ficar deslumbrante e vamos então até ao restaurante...demora-te...mas não te demores...” digo-te enquanto soltas um grito de alegria... e sais toda entusiasmada... claro que visto-me praticamente em 1/4 do tempo que te vestes e tenho de fazer tempo..mas a imagem de te ver assim compensa...

Saímos e vamos até ao restaurante... passamos o jantar inteiro a sonhar e a planear como fazemos sempre... de volta ao hotel, aproveitamos o quarto o melhor que pudemos e acabo contigo deitada sobre mim de cabeça e braço no meu peito e perfeitamente deliciada com o dia e completamente cansada e preguiçosa... delicio-me com esta nossa página deste nosso romance e acabo por adormecer primeiro que tu... cansado mas contente...por ter tido mais um dia ao teu lado e com o teu amor...

Terça-feira, Abril 24, 2007

O Putchi



As palavras... são de facto como pétalas com que se enche uma cama e se deita a pessoa amada, as palavras como que têm cheiro, textura, e efeito,mas só são perfeitas se o corpo e a alma forem um lençol de seda que as envolva e que faz de toda essa beleza verdadeira...
São os olhares num por-do-sol, numa cama de manhã ou bem à noitinha antes de adormecer que dizem tudo... são as carícias na face, o afagar do cabelo, os 'cafonés' , as carícias na mão...ou o simples mas genuíno querer estar sempre de mão dada e junto um ao outro... esse é o lençol perfeito para envolver o amor... depois...bem depois é manter o 'quarto' arrumado e as palavras ganharão sempre direito a serem flor...


Fomos a correr para irmos ao planetário...entrámos no carro e poucos minutos tínhamos...mas dava tempo...ainda dava...entro e meto a chave à ignição...olho para ti enquanto arrumas a mala e tiras uma pastilha de canela...olhas para mim e páras por segundos...
deixamo-nos hipnotizar pelo olhar...coras, sorris e perguntas o que foi..."não sei... estava a pensar no quanto te amo.. só isso...", voltas a corar e expressas..."Tão lindo o meu menino!... também te amo muito mor.." e beijas-me mesmo ali no parque de estacionamento.
Seguimos até Belém e conseguimos chegar à hora da sessão, mas já não dava...num país onde raramente se é pontual, naquele dia os deuses queriam que fossemos a outro sítio...escolhes ir ver o museu do mar ali mesmo ao pé, entramos e devoramos todos os detalhes possíveis e imaginários de cada quadro e peça em exposição. Enquanto me deliciava com o teu entusiasmo e conhecimento tão aprofundado de história, ia apreciando as carícias que me fazias na minha mão que nunca se separa da tua... e pensando uma versão pessoal de uma uma musica conhecida " Take my hand, take my hole life too, for I, I can't help keeping falling in love with you" e se isso já não fosse o suficiente para me perder no teu sorriso e para irresistivelmente me ir libertando em mimos, pequenos beijos,abraços e caricias tu ajudas espicaçando-me com apalpões e todo o género de sexappeal...


Aproveitamos para visitar o próprio Mosteiro dos Jerónimos, voltas a ser uma delícia explicando-me detalhes e histórias que nem imaginava, e acabo envergonhado por não saber, mas orgulhoso pelo teu conhecimento...
Voltamos a devorar cm a cm, detalhe a detalhe e à saída perdemos minutos a tirar fotos do edifício e da zona...entretanto os teus pais ligam-te, estão em Lisboa..não o sabíamos mas estavam mesmo ali ao lado...continuas ao telemóvel enquanto vou olhando a volta...do outro lado da estrada, junto ao jardim só vejo um labrador amarelo a correr direito a nós... mas não era um correr ameaçador, era um correr de felicidade... o Putchi tinha vindo com os teus pais... e eles estavam ali a falar contigo e nem notavas... o Putchi não se contem e desata a ladrar apenas a metros de ti...ouves e quando te voltas nem queres acreditar... o Putchi raramente saia de casa dos teus pais e estava agora ali... saltas de alegria e parece que queres lhe mostrar tudo... passamos um pedaço ali com os teus pais a comer um pastel de belem e a tomar cafe...depois eles têm de voltar...começas a ficar triste pois o Putchi terá de ir com eles... não consigo te ver tão triste e acabo por cometer uma loucura, colocar o Putchi no meu Clio, sei que levarei semanas a tirar o pelo, mas ver-te assim...custa mais e sei que ficarias radiante se pudesses passear com ele....então exclamo "Putchi! Queres vir com a dona?! Sim...!? Vamos à praia?! Bora!!", ainda ficas a olhar para mim enquanto continuo, fazendo festas ao Putchi "Bem voces podem ir...que nós levamos o bébé a casa mais logo...vamos só até Sto Amaro de Oeiras dar uma volta e logo logo ele volta para casa..", compreendes o sacrifício levantas-te de alegria, abraças-me e beijas-me intensamente, fazendo-me corar pois esqueceste-te que os teus pais estavam mesmo ali...

Passamos o resto da tarde a brincar com o Putchi na praia e nos caminhos pedestres ao longo de Oeiras... parece tirado de uma publicidade a viagens... eu, tu e o cão castiço e louco a brincarmos junto ao mar... Mas apesar de tudo, valeu bem a pena... o teu "bébé" andava aos saltos entre espumas de ondas, salpicar de agua e à procura dos paus e bolas que lhe íamos atirando, e nós... bem nós era um misto de ter-te às cavalitas, com abraços e beijos no tempo que dava enquanto o Putchi nos rodeava...

Foi uma tarde perfeita... a caminho de casa tanto o Putchi como tu chegaram mesmo a adormecer, no carro... mas mesmo a dormir...não me largavas a mão e nem me deixavas tirar a minha, instintivamente agarravas-me com mais força aquando das minhas tentativas da tirar...
"Sou o homem mais feliz do mundo e mais sortudo..."pensara enquanto olhava a tua cara angelical enquanto dormias...um sono tão calmo que só me apetecia aconhegar ao teu lado..., mas não seria um crime acordar-te agora...e custou-me tanto acordar-te na bomba de gasolina pois tinha mesmo de reabastecer...

Ensonada mantiveste-te acordada até casa para que me pudesses mimar uns últimos minutos até cederes finalmente à preguiça e ao sono... mesmo o Putchi demorou até que tenho mesmo de o levar praticamente ao colo até à casota...

Passamos mais uns minutos, nuns pequenos mas agarrados beijos e abraços que parecem não nos deixarem afastarmo-nos... mas...acabo por ter de te deixar... e volto até casa a sonhar com este dia fantástico... e com a maneira como me sinto tão completo e tão único 100% do tempo, e a maneira como o comprovas estando tão junto a mim...

Sexta-feira, Abril 20, 2007

Woman's Touch


Podemos andar uma vida inteira a pensar que o que vivemos com uma pessoa será igual com as outras.... partilhar vistas, sensações, lugares, camas...mas há sempre aquela magia única que só acontece quando o sentimento é tão genuíno que nos faz tremer, que nos faz ficar nós próprios admirados com o que fazemos...mover montanhas em segundos, decidir em menos tempo e agir de coração nas mãos... sentir uma energia tão pura e tão louca que cada acção parece apenas reacção do corpo da vontade e da doce loucura.... e no meio desta partilha vem algo que não esperamos... o toque... aquele toque que só existe nas almas gémeas, nas almas siamesas, como se de repente a mão atravessasse barreiras e roupa e fosse bem dentro do coração dar vida ao que estava cinzento e adormecido e dele criasse vermelho vivo...é o toque que nos desenha um novo quadro e acelera o mundo e nos faz virar tudo...todos os dias a cada vez que o sentimos...

As mulheres quando amam a sério têm essa capacidade... o toque... aquele tacto que parece tão simples, tão singelo, tão angelical, mas ao mesmo tempo completo e carregado de sensações que parecem atravessar-nos e estremecem o interior... aquele toque que nos arrepia e torna carentes quando ela nos toca na face com carinho, aquele toque que nos faz gaguejar e ficar deslexicos quando ela nos pega na mão, aquele toque que nos vira o mundo quando ela nos toca no peito, aquele toque que nos faz ficar simples e derretidos quando ela nos toca nas costas, aquele toque que nos dá vontade da agarrar ao colo quando nos pega na mão para passear....aquele toque que nos faz acreditar a cada vez que o sentimos...

Não há no mundo nada mais forte e poderoso que o amor genuíno de uma Mulher, pobre o homem que tem uma que ame e que o ame assim e não lhe dê o devido valor...porque este amor de uma Mulher a sério, quando genuíno mostra-nos o verdadeiro sentido de Romeo e Julieta, a doce escrita de um romance a dois...o prazer de vencer na única guerra bonita e aconselhável neste mundo, a guerra do amor, o conjunto de cada batalha de dedicação e devoção para no final viver a gloria da união, do amor e da paixão...


Combinámos as 11h e não me quero atrasar por nada, saio a correr , quero ir comprar flores pois a promessa é para cumprir... depois de tanta volta estaciono mal o carro em frente à igreja e claro a mulher policia que por lá costuma andar, dirige-se logo a mim para me mandar andar...meto os 4 piscas e arrisco tudo...olho para ela com a mesma cara que o gato de botas fez no filme Shrek2 e digo-lhe “ Bom dia Srª Agente...só preciso de 5 minutos eu tenho de lhe levar rosas, ela merece! “ a agente, fica sem resposta e passa de uma cara seria, para um suspirar de impossibilidade e encolhe os ombros dizendo “Vá lá! 5 minutos!!! E isso é batotice! Espero bem que sejam bonitas!” e vou a correr sorrindo até à florista...lá dentro a senhora cede a tal vontade de agradar a uma mulher e esmera-se no ramo...

Já em frente a tua casa, encosto o carro junto às árvores e fico calmo a olhar para o sol que me olha pelo vidro da frente e sinto-o como que a pousar nas pálpebras e os meus lábios começam a secar, o coração a bater mais forte...estou a segundos de te ver... não importa quanto tempo passe, quantas vezes faça o mesmo...é sempre igual, é um amor a todas as vistas e não apenas à primeira, contigo fico sempre nervoso, não consigo escapar a esse teu feitiço de amor tão envolvente , a esse teu fogo louco que me envolve desde o primeiro segundo em que cruzamos olhares...

Olho para trás e confirmo que as rosas estão lá com o cartão, para o lado e vejo que estão as amêndoas que tanto trabalho me deram a escolher na noite anterior, no meio de tanto chocolate e amêndoa para encontrar uns que te agradassem...mas deixo tudo, pois vou-te falar primeiro...Saio do carro com um misto de orgulho e de saudade que me faz parecer serio...toco a campainha e espero... espero e espero...segundos...mas que são horas nesta loucura de te querer ver... e fico nervoso , cumprimentando cada vizinha/o teu que passa e me diz Bom Dia... a tua porta abre-se e parece que fico hipnotizado com o teu sorriso ao me veres...hoje, como ontem, como sempre, fico parado, hipnotizado da tua reacção de alegria e com o teu andar...e a luz de repente centra-se em ti, o ambiente cala-se, e na minha mente soa a música que os meus ouvidos nunca ouviram, mas que me encanta pois é o nosso mundinho... e o palco é nosso...

Abres o portão e abraças-me beijando-me...um abraço que sabe a céu, um beijo que me enche de paixão mas sempre sabendo a pouco...e enquanto me beijas colocas uma mão tua na minha face e outra nas minhas costas, e tal como na primeira vez em que tocaste na minha pele, eu fico perdido e volto-me a apaixonar ainda mais... sentes tudo o que sinto e reages da mesma maneira... e por cada cm de pele, eu vou me mexendo em resposta ao teu corpo, aos teus lábios, e só paramos segundos enquanto soltamos os dois gemidos de confirmação de tão loucos e frescos beijos de prazer...pego-te ao colo pois a vontade de te abraçar bem forte já me venceu... continuas a beijar-me, beijos rápidos e de vontade, enquanto sorris e ficas corada de tal imagem no meio da rua...

Passamos pela pastelaria para dar os bons dias à tua mãe... passamos o pequeno almoço, a trocar olhares e uma vontade louca de estarmos sozinhos, e não me largas a mão...esse teu gesto tão nosso, esse símbolo de união tão forte...passas horas a agarrar-me a mão e não deixas de a ter sempre junto a ti e eu vou-me sentindo único... Da torrada e galões a meias vamos direitos ao Oceanário...

À chegada o Sol convida-nos a sonhar e é o que fazemos, metro a metro, passeio a passeio, detalhe a detalhe, vamos misturando o que se passou durante a semana, com o que vemos à volta e os mais doces beijos e caricias e sorrisos, mas sempre, sempre de mão dada pois não conseguimo-la afastar... e la vou andando quase sem ar pois fico perdido na vontade de beijar esse teu sorriso louco e perdido nesse teu olhar de amor...

Já dentro do Oceanário, ficas maravilhada com tudo, deliras com tanta cor e variedade de vida e vamos partilhando sensações e visões... percorremos tudo, acabamos com a memória da máquina digital de tantas fotos... e sem darmos por ela acabamos num dos pontos de vista do aquário principal, bem no fundo sozinhos... e nos primeiros segundos estamos entretidos até repararmos que estávamos só nós e os peixes...os dois no escuro apenas iluminados pelo azul da agua e contornados pela dança dos animais que pareciam ser eles a observar-nos e não o contrário...

Aproveitas esse momento para marcar mais um beijo eterno e ficamos ali...esquecendo o mundo e apertando as duas mãos com mais força que o habitual...no final ... olhas-me bem nos olhos e dizes “ Amo-te muito amor...muito muito muito...mas mesmo muito” perdido nos teus olhos e entregue aos teus braços...vou-te beijando enquanto te respondo “ também eu amor...também te amo muito, muito, muito...” e ainda eu pensava que ia ficar por ali...sozinhos em tal quarto escuro iluminado apenas pelo céu do aquário, mas tu tinhas uma reservada,... pegas-me nas duas mãos...olhas-me nos olhos, deixando cair a cabeça um pouco para o lado e trincando um lábio... “ mor... queres saber uma coisa!?”...”Xim... “ respondo eu...” “Sim!...” e fico perdido...”Sim?! sim o quê?...”..” Sim vou morar contigo tonto! Já avisei a familia e como tal vais ter me aturar, mimar e tratar de mim todos os dias!”, fico sem reagir de momento... a honra é tal de ter a mulher da minha vida a expressar tal felicidade por ir viver comigo que nem sei o que dizer, perco noção do tempo e espaço, tremo, suo, tenho frio e calor e só vejo um sonho tornar-se realidade...e perdido nos teus olhos que ficam ansiosamente a espera de uma resposta, apenas consigo dizer...” A serio mor?! O quê ter-te junto a mim todos os dias?!opá nem acredito!...” e nem acabo de falar... e tal como no restaurante aquando do meu convite para ires morar comigo , desato a beijar-te e a abraçar-te de tal maneira que acabamos por cair e ficar os dois na alcatifa do Oceanario e a afastar todos os que ousarem entrar... aos beijos e sorrisos, abraçamo-nos e fazemos juras de amor enquanto os peixes parecem celebrar...

A volta para casa é um longo abraço recheado de beijos durante os kms de auto-estrada... naquela noite...dormi...agradecendo aos Deuses e soltando saudades de um futuro que parece me arrancar o coração de tão belo e tão querido pelo meu peito...és a “TAL” e como a “TAL” ages...fazendo de mim o homem mais feliz do mundo... hoje como sempre o teu toque dá-me vida...

Domingo, Abril 08, 2007

Nekob


O Mundo só vira quando a dois... um pôr do sol não é o mesmo a sós e a dois... a sós é solidão e saudade, a dois é amor e liberdade, o sabor do estar num café com os amigos não é o mesmo quando não estamos completos. Falta-nos o calor e o carinho de um abraço de quem nos completa, falta-nos aquela mão na nossa perna ou aquelas caricias de desejo no braço ou nas mãos, falta os olhares entre conversas, os sorrisos pausados que dizem mais que palavras, as bocas laterais, os beijos roubados, o orgulho de estarmos ali com o namorado/a, a estabilidade e o gosto no mostrar que somos um, faltam os beijos rápidos que vão preenchendo os silêncios... faltam os abraços no passear, a mão na anca, o fugir à chuva a dois, o esconder num beco e desatar aos beijos... Enfim... ver o Mundo a dois quando são um, não é de facto o mesmo que ver o Mundo sozinho ou em grupo...




Mandas-me um sms a dizer que saíste agora da gare e que estás a caminho, demorarás horas e a noite será em viagem, por aqui, o PC liga-me a convidar para sair...não me apetece muito pois a saudade mistura-se com a vontade de te ver e tudo o que quero é que o tempo passe depressa... Tocam a campainha, é a Katia, sobe e arrasta-me, pelo que já não consigo dizer que não...no carro já está mais pessoal, a Ruanita e a Sandra, o resto é para irmos ter com eles... arrancamos rumo ao operário para um café rápido, lá dentro limitamo-nos a reunir com mais gente e a combinarmos novo café num novo bar que abriu no parque central, o Franciso o Rui e a Júlia vão directos, mas nós ainda temos de ir chamar a Maria e o Carlos a casa da Maria...
Damos voltas à casa enorme da Maria e ficamos maravilhados com os vitrais que a mãe pintou, acabamos por sair já atrasados e vamos rumo ao bar...pelo caminho ligo e desligo o telemóvel na esperança de uma mensagem tua, mas deves estar a dormir... e tento disfarçar a tristeza em não estares ali connosco..


Chegamos ao bar e andamos às voltas ao lago dos patos que o rodeia pois as entradas foram trocadas, até parece que não conhecemos a zona e rimo-nos do aspecto que damos, lá dentro juntamo-nos todos e começamos a por a conversa em dia...entre sorrisos e gargalhadas vou tendo os meus momentos de solidão pois não estas ali comigo e vou descarregando num acender e apagar do telemóvel na esperança de uma chamada tua ou de uma mensagem no sinal que visse em ti o sentimento que rasga dentro de mim ... e a noite vai avançando... como se a Ruanita percebesse da minha aparente solidão força o grupo a não dar a noite por acabada e a irmos a Leiria ao Nekob, um bar marroquino com uns chás excelentes...e para variar a patrulha vai toda na esperança de trocar para um ambiente mais aconchegado.

No Nekob a decoração as almofadas, as cores, os chás e o ambiente traem-me à memória os momentos que passámos num bar similar em França e de repente o aconchego do bar passa a um frio... disfarço pegando na maquina de fotografar e entrando numa aparente felicidade e euforia, mas o PC já me conhece bem, amigo à demasiado tempo percebe que eu estou lá mas não estou... a Ruanita ajuda à festa fazendo de tudo para por toda a gente a rir... o outro grupo de rapazes vai-se perdendo entre as bebidas e as empregadas de corpo bem feito, a Maria e o Carlos, o PC e a Katia la se vão agarrando e desfrutando da sorte que eu não tinha... e neste tormento de nao estar contigo já a tanto tempo , que eu deixo de sorrir e deixo de dar o melhor de mim e passo de 80 para 8... se eu pudesse voava e ia-te buscar...mas o Mundo não é assim e para piorar a minha falta, a minha dor... terei de esperar... e só me resta chorar para mim e tentar que eles não notem...

Distraio-me mais um pouco com o chá de gosto apurado, o calor passa-me pelo rosto e faz-me uma gota de choro cair... ninguém nota pois pensam que é do chá, mas cá dentro eu sei que estes momentos felizes são os piores..são os que queremos partilhar para te fazer feliz, e vou bebendo como se o beber me acalmasse esta dor...esta angústia...como se desse para fugir desta tristeza no meu coração de não estares cá... " BA?!...Bruno?! Hello Terra chama Lua!" pergunta a Ruanita " Chiquito!! PAkito!! Bruno ! Hombre!" continua ela a tentar me acordar do meu transe de olhos postos no copo marroquino a percorrer a decoração enquanto o rodo com os dedos e continuo a fazer juras que no futuro será melhor e estaremos alí os dois... " Sim mor... " respondo sem pensar.. e todos riem-se enquanto coro... "Elá!!! maaluco isto é assim?! atiradiço!" brinca a Ruanita..."isso é saudades homem!" continua o Marco... e eu sorrio e brinco com tudo e tento disfarçar... mas cá dentro do meu peito, cá dentro do meu coração, cá dentro da minha alma, restringe-me e só posso imaginar.. o que seria ter-te ali...só posso sonhar em ter-te para mim naquele mundo e secretamente vou -te imaginando ali ao lado, cabelo longo brilhante, olhos de mel, sorriso de luar, e olhos de luz e cor, e vou-me imaginando de mão na tua cintura a acariciar-te, e tu de cabeça no meu ombro perdida na luz da vela que ilumina a mesa a rires-te e a estares com o pessoal perdida na noite e feliz... e mesmo estando num bar marroquino e da musica ser típica... a minha cabeça canta e toca musicas de guitarra, daquelas que expressam a saudade de uma maneira única...

Pego no telemóvel e escrevo "Amo-teeee muito amor... estou a morrer de saudades e louco que chegues..." mas acabou por não enviar pois deves estar a dormir...
Saimos do Nekob e está a chover...todos correm até aos carros, são quase 5 da manhã, mas eu não me apetece correr, ergo a cabeça e deixo-me ficar para trás e deixo a chuva molhar-me a cara enquanto me deixo chorar de saudade... a chuva parece ser a minha manifestação de dor e de certa forma torna-se cúmplice do que sinto...
Do carro a casa é um instante...deixamos cada um à porta de cada casa e de cada vez parece que so penso mais em me enfiar na cama e esconder-me do Mundo até te ver...até te tocar..até te beijar...até te poder sussurrar...até eu poder viver verdadeiramente contigo estes detalhes de amigos e amor...

Em casa pareço perdido, cansado... arrasto-me até ao banho bem quente e a água acaba por trazer o sono que se apodera de mim... o vapor e os momentos em silêncio antecedem a balada que meto a tocar no computador e são o preludio de um grande suspiro e agem como anestesia desta dor e levam-me a dormir na esperança secreta... à espera de ti...à espera do teu amor..

Terça-feira, Abril 03, 2007

Uma Questão de Atitude



Estou a acabar o exame num sábado de manhã, saio da Faculdade de Direito na Universidade de Lisboa e o Sol faz-me fechar os olhos e espirrar pois estive 3h num ambiente bem mais escuro, desato a espirrar e a rir-me pois tento fugir da multidão de pessoas que fizera o exame comigo, vou rumo ao carro, e aproveito para te ligar para te contar como correu e te dizer para irmos almoçar, acabaras de acordar junto com a Paula e a Sara, devem ter estado a ver filmes a manha toda para variar, respondes com uma preguiça que me mete logo com uma vontade louca de esquecer o almoço e rumar a casa, mas aguento esta sede louca pelo teu amor e pergunto-te como fazemos para o almoço...


Decidem que vamos ao Corte Inglês, e eu passo por casa do Jaime para o apanhar e vamos ter convosco ao centro comercial. À chegada a rua está apinhada de gente e nem combináramos o sitio onde nos encontrarmos, mas também não é preciso, pela conversa só poderão andar nos saldos de roupa...mando-te um sms a combinarmos ir ter aos restaurantes, e vou com o Jaime para o fim das escadas rolantes...ainda lhe estava a contar as peripécias do exame quando apareces a sorrir naquelas conversas e risos que vocês mulheres tanto têm e que nos deixam a morrer de curiosidade o que passará pela vossa cabeça nesse momento, começo a perder a palavra que tentara dizer pois acabas de olhar para a Patricia e comecas a olhar para o fim das escadas... e parece que nos estamos a ver pela primeira vez... um amor como descrevem ser à primeira vista, mas que para nós é em qualquer vez que nos vemos, do rir passas ao sorriso cúmplice, e do sorriso cúmplice ao piscar de olho e vens me abraçar e beijar, um beijo de alegria, e mal me aguento sem me encostar à parede...ao parares de beijar, nao afastas a boca sem me trincares o labio inferior em sinal de sexappeal, e eu fico corado, sem jeito a tentar ficar serio para ser apresentado à Sara que conhecia apenas do ISEG de passagem, e acabas por me safar, pois agarras-me num agarrar que parece infantil mas é tão feminino quanto de derretedor para mim, ver-te querer toda a atenção deixa-me perdido em sorrisos..."amor olha!! para a bianca!!! são roupinhas, coisinhas pa casinha dela, e comprei-lhe pedrinhas e ervinha para colocar-mos no quintal...quero fazer um espaço onde ela possa brincar e sentir que é dela..." perco-me em tamanho entusiasmo e por cada prenda recebo um beijo... acabamos por ir andando atrás dos outros que entretanto já seguem o cheiro a comida...


Passamos os menus a pente fino, das pizzas ao empadão, apenas a fatia de bolo de chocolate é consensual entre as meninas, e a fome entre os rapazes...O Chico, o Tó, a Marta e a Ruah já se aproximam...e vêem-se rindo... a Ruah não perdoa e vem fazendo a festa como só ela sabe...Sentamo-nos e começamos a falar do ISEG, da vida dos ex-colegas de turma e do que fazem hoje em dia...e das voltas que todos demos...tu estranhas tanta distância, em Coimbra não é assim... mas vais ouvindo enquanto vais comendo um pouco da minha e da tua comida pois acabaras por não decidir muito bem... Começamos a falar dos casais que acabaram e da precaridade das relações....de como as "relações abertas" todas foram autenticos fracassos..."Ai isso é uma estupidez diz a Paula"..."Eu acho que é uma questão de atitude..." diz o Jaime com um ar autoritário...a Sara deixa passar um pouco e acaba por dizer "Bem se foi esse o meu problema não sei...mas sei que hoje faria muita coisa diferente... o ciume é diferente de pessoa para pessoa e pequenos detalhes fazem a diferença..." ainda vou para continuar a falar do caso da nossa amiga que está perdida e que corre sérios riscos de dar em tia e nunca casar por não tomar uma atitude de namorada apesar de fiel... e a Ruah aproveita para perguntar " é daquelas?! lol" e aponta para uma rapariga que de roupa tinha pouco...e da risada e das bocas, torno-me sério e digo... "cada um é responsável pelas suas palavras a 200% e pelos seus actos 500%, conta o que fazes na presença e na ausencia, conta o que consegues mostrar aos amigos e ao Mundo o quanto és da tua cara metade...e sim....podes ser 100% porque os Amigos verdadeiros vão-te apoiar e saber que é assim que deve ser..." O Tó nem me deixa acabar " É a merda da historia do há que haver espaço para amigos e levar isso demasiado a serio só dá barraca!!" A Ruah nem deixa acabar "Pois ... a ultima que o meu ex comeu e me traíu também era só amiga...e dos copos e das farras, passou ao estudo em conjunto, e voilá... nao tarda nada estava eu a sorrir e a convidar para minha casa quem a ovelha que o meu lobo ja comera e sorria..." "Acontece a todos os que amam verdadeiramente e acreditam que o outro muda" diz a Sara, " Eu tenho um feitio muito particular...eu para mim é a 1000% não pode haver razão para ciumes quanto mais ciumes mesmo... o amor verdadeiro é gratuito e orgulhoso...quando os dois podem ir vao os dois e divertem-se com os amigos... quando nao podem, cabe a cada um pensar e agir como gostava que o outro agisse...é por essas e por outras que abstenho-me de contextos a 2 que nao sejam com a minha namorada...se for necessario tudo ok...mas com cabeça tronco e membros e muito menos com alguem do outro sexo..." remata a Paula, Aceno com a cabeça e digo " Sabes miga... é por isso que todos sofremos...e é também por isso que não conheço nenhum de nós, que admiramos essa dedicação, que os exs nao tenham voltado a correr quando se aperceberam do que perderam....mas sabes...há quem pense que tem de ser belo para os outros e esquece-se que o que realmente interessa é amar e ser-se amado por quem se quer...de que me vale ser o galã, se nem a minha namorada sei viver... são esses instintos primarios que fazem com que hoje em dia haja tanto divorcio...e é por isso que mesmo sendo homem arrisquei tanto com o meu amor... e coloquei tudo.... chamaram-me de antiquado, de ciumento, de idiota, ingénuo e precaveram desastres, mentiras, traição e dor... mas todos...todos sem excepção apenas invejaram e invejam tamanha dedicação.porque não são capazes...têm de andar abraçados às amigas, sair e meter-se com outras, têm de estar constantemente a ouvir de outras se são belos e se até tinham hipotese, forçam situações desnecessarias, criam hipoteses e ideias em quem os rodea, usam tempo que poderia ser usado a dois em algo, para dedicarem à auto-estima e culto do egocentrismo.. e depois... depois é o que se sabe... quem ama a serio vai entristecendo..vai dando um comentario aqui..um toque ali..e no final aqueles que continuaram a ignorar e a colocar a vida social,de amigos e borga à frente da relação e que tomaram o outro por garantido por tamanha dedicação...perdem tudo e só tentam mudar quando já não há confiança...e quando já se perdeu...tanto tempo...tanta hipotese... e só depois se apercebem do que realmente têm...amigos que quando amarem alguem não vão fazer o que ele fez e não por serem menos amigos...mas porque sabem estimar... sabem maturamente conjugar a vida a dois com a vida a dois e mais... e no final...no final é o que todos conhecemos...ou mudam à força....ou arranjam outra pessoa e com essa sim já se dedicam as serio e passam o tempo todo a elogiarem-nos a nós os autistas quando tudo já está perdido e irrecuperável.." tu nao me deixas acabar e continuas " saber estimar um amor, não é facil....não é para ser...é para ser uma agradável sensação de dedicação...e são esses casais que denotam...e que mostram ao mundo que sao diferentes e genuinos... e se pensarem bem.... em qualquer escola, cidade ou lugar, nós conhecemos esses casais...são os que toda a gente conhece e toda a gente tenta à força apanhar 1 dos 2 para tentar arranjar falhas, criar problemas e rachar tal muralha, pois essa dedicacao de boca é ridicula, mas por dentro faz inveja muita gente....e como tal não se pode dar um dedo a ninguém para que nunca pensem que podem ter a mão ou o braço e o nosso amor ter a certeza que nem uma unha se deu..." a Sara interrompe e diz " Desculpa eu tenho-vos ouvido falar .... tu...tu és o que escreves?" eu coro... e fico sem jeito " então tu....tu és aquela que ele telefona da sala, és a TAL!!! " e ficas tu corada... a Patrícia confirma e confessa que espalhara os meus escritos... continuo sem saber o que dizer....o resto da malta ri-se e vai brincando...no entretanto aparece a Lara com o seu novo namorado... " Quem ta a falar mal do meu mano e da minha cunhada! Ai!!!!" e distribui beijos e simpatia como só ela sabe, junta-se ao grupo e parecemos um grupo de pessoas com problemas pois passamos o almoço a falar dos problemas conjugais e de como hoje em dia as pessoas nao têm coragem de admitir de coração e alma que amam e que pertencem a alguém, de como as relações sao vistas sempre como algo temporário que logo se ve no que dá...e ninguém admite amar a serio e querer passar eternidades com aquela pessoa, não....hoje em dia isso é "chunga","criança", "antiquado", "cócó"...pois bem se realmente o é...então sou isso tudo..somos todos isso tudo, pois todos sabemos que se não for assim não funciona e não pode funcionar...a vida hoje é feita de distancias e de tempos em que as pessoas nao se vêm, é feita de fins de semana na terra ou de viagens em trabalho, de noites em casas de amigos e de festas de aniversario...ou se tem uma atitude integra ou as amizades liberais acabarão por corroer o mais puro dos amores...pois ninguem que ama quer partilhar... ninguem que ama deve partilhar....é isso que distingue tanto o Bruno que era quando era solteiro sem namorada e que passava o dia a brincar com as amigas em cumplicidades de brincadeiras com tudo e o Bruno que me tornei quando decidi entregar o meu coração à minha rainha....e não perdi nada com isso pelo contrário...as minhas amigas entenderam-no como uma nova fase..uma fase que todas queriam que tivesse e tal como eu também elas seguiram com os seus namorados...e das noites de guerras de almofadas a 2 ou 3, passámos a noites de chá, restaurante e saidas à discoteca a 6 ou 7 e todos mais felizes e orgulhosos de que agora aceitámos tal caminho... e mesmo os que ainda ficaram sós sabem ver e respeitar e escolhem outros caminhos a 2 e a 3 com quem nao tem ainda alguém até ao dia em que eles forem 2...
Dali seguimos para a Almeirim pois o João vai inaugurar outra loja e temos de la estar para ajudar nos toques finais.... o teu primo ja te liga incessantemente para saber quando chegamos... e saímos em passo rapido...mas não sem te obrigar a passar pela secção de roupa para senhora, bikinis e lingerie, para te apaparicar de elogios e sofrer um pouco com os teus jogos de gata arisca... e mal sabia eu que em tao pouco tempo e tao poucas peças de roupa me iria envergonhar tanto e beijar-te tanto....o pior...o pior foi na secção de bikinis...comecei a falar da alça do bikini e dei-te ideias para começares a brincar com a tua alça sob o top....claro... acabámos dentro do provador aos beijos...sendo expulsos pela Lara e pelo Tó que já adivinhavam e desatam aos gritos a dizer " Oh sr segurança eles tão a binar ali!!!" Saímos e dizemos que temos mesmo de partir....o resto do pessoal concorda que também têm de ir a vida deles, "Tenho muita coisa a estudar no meu quarto" diz a Lara arrastando o namorado pelo cinto e sorrindo, " Eu quero ir fumar senao ainda me da uma coisa má" brinca a Sara " Eu vou com os gajos aos gajos...lol" brinca a Ruah " Eu tenho o meu homem a espera e muitos kms de volta e tenho que.. humm ir ajudá-lo antes dos meus pais decidirem me chamar pa jantar ihihh" diz a Paula
Vais o caminho todo até Almerim a evidenciar essa tua "inocencia" que me mete louco e me faz tao feliz... e eu só consigo retribuir com pequenos beijos e caricias e com o ramo de flores que te ofereco ao sairmos do carro que pedira ao Jaime para comprar e deixar no banco de tras tapadas pelo meu casaco com a desculpa que lhe emprestava um cd que tinha...e mais um dia se passou, mais uma doce página da nossa Estoria se escreveu... e mais uma vez me convenço que por cada onda que desenrola na areia mais te amo.....

Quarta-feira, Março 21, 2007

És o meu porto de paz...meu Minasalam ...meu amor..

Há momentos na vida em que a saudade, a distancia, outras dores de saudade de pessoas que partiram, o amor e o cansaço levam-nos à tristeza momentânea e ao nervosismo, e é nesses momentos em que mais uma vez elas se mostram como Deusas, como porto seguro, como a nossa sobrevivência...é nessas alturas em que percebemos porque as amamos e porque sabemos que está ali quem procurámos toda a vida.
Momentos houve já em que outras dores, o cansaço e o momento, me pregaram partidas e me fizeram falar o que pensava sentir, um ódio contra algo que não era a minha verdadeira dor...e depois... depois fiquei ainda mais triste por sonhar que podia estar a magoar quem me ama e me abrigou...mas o Amor verdadeiro é assim...é o colchão para todos os males e elimina-os para o passado...torna-os folhas que voaram num outono e deixaram apenas o verde para as flores da Primavera...

Quando amamos verdadeiramente, entregamo-nos de corpo e alma e deliciamo-nos receber o mesmo... agradecemos aos Deuses de ter quem nos receba de braços abertos e um sorriso mesmo quando estamos no pior de nós mesmos.
O que está em questão é a essência de uma relação... o poder falar, o poder dizer o que vai na alma e lá do outro lado está um lago sereno, e um porto de paz que nos recebe e nos acalma mesmo quando estamos na pior altura da vida, sortudo é o homem que tem os braços e a confiança de uma Mulher que o ama. Porque quando choramos e dizemos o que nos vai na alma estamos na realidade a ajoelhar-nos e a pedir ajuda... de um modo escondido mas estamos... quem não ama não fala, não tenta resolver...quem sofre pelo amor, apela, chora e diz.... mesmo que depois gele de medo de ter magoado com algo, sabe que o disse porque sente e porque ama...porque na ausência do amor há a indiferença e o deixa estar...
Nestas alturas sentimo-nos pequenos e só procuramos compreensão e redenção deste momento menos feliz e voltamos a viver com luz quando somos recebidos com calma, confiança e amor, redobramos a confiança e triplicamos o carinho, aumentando absurdamente o amor...quando somos recebidos pelo melhor que há em nós... a nossa cara metade.




Saímos de casa a falar dos nossos sonhos...passamos o meio do campus e mal se avista a paragem do eléctrico...de mão dada, vais falando do que desejas para o nosso futuro, e eu vou te ouvindo perdido no tom de alegria e de vontade da tua voz, puseste novamente maquilhagem e agarras-te a mim com uma força sem igual. E eu vou andando e rindo enquanto me custa a acreditar no feliz que sou ao teu lado, o quanto te amo e o quanto me fazes sentir tão seguro, grandes amores trazem grandes relações e grandes relações grandes responsabilidades, mas contigo tudo parece simples... Entramos no eléctrico e novamente vamo-nos rindo de tudo um pouco e eu de braço por detrás das tuas costas vou-te segredando o quanto te amo... sorris e vais retribuindo carinhos... as paragens vão passando e nós vamos comentando o quanto a cidade é bela... o quanto gostaríamos de mais tarde voltar para a visitar ou quem sabe um dia ter uma casa de férias aqui...mas eu sei no fundo que contigo o mundo fica belo...
Saímos do eléctrico e vamos rumo ao apartamento onde há a festa desta noite “soiree” como lhe chamam, fazes questão de me mostrar como é o teu mundo quando não estou, fazes questão de me mostrar a todos, e eu não to digo mas volto a acreditar...a acreditar tanto neste nosso amor, que te aperto a mão com mais força enquanto ta afago e nem notas pois vamos a comentar os jovens que passam saídos do concerto e com indumentarias bem diferentes do dia-a-dia daquela cidade... no caminho apreciamos casas, ruas e estilos de vida, não deixando sempre de falarmos do futuro...do nosso futuro e lá vamos caminhando até chegarmos ao prédio, ao elevador à porta do apartamento... À entrada ainda estou meio defensivo pois conheço pouca gente, mas tu não...a tua boca dispara mil palavras onde 999 são “ C’est mon ga...” apresentas-me orgulhosa a todos...e eu digo a brincar “ sim sou dela “ e sorrio mas na minha cabeça penso mesmo “sou teu...tão teu...”, chegamos junto dos portugueses a Marina, a Guida e a Monica já lá estão... a Sandra aparece para brincar com o Paulo que entretanto anda louco com a americana, a polaca e a norueguesa e vai bebendo para ver se descarrega algo do dia, o Marco (o italiano) e a namorada aparecem... ela puxa-te para a festa, mas tu...tu amor és tão diferente das outras mulheres... fazes sempre questão de que esteja bem, tu vês o que vejo o que sinto e perguntas-me se quero ir ou se prefiro ficar, mas que não demoras... deixo-te ir pois também quero que estejas a vontade... no entretanto as portuguesas vão falando de tudo da experiência e perguntam sobre mim, nos.. e claro... não resisto em elogiar-te e em dizer ao Mundo o quanto te amo... O Marco volta com um casal de amigos...ele cumprimenta-me e segue para o Smirnoff com o Marco, ela insiste em ficar e em perguntar mais que o meu nome, respondo-lhe que sou o teu namorado e que estou de passagem, mas a rapariga insiste em ficar entre mim e as portuguesas que falavam, apareces e chamo-te incessantemente, ao abraçar-te a rapariga afasta-se tu nem te apercebes até te explicar, mas para mim, sinto-me bem de te ter... de mostrar ao mundo que estou junto a ti e que estarei eternamente, que apenas tu e só tu me pode afastar de ti...
Continuamos a conhecer toda a gente e a falar um pouco de tudo, pelo meio toda a gente te elogia, a Mariana passa que tempos dizendo que só falas em mim e no quão sortudo sou em te ter...corado e sem saber o que dizer, apenas respondo que és tudo para mim e que sei a sorte que tenho. ..
Não ficamos muito mais...saímos e vamos tentando ajudar a Monica que se aleijara na ginastica e vem a coxear... andamos kms de metro para trás e vocês vão falando de vidas e nomes que não conheço mas insistem em que eu faça parte da historia e que perceba...e eu... vou apreciando a cidade e tentando ver-nos de fora, passamos em frente à catedral mesmo no centro e olho para ela e para ti por momentos... Tu lês-me e coras parece que adivinhas, na minha cabeça apaguei os dois jovens que passam a correr, o grupo que está sentado e afasto o mundo, apenas nos coloco a nós os dois ali, e as luzes da cidade, não nego este bom mal de amar e deixo-me sonhar acordado... Estamos os dois a dançar em frente à Catedral, um doce tango, esquecidos do mundo e loucos e triunfantes continuamos ao som da musica, o teu lindo vestido esvoaça fazendo perfeitos círculos, as tuas pernas seguem um ritmo frenético e eu apenas te vou guiando e apreciando tal beleza... Vocês vão continuando a falar e À medida que o eléctrico vai dando a volta, o meu sonho vai se tornando cada vez mais verdadeiro... tu olhas-me e eu volto a ver nesse teu olhar o mais profundo amor, e por estas ruas onde andamos, os teus sonhos e desejos em olhos escritos, são ordens para este meu coração impaciente de amor de homem, e eu não me escondo, eu não me mexo sequer e deixo-me sonhar, porque sei que és dona destes meus sonhos, porque sei que és minha, porque sei que sou teu, neste nosso mundo, mesmo quando eu pergunto se o que vem lá ao fundo é uma nuvem negra, sorris e dizes que não, e voltas a mostrar-me do alto de uma colina verde que o nosso mundo não tem ventos ou tempestades, nada apenas luz e cor...desaparecemos neste sonho bom e volto à conversa sorridente desta doce loucura... levamos a Monica a casa e seguimos sozinhos e a cidade silencia-se para nos ouvir...
Chegamos a casa e preparamos tudo para mais uma noite de sonhos, velas, morangos, massagens, musica, luar e duas almas siamesas... Vou-te massajando enquanto os teus olhos e corpo me vão derretendo de tal entrega, e eu grito um grito mudo aos anjos que te quero, e que morro de medo de um dia te perder, morro de medo de um dia por muito pouco que seja te magoar...porque acredito em ti, uma Fé tão grande que não pode jamais ser posta em causa... passamos horas a falar e a massajar, comemos os morangos em celebração de tal ócio e acabamos por nos abraçar e deixar estar a viver todos os sentidos... “ Amo-te Amo-te Amo-te” digo-te ao qual retribuis com o mais doce dos beijos do mundo e “ eu também te amo mor..”, acabamos por nos perdermos numa troca de paixão e lençóis...

De noite, levanto-me para apagar as velas e desligar o som...estas meia acordada...só tens forças para esperares que entre na cama, viras-te para um lado e mesmo antes de adormeceres abraças-te a mim e cruzas a perna como só tu sabes...um movimento só teu e que me tira o fôlego de tão intenso, tão meigo...tão puro, estico uma mão e vou – te fazendo festas sem te tocar porque não te quero acordar... acabo por adormecer...de mão cruzada com a tua
De manhã, acordas e fazes questão de me beijar mil vezes para que sinta o teu amor..., temos de nos separar...os compromissos dos dois impedem-nos de podermos estar juntos hoje... trocamos beijos, abraços e quase lágrimas.... a dor no peito é enorme...sais de casa e esta fica tão vazia que me arrepia...nada é o mesmo sem ti...
Saio e como se o tempo adivinhasse a minha alma...começa a chover...caminho o mesmo campus que no dia anterior era verde e lindo e hoje sozinho, rodeia-me de cinzento e saudade...sei que farias tudo para vir comigo mas que não deu mesmo... no caminho de volta puxo de um caderno e vou tentando escrever um texto...um texto sobre os fantasmas que deixei, que deixaste e no quanto acredito e quero acreditar neste amor... o casal de velhotes parece entender o que escrevo pois não para de espreitar para o caderno... encolho-me e de caderno assente nos meus joelhos, escrevo sobre ti... canto, poesia, prosa e alma, escrevo sobre nos enquanto olho pela janela e vou tentando aguentar a saudade que já aperta... o dia passa e na minha cabeça só a dor de não poder estar mais contigo me comanda, “até quando!?... Quando poderei te ter sem ter de te deixar..., amo-te tanto...mas tanto amor...e sei que me amas...o mesmo...”... a noite já chega e o trabalho e o estudo vão me corroendo a alma já de si fragilizada de sono...odeio falhar...fiz juras aos meus pais que seria o melhor que pudesse em tudo e que daria o meu melhor...mas colegas e amigos vão me decepcionando e o tempo voa, as responsabilidades vão acumulando e não consigo virar o Mundo porque estou dependente deles...Começo a entrar em loucura, o tempo passa tenho de entregar trabalhos, faltam 2h e meia e nada! Mal consigo falar contigo na Internet, combinamos falar em breve... vou acabando o trabalho...e no entanto vejo o meu Mestrado e Emprego a serem prejudicados pela irresponsabilidade... e vou me deixando controlar pelo medo e pelo sono... exalto-me aqui, respondo menos bem ali... acabo por apresentar o trabalho após 1h de trabalho frenético e de rebentar a cabeça a assimilar tudo em 5 minutos para uma apresentação de 20 minutos com discussão e perguntas... Quando saio estou completamente morto...subo para te ligar...telefono-te mas estas com os teus amigos e mal consegues falar, tentas me passar essa felicidade, mas eu não percebo estou tão obscuro do dia terrível que quero te pedir um abraço o qual não pode viajar pela voz, quero te pedir um conforto, um beijo e um carinho, mas estou tão envergonhado de estares acompanhada, que só sonho que entendas sem ter de te dizer... leio tudo mal da vontade de te falar...e interpreto tudo mal... penso que estou a interromper e procuro desligar dizendo que vou para casa... tu percebes...perguntas se esta tudo ok... e eu volto a errar dizendo que sim....uma forte dor aguda rasga-me o estômago de saudade e de solidão...solto uma raiva aos céus por não poder estar ao teu lado para te abraçar, para adormecer ao teu colo e esquecer este dia de cão...Ganho coragem e mando-te um sms a dizer-te que ficara triste por não te ouvir....e tu... tu fazes o que sempre prometemos...lutas! Pegas no telemóvel e ligas-me e não páras enquanto não perceba no quão errado estava e no quanto também tu querias falar comigo, mas pensaras que era eu que te estava a despachar...e eu... acabo magoado apenas comigo mesmo por te ter magoado a ti...
Mas tu passas por cima...trazes o que tens de melhor, a confiança o amor e o carinho que me dás e me torna o homem mais feliz do mundo, entendes-me e ficas a falar comigo até me acalmar, até me embalares e acabo por receber o meu abraço , o meu colo e a minha compreensão que precisava ...
Antes de dormir venho a Internet para acabar assuntos de serviço e pessoais…acabo por encontrar o Paulo com quem volto a confessar o meu amor por ti e o qual confirma a visão do resto do mundo de que tanto eu como tu lutamos um pelo outro…volta a confirmar que se lê nos olhos de nós dois que somos siameses e que nos amamos… sabe-me falar com ele e com o PC a alcunha do meu melhor amigo, ambos avisam-me do cansaço e do stress e acabo por lhes dar razão e decido ir dormir…
Chegado à cama vazia sem ti...olho para o escuro e vejo-te mesmo estando tu a km...e beijas-me e voltas a repetir frases que partilháramos no dia anterior... e então aí choro...choro de vergonha de te ter magoado, choro por não te dar toda a confiança que mereces mesmo sentindo-a... não é justo para ti...devia estar a ajuadr-te nesta luta a dois e ao invés, deixo-me corroer por estúpidas sombras que não têm lugar na tua luz... e envergonhado vou tentando dormir. na esperança de em breve te poder dizer e mostrar que és tudo..és tudo o que quero agora e para sempre e que acredito em ti e em nós até à ultima gota do meu sangue...e fico triste por me ter deixado vencer pelo sono, cansaço e nervosismo.... Não o mereces este ódio criado por terceiros e esta minha raiva que tem outros alvos...mereces toda a confiança, amor e felicidade do mundo pois é o que me dás...envio-te um sms madrugador a dizer que “ Amo-te de corpo e alma, és o meu sonho de Mulher, adoro-te pelo que és e a maneira como me amas…és e serás a minha Mulher, por ti luto e lutarei todos os dias, e envergonho-me e nem sei como me perdoar de cada vez que te possa magoar…amo-te de corpo e alma, sou e serei eternamente teu… obrigada pela confiança, carinho, amor e por estares lá quando mais preciso, até ao dia em que o mar não tocar na areia, hoje e para sempre serei o teu homem,” e adormeço…

Quarta-feira, Março 14, 2007

Monotonia!?


Quantas vezes ouvi "Hoje a noite vou fazer algo diferente com o meu amor...durante o dia vamos só almoçar e as compras..."...mas porquê só à noite? Porque é que quando se tenta conquistar alguém a loucura é 24/24 mas quando já se está junto, as loucuras parecem ter de ser planeadas? Amar é ser-se louco com a consciência do medo de perder quem amamos, e é o incansável lutar por essa pessoa. Quando se arrefece a luta é porque se arrefece esse medo bom, logo se arrefece esse amar. E no final...chamam-lhe "Monotonia" e a culpa é sempre do outro...







Saí para almoço, a Telma pergunta se vou com eles, ao que respondo que estou a tua espera, desce com o Alberto e são seguidos pelo resto do pessoal do centro, os Franciscos e o Cláudio... Fico corado pois lêem perfeitamente que te espero.. dou-te um toque para que saibas que já te espero junto ao parque, para o comum dos mortais parece apenas um apelo, mas para mim é o tempo em que volto a estar um pouco a sós e a pensar na vida, no sol que bate sempre na pedra cinzenta por cima do parque, a pensar no que fiz hoje e no que tenho de fazer a tarde... O telemóvel toca, o Guilherme a Rita, a Sara e a Riana, irmã da Rita já nos esperam, é para irmos ter à cantina onde a Silvia que vem do Rato apenas para o café e o resto da malta do costume já nos espera “já descemos estou a espera dela... até já...”

...esperar..esperar-te... parece que volto a perceber o quanto te amo, e no prazer que me dá todos os dias estar contigo, no quanto quero estar contigo nos sítios mais banais, como nos mais exóticos, como te quero dar tudo que precises e que tenho a certeza de que de alguma maneira te dar... perceber no quanto é importante para mim almoçar contigo, é um luxo que poucos se podem dar...Fartar?! Como muitos afirmam!? Como me posso fartar de alguém que me recebe com um sorriso de Verão estampado, com uma enorme alegria mesmo nos dias mais cinzentos, que é a Mulher mais doce do Mundo, mesmo quando o dia dela lhe corre da pior maneira... Não... nunca me hei de fartar, e tudo farei para que todos os dias sejam diferentes... “ Olá mor..” dizes mas com uma voz alegre, mas dorida..”Que se passou mor?” pergunto... “ O trabalho que fiz a semana passada foi criticado e nem se deram ao trabalho de o rever..” e olhas para mim num misto de aguentar o choro, pois sabes que me vai magoar a mim também, mas uma vontade enorme de ser abraçada..., não digo nada... estendo os braços e abraço-te ignorando quem nos veja... e vamos andando... “ Comemos sozinhos hoje...vou mandar um sms ao pessoal” e saímos rumo a um restaurante ali perto...falamos pouco mas no texto que nos caracteriza...lutadores, “ Vou rever o trabalho e vou voltar a entregar” dizes... “ és uma Mulher e pêras mor...lutadora, confiante, inteligente, dedicada e amante do que fazes pelo melhor, já te disse que me orgulho de tudo o que fazes!? As vezes pode não ser reconhecido por muitos, mas a entrega que dás a tudo o que fazes, é rara...” e tentamos quebrar ali a tristeza e falamos de outros assuntos, “ hei, que tal uma sessão dupla de massagens hoje?!...já sei passamos na Beauty Shop e compramos um óleo novo?! Que dizes!? Ou simplesmente vamos a um cinema e compramos um megapack de pipocas de fazer inveja a qualquer adolescente!?, mor! Eu só quero ser o teu protector, a tua luz, o teu sonho, o teu desejo, quero que estejas feliz agora e sempre, mesmo quanto o mundo está azul tens de ser tu mor...quero-te vermelha! Laranja!, Verde Alface, sei lá quero-te no topo da montanha, pronta a mandar-te outra vez na mesma asa-delta comigo...quero-te sempre numa linda lancha branca num mar azul, ou num velho barco castanho num lago no Canadá...sei lá que queres fazer logo?! Humm!? Eu tenho umas ideias...mas pronto..já sabes...rapaz novo taradão..etcetc” brinco..., mal me deixas acabar...ris-te e beijas-me mesmo ali, um beijo de comboio como só tu os sabes dar, de um lento e suave ao intenso e rápido desejo de estarmos...e la vamos acalmando e esquecendo a triste manha e acabamos, almoçando a falar dos problemas do mundo, da pobreza e das injustiças gerais...aquilo que sempre nos fascinou, a capacidade de ir mais além do maravilhoso mundo a dois, e de mesmo depois de gemeos, unidos, apaixonados, amantes somos dois excelentes amigos com temas de discussão e conversa para qualquer ocasião...

Na volta, compramos um chocolate na onda de alegrar o dia...ainda discutimos sobre um gelado fora do tempo ou o chocolate que nos expreita no chá depois de almoço, sem duvida o chocolate atrai-te mais a atenção e claro aproveitas para me espicasares com o típico sex appeal que tanto adoro quanto me derrete... e quando te vou para agarrar a sorrir, respondes matreira e femininamente “ mor... tamos na rua...contem-te! eheheh” e vais andando como se posasses numa passerelle, sorrio da tua indiferença teatral e vou te admirando o corpo e o cabelo enquanto te afastas, faço um sorriso enquanto faço um semi beicinho de boca e trinco um lábio “ sacana! Tão gira, tão doce e tão inoxente que é a minha namorada”, páras, olhas para trás, sorris e trincas o chocolate enquanto com uma mão esticas e encolhes um dedo a chamar-me, piscando o olho... e naquele momento penso para mim “ Quem me diria que esses olhos, mais que loucura, mais que desejo, são perdição e tal como diz a letra dos Anjos “ Já não sei quem eu sou, como tudo começou, mas sem ti já nada faz sentido, Sei que vou mais além do que manda a própria lei, só sei que sem ti nada mais faz sentido..”, já se passaram anos e continuas a ser a minha perdição, continuas a ser eu, não é uma questão de complementar, é mais profundo, mais intimo, somos um, preenches um espaço vazio que sempre esteve reservado... Perto, longe, aqui ou em sonhos, o simples facto de me sentir, tão seguro, tão amado, tão desejado, tão livre nesta doce prisão... faz com que todos os dias, o teu amor espalhe pétalas de rosas no caminho à minha frente e faça renascer todas as flores à minha passagem, porque emano alegria, luz e cor...sou o espelho vivo de um Homem apaixonado, sou o exemplo vivo de que o AMOR existe...sou o resultado do calor que emano em resposta às 5 letras mais importantes do Mundo, aquelas que um dia, te ajoelhaste em cima da cama e te inclinas-te lentamente apenas para-me-as segredares num olhar, digno de ficar registado num romance clássico, “AMO-TE”... as mesmas ainda hoje são o motivo pelo qual sonho acordado, o motivo porque empunho esta aliança, o motivo pelo qual nos deitamos no chão do restaurante e aceitamos morar juntos, o motivo pelo qual já escreves o texto que um dia lerás em frente ao Mundo... o motivo pelo qual o almoço de hoje, como o de ontem e o de amanhã nunca serão iguais, nunca serão apenas “mais um almoço” mas sim mais um segundo da doce e tenra viagem ao teu lado contigo dentro de mim...